Finados… E nós… para onde vamos ?

5 11 2007

Pelos estudos espíritas, sabemos que através de nossos pensamentos podemos entrar em contato com os espíritos. Através da oração portanto, podemos conversar com nossos amigos e familiares já desencarnados (falecidos). Assim no dia de finados não há necessidade de ir ao cemitério, pois o espírito não mora naquele local. Está sim onde surge nosso pensamento afim.

Faço portanto algumas sugestões que poderiam ser substituídas pelo ritual de ir ao cemitério e que provavelmente agradariam bem mais os falecidos homenageados pela data terrena estipulada:

– Ir a um orfanato ou asilo levando doces e balas para alegrar a vida daquelas pessoas tão excluídas da sociedade.

– Ir a um hospital e visitar alguns doentes solitários e necessitados entregando uma mensagem de fé e solidariedade;

– Fazer companhia a alguém que tenha uma vida solitária;

Qualquer outro tipo de caridade seria bem vindo. E durante todo o período da pratica da ação caridosa teríamos o pensamento voltado para os desencarnados a serem homenageados. Provavelmente eles estarão, nesse momento, ao nosso lado – muito felizes – por termos levado-os a uma atividade tão emotiva, alegre e positiva; e sentindo mais felizes ainda por serem os motivadores por tal atitude. A caridade em nome de espíritos desencarnados são presentes concretos para eles.

E quanto a nós… para onde vamos?

Deixo abaixo, para nossa profunda reflexão, um precisoa mensagem do espírito de Emmanuel psicografado por Chico Xavier no livro Justiça Divina:

Lugar depois da morte

Muitas vezes perguntas, na Terra, para onde seguirás, quando a morte venha a surgir…
Anseias, decerto, a ilha do repouso ou o lar da união com aqueles que mais amas…
Sonhas o acesso à felicidade, à maneira da criança que suspira pelo colo materno…
Isso, porém, é fácil de conhecer;
Toda pessoa humana é aprendiz na escola da evolução, sob o uniforme da carne, constrangida ao cumprimento de certas obrigações;
Nos compromissos no plano familiar;
Nas responsabilidades da vida pública;
No campo dos negócios materiais;
Na luta pelo próprio sustento…
O dever, no entanto, é impositivo da educação que nos obriga a parecer o que ainda não somos, para sermos, em liberdade, aquilo que realmente devemos ser.
Não olvides, assim, enobrecer e iluminar o tempo que te pertence.
Não nos propomos nivelar homens e animais, contudo, numa comparação reconhecidamente incompleta, imaginemos seres outros da natureza trazidos ao regime do espírito encarnado na esfera física.
O cavalo atrelado ao carro, quando entregue ao descanso, corre à pastagem, onde se refocila na satisfação dos próprios impulsos.
A serpente, presa para cooperar na fabricação de soro antiofídico, se for libertada, desliza para a toca, onde reconstituirá o próprio veneno.
O corvo, detido para observações, quando solto, volve à imundice.
A abelha, retida em observação de apicultura, ao desembaraçar-se, torna, incontinenti, à colméia e ao trabalho.
A andorinha engaiolada para estudo, tão logo se veja fora da grade, voa no rumo da primavera.
Se desejas saber quem és, observa o que pensas, quando estás sem ninguém; e se queres conhecer o lugar que te espera, depois da morte, examina o que fazes contigo mesmo nas horas livres.

Livro Justiça Divina – Espírito Emmanuel psicografado por Chico Xavier.

 

 

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3 responses

3 06 2008
Um ano do Blog Joana d´Arc « Joana d´Arc

[…] Finados… E nós… para onde vam […]

2 11 2009
ademario

Finados

Os entes queridos que já deixaram as vestes humanas e vivem agora num outro ambiente, onde a lei da gravidade não tem tanto sentido, se reúnem na sala do tempo pra recolherem vibrações, lamentos e pesares e consolarem os os desorientados, incrédulos e desavisados que não buscam saber mais da vida, pra entenderem a morte. Mas, também recebem e distribuem as emanações advindas dos relacionamentos saudáveis e sinceros, respeitosos e afetivos, amorosos e afins, que a as alegrias do reencontro nos portais da sensibilidade extra sensorial, que se nos caracteriza o ser, o viver e o sentir nas pautas vivas da fé e da confiança, que decorrem de um aprendizado evangélico lúcido e inteligente, destituído de fantasias e óbices desnecessários á vida do espírito livre das injunções materiais…

Ao meu modo de ver o “dia de finados” para cultuar o dia dos mortos já é uma contradição milenar, que não tem e nunca terá sentido nos moldes em que é vivenciado.

