A procura de um amor

19 12 2008

O egoísmo gera solidão. O primeiro ato para se acabar com a solidão, logo, é acabar com o egoísmo !

No link abaixo podemos ler mais sobre o egoísmo:

http://ideiaespirita.blogspot.com/2008/12/ainda-propsito-do-tema-egosmo-to-difcil.html

Muitas pessoas ficam a vida inteira a procura de um amor, um namorado, um amigo e muitas vezes não conseguem nem uma pequena amizade. É difícil muitas vezes entender como pode existir pessoas com um grande número de amigos e relacionamentos e outras pessoas sem ninguém.

Em muitos casos, mesmo em contato social com outras pessoas não conseguem criar vínculos de amizade. Quem não conhece uma pessoa solitária ? Eu conheço várias pessoas, e não é por aparência ou falta de dinheiro. Então, o que seria?

Pessoalmente tenho uma teoria da causa do problema de solidão. Duas correntes seriam basicamente responsáveis por esse comportamento. Ao meu ver pode ser uma causa espiritual e outra causa educacional.

A primeira verifica-se como resultado de um efeito de vidas passadas onde o indivíduo aproveitou suas relações interpessoais para gerar excessos e causar danos ao próximo e a si mesmo. Assim nessa vida se está colhendo frutos desse desvio de conduta do passado – vivendo uma vida solitária onde parece que as pessoas o repulsam e nada acontece. Inclusive há relatos de espíritos que eram em vidas passadas fisicamente lindíssimos e por usarem mal sua beleza física reencarnam numa vida futura com corpos muito feios.

A segunda acredito que seja a mais forte, a de cunho educacional. Infância sem carinho, com pais problemáticos, sem receber a devida atenção. Depois a falta de convívio com outras crianças também pode criar dificuldade de socialização. Por isso defendo que, além da presença intensa dos pais,  uma Creche bem organizada e cuidada é muito importante para o futuro da criança. Assim desde pequena mantém contato com outras crianças, com grupos sociais, conhecendo desde o início os problemas e prazeres de estar vivendo em grupo. Aprende a se defender de uma mordida do colega, do empurrão de outro e brinca sempre em grupo, criando vivências facilitadores de interpessoalidade no futuro.

A comunicação assim é primordial nas relações interpessoais, desenvolvida bastante com a convivência com outras pessoas desde a pequena infância e com a influências diretamente dos pais.

Contudo mesmo assim nunca é tarde para mudanças. Se o problema é espiritual, como saber? Não se pode saber. Se o problema é educacional, como resolver? Não podemos voltar a trás.

Mas devemos ter a certeza que sempre podemos começar agora e fazer um novo começo, como nos sugere Chico Xavier em psicografia. Na maioria dos casos os problemas podem ser combatidos. Se for espiritual, combatemos com a caridade para ganhar créditos e apagar nossas maldades do passado. Se for educacional, começemos agora novas medidas educaticas, cursos, estudos de linguagem, gramática, oratória, teatro.

Certeza absoluta podemos ter de uma coisa – em todos os casos a necessidade da ação, do movimento de nosso corpo para o desconhecido, para a sociedade, para o contato com as pessoas é totalmente necessário. Seja engajando-se em uma religião, seja iniciando um curso universitário, curso de dicção, de teatro, de canto… quem é muito tímido e sem assunto pode começar com um curso de canto, um instrumento musical – a música produzida com sentimento atinge a alma e nos faz luz.

Espero que todos possamos estar nos auto-avaliando para buscar sempre crescer nossos relacionamentos com responsabilidade e ética – assim forma-se amigos para mais de uma vida.

