Malhando o colega, o professor, o irmão, os pais… E os resultados da maledicência ?

30 08 2009

Na reforma íntima, que todos devemos praticar, uma das questões mais comum refere-se a maledicência. Quem nunca colocou uma pessoa “para baixo” apontando um defeito  pessoal de um colega, ou ainda pior, algo negativo de alguem sem a devida certeza ? Ainda muitas vezes tal procedimento negativo é feito diante de outras pessoas ou para outras pessoas sem o principal interessado ao menos saber…

E por incrível que pareça geralmente falamos mal do próximo sem perceber. Algo automático já entranhado em nossa mente pelos processos educativos  falhos ou errôneos. Assim todos, sem exceção devemos estar atentos a essa questão. A todo momento devemos nos perguntar e vigiar para não agredir ninguém.

Quero que fique claro que educar, dando o bom exemplo e solicitando uma melhor atitude é uma coisa. Falar mal e apontar as características pessoais negativas é outra.

O melhoramento pessoal é uma tarefa de todos nós através do auto-conhecimento e da prática da reforma íntima para combater todos os nossos desvios que inevitavelmente temos.

Devemos ter em mente que ao falar negativamente do próximo estamos produzindo energias ou fluidos negativas contra uma pessoa. Toda ação possui uma reação, que retorna a nós mesmos (3° Lei Newton). Portante iremos colher isso no futuro, além de estarmos abrindo oportunidades para doenças físicas.

Deixo o convite para termos mais atenção a esse problema com a leitura abaixo de uma passagem da vida de Judas pelo espírito Irmão X. Logo após um pequeno resumo da trajetória desse Espírito tão importante.

DO APRENDIZADO DE JUDAS

“Não obstante amoroso, Judas era, muita vez, estouvado e inquieto. Apaixonara-se pelos ideais do Messias, e, embora esposasse os novos princípios, em muitas ocasiões surpreendia-se em choque contra eles. Sentia-se dono da Boa-Nova e, pelo desvairado apego a Jesus, quase sempre lhe tornava a dianteira nas deliberações importantes. Foi assim que organizou a primeira bolsa de fundos da comunhão apostólica e, obediente aos mesmos impulsos, julgou servir à grande causa que abraçara, aceitando a perigosa cilada que redundou na prisão do Mestre.

Apesar dos estudos renovadores a que sinceramente se entregara, preso aos conflitos íntimos que lhe caracterizavam o modo de ser, ignorava o processo de conquistar simpatias. Trazia constantemente nas lábios, uma referência amarga, um conceito infeliz.

Quando Levi se reportava a alguns funcionários de Herodes, simpáticos ao Evangelho, dizia, mordaz: – São víboras disfarçadas. Sugam o erário público, bajulam sacerdotes e deixam-se pisar pelo romano dominador… A meu parecer, não passam de espiões.. O companheiro ouvia tais afirmativas, com natural desencanto, e os novos colaboradores dele se distanciavam menos entusiasmados. Generosa amiga de Joana de Cusa ofereceu, certo dia, os recursos precisos para a caminhada do grupo, de Cafarnaum a Jerusalém. Porém, recebendo a importância, o apóstolo irrefletido alegou, ingratamente: – Guardo a oferta; contudo, não me deixo escarnecer. A doadora pretende comprar o reino dos Céus, depois de haver gozado todos os prazeres do reino da Terra. Saibam todos que este ó um dinheiro impuro, nascido da iniqüidade. Estas palavras, pronunciadas diante da benfeitora, trouxeram-lhe indefinível amargura.

Em Cesareia, heróica mulher de um paralítico, sentindo-se banhada pelos clarões do Evangelho, abriu as portas do reduto doméstico aos desamparados da sorte. Órfãos e doentes buscaram-lhe o acolhimento fraternal. O discípulo atrabiliário, no entanto, não se esquivou à maledicência: – E o passado dela? – clamou cruelmente – o marido enfermou desgostoso pelos quadros tristes que foi constrangido a presenciar. Francamente, não lhe aceito a conversão. Certo, desenvolve piedade fictícia para aliciar grandes lucros. A senhora, duramente atingida pelas descaridosas insinuações, paralisou a benemerência iniciante, com enorme prejuízo para os filhos do infortúnio.