O corpo a natureza silencia mas, a alma segue em outros quadrantes, alcança latitudes e longitudes que os cinco sentidos não logram captar sem dificuldades de percepção, de entendimento e compreensão de fenômenos que são tão naturais quanto os biológicos e pluviais…

E certamente o cemitério não é o ambiente mais adequado ao reencontro entre os seres que viveram por tempos sob o teto das mesmas emoções e objetivos… Por que neste ambiente as recordações, tanto para os que se foram ás outras dimensões quanto para os que ficaram por aqui, elas são de despedidas, de dores e lamentações. Na grande maioria dos casos configuram revoltas e incompreensões, desesperos e desequilíbrios, cujas vibrações impregnam o ambiente de emanações dolorosas, de tão profundas tristezas e convulsivas choradeiras, que voltar ao mesmo ponto é rever as fotografias do pensamento, que se nos ensinou Kardec, é obrigar-se a assistir, agora pelos canais da lembrança, aquela criança que a bala perdida ceifou, aquele pai tão querido que já não permite mais contato físico; aquela mãe tão terna e guerreira que a morte tomou ao nosso convívio; assim o irmão e a irmã, os avós, os amigos e amigas que fogem aos nossos olhos e tato e deixam de governar o próprio corpo…

Assim como o velório se faz incapaz de atender ás necessidades de despedidas e compreensão sobre as ocorrências da morte o “culto” de finados, até por que ninguém findou-se, precisa ser repensado, reemoldurado, trazendo para os envolvidos uma outra ótica de convivência com a saudade, que é o que realmente fica, tanto para os daqui quanto para os que estão além das percepções sensoriais físicas, afim de que se alcance neste dia, uma fonte maior de consolo e entendimento, principalmente aos recém saídos, assim como para os recém ficados.
Sim, por que a morte nos envolve em seus braços corretivos, á todo instante, aqui neste orbe de provas e expiações…

O conhecimento espírita é o farol de compreensão, de aceitação das leis divinas e naturais, que orbitam em torno da necessidade de vir e voltar… Ele é capaz de resolver todos os enigmas que emolduram e os que constituem o foco principal de tais ocorrências. Nascemos sozinhos por que a responsabilidade de viver é nossa, desencarnamos também sozinhos, por quanto devemos responder á própria consciência os resultados dessa experiência nos refolhos da envergadura humana…

Num dia como hoje os versos da saudade devem ser a prece capaz de magnetizar as lembranças no prisma das afeições e do respeito. O corpo desfeito ou quase, no túmulo não nos permite estreitar-lhe nos braços, mas, a memória, os sentimentos, as atitudes, o modo de ser, de conversar e resolver, daquele ou daquela que não se encontra entre nós, devem ser os valores a configurarem o poema da lembrança…

As rimas das afeições marcam o compasso da saudade
E cada verso á lembrar um gesto, um sorriso e um abraço
Ternos beijos e promessas que só a imortalidade é capaz de cumprir
Costuram uma outra túnica pra essa relação de amor
De afeição, de respeito, de compreensão, de amar e de sentir!
De que se Deus assim fez, é que é pra ser assim mesmo
Traga seu ente querido á mesa da compreensão
Entabule um diálogo de afeição
Faça os versos da oração serem imprimidos pela luz do coração
Se comprometam com a força e a coragem que Jesus ensinou
E nos sensores da mediunidade chore de saudade
Mas, também por compreensão
Sente-se também á cadeira do entendimento
E por alguns momentos sacie seu coração
Na luz dessa amizade, no amor desse clarão
Que a mediunidade, mãe da afeição
Te oferece no cálice da emoção!
Agradeça ao Criador a certeza da imortalidade
Acenda o coração
Estenda a afeição
Entoe uma nova canção
A vida está certa
E a morte não erra
Não está no frio da terra, jamais no abandono
Nem mesmo no silêncio do ostracismo
O vínculo desse amor que o espiritismo
Coloca acima de qualquer suspeita, dúvida ou incerteza
A luz da saudade está nos braços da verdade!

Ademário da Silva **** 1º/novembro/2009 ** SOESFALUZCA

22 07 2010
luzmarina

Que maravilha é o criador,
dando a habilidade e lucides a nossos irmão queridos, nos trazendo palavras neste video” A morte e o dia de finados” , tão serenamente sábias, que tranquilizam e educam nosso espírito.
Parabéns minha irmã e continue com este trabalho de esclarecimento, que Deus te abenções e que vc possa sempre praticar tudo o que prega.
Abraços fraternos.

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