Mais rico é quem menos necessidades possui.

31 12 2007

No conteúdo da disciplina de Microeconomia clássica existe a Teoria do Consumidor onde se estuda o comportamento e maximização da satisfação do consumidor dentre diversos tipos de bens de consumo disponíveis no mercado.

Pela curva de indiferença analisa-se as preferências do consumidor sendo representado por pontos geométrico das diferentes combinações de bens que dão ao consumidor o mesmo nível de utilidade. Com aumento da renda naturalmente o consumidor irá elevar os níveis de aquisições e chega-se a um novo ponto de equilíbrio:

Ponto de Equil�brio do Consumidor

Assim chega-se a conclusão de que o consumidor sempre busca posições que maximizem sua satisfação dada a sua renda e os preços dos bens e serviços que deseja adquirir.

Porém nos dias atuais a utilidade de cada bem está sendo cada vez mais passageira por vários fatores, como o lançamento de novos modelos mais avançados de forma mais rápida, má qualidade pelos produtos em base plástica praticamente descartáveis ou ainda a evolução no quesito marketing e propaganda, dentre outros. Portanto, a tendência é sentir cada vez mais que nunca o consumidor irá estar satisfeito com o que se possui no campo material.

Com bases em estudos da Doutrina Espírita que nos revela verdades e leis do mundo espiritual, na questão 922 do Livro dos Espíritos, Allan Kardec fez uma pergunta ao Espírito Superior sobre a questão da felicidade e conseqüentemente maximização da satisfação do consumidor. Vejamos o que nos foi respondido:

922. A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que basta para a felicidade de um, constitui a desgraça de outro. Haverá, contudo, alguma soma de felicidade comum a todos os homens?

“Com relação à vida material, é a posse do necessário.
Com relação à vida moral, a consciência tranqüila e a fé no
futuro.”

Felicidade será alcançada então com a posse do necessário. A reflexão em nossos excessos de consumo pode ser o passo inicial para a verdadeira felicidade do indivíduo. A caridade então deverá ser adotada para conseqüente distribuição do excedente, unindo assim a paz de consciência e fé num futuro onde pela cooperação interpessoal todos os consumidores da sociedade se transformarão em uma grande corrente de irmãos. Utopia no momento, porém se cada um de nós tivéssemos a consciência como freio na aquisição dos excessos e amor ao próximo seria muito fácil essa nova sociedade de fraternidade acima das diferenças e vaidades pessoais.

Contudo sabendo dessa utopia atual Allan Kardec pergunta novamente ao Espírito da Verdade:

923. O que para um é supérfluo não representará, para outro, o necessário, e reciprocamente, de acordo com as posições respectivas?

Sim, conformemente às vossas idéias materiais, aos vossos preconceitos, à vossa ambição e às vossas ridículas extravagâncias, a que o futuro fará justiça, quando compreenderdes a verdade. Não há dúvida de que aquele que tinha cinqüenta mil libras de renda, vendo-se reduzido a só ter
dez mil, se considera muito desgraçado, por não mais poder fazer a mesma figura, conservar o que chama a sua posição, ter cavalos, lacaios, satisfazer a todas as paixões, etc. Acredita que lhe falta o necessário. Mas, francamente, achas que seja digno de lástima, quando ao seu lado muitos
há, morrendo de fome e frio, sem um abrigo onde repousem a cabeça? O homem criterioso, a fim de ser feliz, olha sempre para baixo e não para cima, a não ser para elevar sua alma ao infinito.” (715)

Com essas duas instruções do Espírito da Verdade já podemos iniciar processo de reforma e reflexão íntima a respeito de hábitos e excessos referente a utilidade dos bens materiais que adquirimos e assim comprovar que o verdadeiro rico é aquele que menos necessidades possui.

Portanto no caso de aumento de renda o consumidor deveria buscar distribuir esse acréscimo com famílias menos providas mantendo para si o consumo do que é realmente necessário (E1) e fazendo caridade com o consumo da renda adicional (E2).

Esta é a Economia Espírita onde os recursos são compartilhados com o próximo, a distribuição é automática pela caridade no campo de ação de cada família consumidora e a Instituição Fiscalizadora é a consciência de cada um. E esta mesma consciência deveria estar sendo usada para o convívio pacífico com a natureza criando assim um planeta sustentável.

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