Quando o próprio Messias abençoou Zaqueu e os serviços dele, exclamou Judas, indignado, às ocultas: – Este publicano pagará mais tarde. Escorcha, os semelhantes, rodeia-se de escravas, exerce avareza, sórdida e ainda, pretende o Raiz, o Divino!… Não irá longe… Enganara o Mestre, não a mim… Alimentando tais disposições, sofria a desconfiança de muitos. De quando em quando, via-se repelido delicadamente.

Jesus, que em silêncio lhe seguia as atitudes, aconselhava prudência, amor e tolerância. Mal não terminava, porém, as observações carinhosas, chegava Simão Pedro, por exemplo, explicando que Jeroboão, fariseu simpatizante da Boa-Nova, parecia inclinado a ajudar o Evangelho renascente. – Jeroboão? – advertia Judas, sarcástico – aquilo é uma raposa de unhas afiadas. Mero fingimento! Conheço-o há vinte anos. Não sabe senão explorar o próximo e amontoar dinheiro. Houve tempo em que chegou a esbordoar o próprio pai, porque o infeliz lhe desviou meia pipa de vinho!…

A verdade, porém, é que as circunstâncias, pouco a pouco, obrigaram-no a insular-se. Os próprios companheiros andavam arredios. Ninguém lhe aprovava as acusações impulsivas e as lamentações sem propósito. Apenas o Cristo não perdia a paciência. Gastava longas horas, encorajando-o e esclarecendo-o afetuosamente… Numa tarde quente e seca, viajavam ambos, nos arredores de Nazaré, cansados de jornada comprida, quando o filho de Kerioth indagou, compungido: – Senhor, por que motivos sofro tão pesadas humilhações? Noto que os próprios companheiros se afastam cautelosos de mim… Não consigo fazer relações duradouras. Há como que forçada separação entre meu espírito e os demais… Sou incompreendido e vergastado pelo destino… E levantando os olhos tristes para o Divino Amigo, repetia : – Por quê?!… Jesus ia responder, condoído, observando que a voz do discípulo tinha lágrimas que não chegavam a cair, quando se acercaram, subitamente, de poço humilde, onde costumavam aliviar a sede. Judas que esperava ansioso aquela bênção, inclinou-se, impulsivo e, mergulhando as mãos ávidas no líquido cristalino, tocou inadvertidamente o fundo, trazendo largas placas de lodo à tona. Oh! Oh! Que infelicidade! – gritou em desespero.

O mestre bondoso sorriu calmamente e falou: – Neste poço singelo, Judas, tens a lição que desejas. Quando quiseres água pura, retira-a com cuidado e reconhecimento. Não há necessidade de alvoroçar a lama do fundo e das margens. Quando tiveres sede de ternura e amor, faze o mesmo com teus amigos. Recebe-lhes a cooperação afetuosa sem cogitar do mal, a fim de que não percas o bem supremo. Pesado silêncio caiu entre o benfeitor e o tutelado. O apóstolo invigilante modificou a expressão do olhar, mas não respondeu. ” (Pelo Espírito Irmão X – Do livro: Luz Acima, Médium: Francisco Cândido Xavier.)

SOBRE: Humberto de Campos (pseudônimo: Irmão X)

Humberto de Campos nasceu na pequena localidade de Piritiba, no Maranhão, em 1886.

Foi menino pobre. Estudou com esforço e sacrifício. Ficou órfão de pai aos 5 anos de idade. Sua infância foi marcada pela miséria. Em sua “Memórias”, ele conta alguns episódios que lhe deixaram sulcos profundos na alma.