CIFRA para violão da música – A Fórmula do Amor – Leo Jaime

Intro: G D Em7 D

G       D            Em7      D
Eu tenho o gesto exato, sei como devo andar
G     D            Em7      D
Aprendi nos filmes pra um dia usar
C             Cmaj7
Um certo ar cruel de quem sabe o que quer
Am7                     D
Tenho tudo planejado pra te impressionar
G    D         Em7      D
Luz de fim de tarde, meu rosto em contra-luz
G       D           Em7       D
Não posso compreender, não faz nenhum efeito
C          Cmaj7
A minha aparição será que errei na mão
Am7                          D
As coisas são mais fáceis na televisão

PRE-CHORUS:
Bm7                 C
Mantenho o passo alguém me vê
G          C
Nada acontece, não sei porque
G                   C
Se eu não perdi nenhum detalhe
D
Onde foi que eu errei

G      D          C        D
Ainda encontro a fórmula do amor
G      D          C        D
Ainda encontro a fórmula do amor
Ebº    Em7
Ainda encontro, ô, ô, ô,
C              G     D
A fórmula, a fórmula do amor

(break 2 compassos)

[intro]

Eu tenho a pose exata pra me fotografar
Aprendi nos livros pra um dia usar
Um certo ar cruel, de sabe o que quer
Tenho tudo ensaiado pra te conquistar

Eu tenho um bom papo e sei até dançar
Não posso compreender, não faz nenhum efeito
A minha aparição será que errei na mão
As coisas são mais fáceis na televisão

Eu jogo um charme, alguém me vê
Nada acontece, não sei porque
Se eu não perdi nenhum detalhe
Onde foi que eu errei

Ainda encontro a fórmula do amor
Ainda encontro a fórmula do amor
Ainda encontro a fórmula, a fórmula do amor

[Intro de novo, depois volta primeiro bridge e vai pro final…]

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Primo Levi e seu testemunho do Holocausto

16 12 2008

Em memória das vítimas do holocausto faço essa divulgação:

Acima um documentário sobre “Holocausto nunca mais” em português.

Segue abaixo a conclusão do meu trabalho de Ciência Política baseado na obra de Primo Levi. É um livro de leitura obrigatória por se tratar de um fato histórico real que todos temos o dever cultural de saber:

(…)

3) Conclusão

O livro “Os Afogados e os Sobreviventes” não é apenas uma boa leitura, mas certamente um documento histórico de grande valor referencial ao holocausto. Percebe-se fatos que nenhum filme ou livro histórico tradicional revela. São reais experiências de um indivíduo que sofreu todos os martírios da vivência do local como um judeu. Recebeu todo o preconceito, toda a ação política destrutiva e ainda conseguiu se libertar dela por meio de obras de grande valor para a humanidade, por esclarecer e registrar fatos que nunca devem ser apagados ou deformados do real acontecimento como mesmo objetiva.

Certamente o autor Primo Levi é um verdadeiro vencedor, sobrevivendo por situações devido a seu conhecimento de químico e não apenas por sorte, mas acima de tudo por ter uma missão de revelar ao mundo tal sociedade infernal para que nunca mais alguém tenha que passar por isso novamente.

“(…) quem briga com o mundo todo reencontra sua dignidade, mas paga-a a um preço altíssimo, porque está seguro de ser derrotado.” (Levi, 1990, p.117).

Com essas palavras de Levi podemos ir muito além dos limites desse trabalho, fazendo lembrar o maior dos filósofos – Jesus – pois já nasceu sabendo que iria ser morto pelos homens por “brigar” com o mundo na tentativa de mudá-lo para o convívio do “amai-vos uns aos outros”. Sua segurança em ser derrotado materialmente era total; contudo tinha também absoluta segurança de que seria vencedor no mundo espiritual, mantendo-se sereno diante dos piores tormentos: “Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” João 16,33.

E apesar de ser publicamente ateu pelas suas próprias palavras, Primo Levi também venceu o mundo, venceu sua dura prova. Ainda deixa transparecer conhecimento de causas e efeito nas relações humanas afirmando que “não conheço atos humanos que possam cancelar um crime;” e mostrando grande evolução moral com ser humano em “(…);exijo justiça, mas não sou capaz, pessoalmente, de brigar nem de dar o troco.”