Tempo depois, mudou-se para o Rio de Janeiro, então Capital da República, onde se tornou famoso. Brilhante jornalista e cronista perfeito, suas páginas foram “colunas” em todos os jornais importantes do País.

Dedicou-se inteiramente à arte de escrever, e por isso eram parcos os recursos financeiros. A certa altura da sua vida, quando minguadas se fizeram as economias, teve a idéia de mudar de estilo.

Adotando o pseudônimo de Conselheiro XX, escreveu uma crônica chistosa a respeito da figura eminente da época – Medeiros e Albuquerque-, que se tornou assim motivo de riso, da zombaria e da chacota dos cariocas por vários dias.

O Conselheiro, sibilino e mordaz, feriu fundo o orgulho e a vaidade de Medeiros, colocando na boca do povo os argumentos que todos desejavam assacar contra Albuquerque. O sucesso foi total.

Tendo feito, por experiência, aquela crônica, de um momento para outro se viu na contingência de manter o estilo e escrever mais, pois seus leitores multiplicaram, chovendo cartas às redações dos jornais, solicitando novas matérias do Conselheiro XX.

Além de manter o estilo, Humberto se foi aprofundando no mesmo, tornando-se para alguns, na época, quase imortal, saciando o paladar de toda uma mentalidade que desejava mais liberdade de expressão e mais explicitude na abordagem dos problemas humanos e sociais.

Quando adoeceu, modificou completamente o estilo. Sepultou o Conselheiro XX, e das cinzas, qual Fênix luminosa, nasceu outro Humberto, cheio de piedade, compreensão e entendimento para com as fraquezas e sofrimentos do seu semelhante.

A alma sofredora do País buscou avidamente Humberto de Campos e dele recebeu consolação e esperança. Eram cartas de dor e desespero que chegavam às suas mãos, pedindo socorro e auxílio. E ele, tocado nas fibras mais sensíveis do coração, a todas respondia, em crônicas, pelos jornais, atingindo milhares de leitores em circunstâncias idênticas de provações e lágrimas.

Fez-se amado por todo o Brasil, especialmente na Bahia e São Paulo. Seus padecimentos, contudo, aumentavam dia-a-dia. Parcialmente cego e submetendo-se a várias cirurgias, morando em pensão, sem o calor da família, sua vida era, em si mesma, um quadro de dor e sofrimento. Não desesperava, porém, e continuava escrevendo para consolo de muitos corações.

A 5 de dezembro de 1934, desencarnou. Partiu levando da Terra amargas decepções. Jamais o Maranhão, sua terra natal, o aceitou. Seus conterrâneos chegaram mesmo a hostilizá-lo.

Três meses apenas de desencarnado, retornou do Além, através do jovem médium Chico Xavier, este, com 24 anos de idade somente, e começou a escrever, sacudindo o País inteiro com suas crônicas de além-túmulo.

O fato abalou a opinião pública. Os jornais do Rio de Janeiro e outros estados estamparam suas mensagens, despertando a atenção de toda gente. Os jornaleiros gritavam. Extra, extra! Mensagens de Humberto de Campos, depois de morto! E o povo lia com sofreguidão…

Agripino Grieco e outros críticos literários famosos examinaram atenciosamente a produção de Humberto, agora no Além. E atestaram a autenticidade do estilo. “Só podia ser Humberto de Campos!” – afirmaram eles.

Começou então uma fase nova para o Espiritismo no Brasil. Chico Xavier e a Federação Espírita Brasileira ganharam notoriedade. Vários livros foram publicados.

Aconteceu o inesperado. Os familiares de Humberto moveram uma ação judicial contra a FEB, exigindo os direitos autorais do morto!

Tal foi a celeuma, que o histórico de tudo isto está hoje registrado num livro cujo título é “A Psicografia ante os Tribunais”, escrito por Dr. Miguel Timponi.

A Federação ganhou a causa. Humberto, constrangido, ausentou-se por largo período e, quando retornou a escrever, usou o pseudônimo de Irmão X.