Assim, espera-se que a obra de Primo Levi continue divulgando ao mundo a grande tragédia planejada do holocausto e suas relações sociais e políticas para que possam estar criando sempre consciências mais críticas e dialéticas.

Finalizo o presente trabalho com um diálogo do Primo Levi revelando um sentimento de fé inconsciente ao afirmar que algo o protege:

“Deu para perceber, naquele instante e imediatamente, o que todos nós pensávamos e dizíamos dos alemães. O cérebro que dirigia esses olhos azuis, essas mãos bem cuidadas, dizia: “Esse algo que está na minha frente pertence a um gênero que, obviamente, convém eliminar. Neste caso específico, deve-se, antes, examinar se ele não contém ainda algum elemento aproveitável”. Em minha cabeça, como sementes num porongo vazio: “Os olhos azuis e o cabelo louro são, essencialmente maus. Nenhuma possibilidade de comunicação. Sou especialista em Química Mineral. Sou especializado em sínteses orgânicas. Sou especializado..”

E o interrogatório começa. Em seu canto boceja e resmunga Alex, terceiro espécime zoológico.

– Wo sind Sie geboren? (Onde o senhor nasceu?) Ele me trata de Sie, de “senhor”: o Doktor Ingenieur Pannwitz não tem senso de humor. Maldito seja, ele não faz o menor esforço para falar um alemão mais compreensível.

– Eu me formei em Turim em 1941, summa cum laude – e, ao dizer isso, tenho a clara sensação de que ele não vai acreditar. Realmente, nem eu estou acreditando. Basta olhar minhas mãos sujas e lanhadas, minhas calças de prisioneiro, incrustadas de barro. Sou eu, porém, eu, bacharel de Turim, aliás, principalmente neste instante, não há dúvida quanto à minha identificação com ele, já que o reservatório das minhas lembranças de Química Orgânica, apesar de longa inatividade, inesperadamente atende dócil ao pedido. E, ainda, bem reconheço esta lúcida exaltação que me aquece as veias, essa espontânea mobilização de todos os recursos lógicos e de todas as noções, que os companheiros de escola invejam. A prova vai indo bem. Na medida em que dou conta disso, parece-me crescer em tamanho. Agora ele me pergunta qual foi o argumento da minha tese. Devo fazer esforço violento para despertar estas seqüências de lembranças tão profundamente longínquas: é como se procurasse recordar os acontecimentos de uma encarnação anterior.

Algo me protege. Minhas pobres velhas “medidas de constantes dielétricas” interessam particularmente a este loiro ariano de sólida existência; pergunta-me se falo inglês, mostra me o livro de Gattermann – e isso também é absurdo, inverossímil, que aqui, aquém da cerca de arame farpado, existe um livro de Gattermann absolutamente idêntico ao livro no qual estudava na Itália, no quarto ano da faculdade, em minha cada.

– Acabou-se (Levi, 1988, p.108-9).”

4) Referências:

– LEVI, Primo. Os afogados e os sobreviventes. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990

– ____________. É isto um homem? Rio de Janeiro: Rocco, 1988

– WEFFORT, Francisco (org). Clássicos da política. Vol I e II. São Paulo: Ática, 1998.

– WIKIPEDIA, Normas do ABNT para trabalhos de monografia. Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Normas_do_Abnt&gt;. Acesso em 10/11/08.

– __________. Adolf Hitler. Disponível em: – <http://pt.wikipedia.org/ wiki/Adolf_hitler>.

-___________.Thomas Hobbes. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/ wiki/Thomas_Hobbes>.

-___________. Nicolau Maquiavel . Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/ wiki/Maquiavel>





Segurança no lar

16 12 2008

Portas abertas

A novela das nove da rede globo – A Favorita – me levou a esse estudo baseado na Doutrina Espírita. Não quero, antes de mais nada, falar mal da novela ou da emissora, mas apenas constatar um fato espiritual que ocorre com freqüência em nossos lares e não percebemos.

Quando assistimos algo que produz aflição, medo, raiva ou algum outro sentimento negativo, isso pode estar sendo o motivo da abertura das portas de nosso lar a amigos invisíveis que podem acabar por prejudicar toda família.

E foi exatamente o que senti quando assisti forçosamente aquela cena em que tinha sangue por todo lado, onde um dos protagonistas da novela foi morto a custa de um ataque do coração. Não bastasse a cena forte,  ainda criou um sentimento muito desagradável de não concordar com o rumo da obra. Assim decidi: Nunca mais assisto essa novela…! Agora é música, nem que seja uma FM com aquelas propagandas intermináveis com certeza será melhor.

Quanto ao problema da abertura de portas, vou explicar melhor:

Somos espíritos vivos ligados a um corpo físico vivo. Quando o corpo físico morre o espírito continua vivo, mas é desprendido do corpo fisco.

O espírito vivo, liberto do corpo físico, não podemos ver – com exceção de algumas pessoas que possuem essa capacidade e são chamadas de médiuns.

Caso o leitor seja leigo no assunto sugiro a leitura da obra de Allan Kardec – no qual codificou a Doutrina Espírita e está disponível para donwload nesse blog gratuitamente ou a venda nas livrarias. Assim poderá ter uma melhor explicação e compreensão do tema que é muito complexo.

Assim o que devemos saber é que nossos lares podem ser habitados por seres invisíveis – espíritos – com muita freqüência. Esses espíritos que não vimos são atraídos aos nossos lares por nossos pensamentos habituais. O nível evolutivo do espírito presente irá depender absolutamente de nossa qualidade de pensamento. Se estudamos, lemos bons livros, mantemos a fé, conversamos com educação e respeito, e principalmente oramos, estamos provavelmente sem nenhuma presença espiritual ruim, e até talvez com alguns bons espíritos que podem nos inspiram boas idéias e soluções de problemas.

Contudo se o nosso pensamento atual é de aflição, medo, raiva, incertezas, obscenidades, teremos ao nosso lado – em nosso lar – espíritos das trevas –  que nada mais são do que espíritos primitivos que não se dão conta de que tudas as ações que fazem ao nosso próximo na realidade estão fazendo a si mesmos. São espíritos desinformados das leis do universo e que podem nos prejudicar sim. Como? Tornando-se nossos seguidores invisíveis e sugerindo idéias em nossa mente para praticarmos coisas ruins a nós mesmos, principalmente ligados a excessos em sensações físicas, prazeres, gerando vícios.

 

 
 

459 Os Espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações?

– A esse respeito, sua influência é maior do que podeis imaginar. Muitas vezes são eles que vos dirigem.

 

 

 

 

 

Muitos vícios são normalmente adquiridos pelo indivíduo mergulhar em sensações e à medida que cada vez mais rotineiramente o faz por vontade própria, mais pode criar vínculos espirituais ruins, gerando fortes sugestões mentais produzindo mais e mais necessidades mundanas.

Chama-se, nesses casos duradouros de vínculos espirituais danosos ao indivíduo, de obsessões espirituais.

Assim sendo, convido a todos a desligarem suas televisões e passarem a ler um bom livro, praticar uma boa conversa, jogar jogos de tabuleiro com a família, cartas, qualquer atividade que produza alegria, distração e conhecimento produtivo.

Uma coisa interessante que vale a pensa ressaltar é referente à leitura de obras espirituais ou bíblicas. Assim praticando com habitualidade e discutindo as lições entre familiares, ou sozinhos mesmo, em voz alta, estamos divulgando a palavra de Jesus para nossos amigos invisíveis. Portanto temos a chance de levar esse conhecimento a algum amigo menos evoluído que possa estar nos acompanhando e acabar por evangelizá-lo para o bem de todos.

Veja que mesmo sozinho, podemos contribuir e ajudar ao próximo, nem que seja um próximo que não vimos naquele momento atual de nossa condição de espírito ligado a um corpo físico.

Que possamos a cada dia procurar melhores atividades e melhores pensamentos habituais.

Que assim seja.