Nas duas fases do Além, grafou 12 obras pelo médium Chico Xavier.

“Crônicas de Além-Túmulo”, “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, “Boa Nova”, “Novas Mensagens”, “Luz Acima”, “Contos e Apólogos” e outros foram livros que escreveu para deleite de muitas almas.

Nas primeiras mensagens temos um Humberto bem humano, com características próprias do intelectual do mundo. Logo depois, ele se vai espiritualizando, sutilizando as idéias e expressões, tornando-se então o escritor espiritual predileto de milhares.

Os que lerem suas obras de antes, e de depois, de morto, poderão constatar a realidade do fenômeno espírita e a autenticidade da mediunidade de Chico Xavier.

O mesmo estilo, o mesmo estro!

Fonte: Revista REFLEXÕES. Edição n.º 5 – Maio de 1999 – Fernandópolis.


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Remorso e a Esquizofrenia

5 08 2009

O personagem “Tarço” da novela “Caminho das Índias” da Rede Globo retrata uma realidade importante – a esquizofrenia e o preconceito que familiares e sociedade possuem ao doente.

Contudo é interessante colocar a questão espiritual em foco. Muitos confundem a doença com a capacidade de ouvir e ver espíritos. É certo que existe a confusão mental do doente relativo a ouvir vozes ou vultos. Contudo a doença esquizofrenia não tem nada a ver com espíritos. Mesmo que o paciente tenha sensações de perseguição e de ver pessoas que não existem, não são espíritos. É a doença.

Uma coisa é um médium que possui a capacidade de entrar em contato com espíritos comprovadamente como o nosso Chico Xavier. Outra coisa é um esquizofrênico.

Por outro lado, a esquizofrenia apesar de  não ter ligações com os espíritos de forma direta, tem ligação com o Espiritismo. Deve-se assim ressaltar que a obra Espírita possui um dos primeiros focos sérios nessa doença, ainda sem nome na época, foi classificada como “Estranha enfermidade” no livro “No mundo maior” de Francisco Cândido Xavier/André Luiz, no capítulo XII publicado pela FEB em 1947 na sua primeira edição.

O livro encontra-se a um preço bastante acessível nas livrarias virtuais e espíritas e em PDF encontra-se para livre download no link abaixo:

http://www.autoresespiritasclassicos.com

Abaixo uma proposta de estudo do livro no link do CVDEE:

http://www.cvdee.org.br/download/nl03.zip

Fica aqui o convite para a leitura dessa obra e abertura de posições referente ao tema. Em atualizações posteriores estarei colocando aqui um resumo dessa obra. (após vídeo)

Abaixo um vídeo referente a primeira obra do Espírito de André Luiz psicografado por Chico Xavier. Nessa obra André Luiz descreve como foi sua morte, seus tormentos por ser considerado um suicida indireto (pessoa no qual abusa da saúde com excessos) e sua jornada a partir do momento em que se dá conta da espiritualidade. É uma leitura avançada onde se é recomendado a leitura como pré-requisito do Livro dos Espíritos e Céu e Inferno, da codificação Espírita. (download na barra lateral):

Abaixo o link do Instituto André Luiz onde temos detalhes de toda obra do Espírito de André Luiz:

http://www.institutoandreluiz.org/sinopses.html

Bons estudos e paz a todos !

Análise da Obra:

Impossível em um resumo substituir a uma leitura detalhada da obra do espírito de André Luiz o qual assim não posso apenas resumi-lo. Contudo pude verificar algumas lições referente ao tema.

Toda reação possui uma ação anterior que a provocou. Assim o que pode ter provocado a esquizofrenia?

O remorso.

  remorso1
re.mor.so1
adj (lat remorsu) V remorado. remorso2
re.mor.so2
sm (lat remorsu) 1 Aflição, tormento de consciência, por um ato mau que se praticou. 2 Revolta da consciência contra uma ação pecaminosa ou culpável; remordimento; arrependimento. (Dicionário Michaelis)

“Remorso (que não é um sinônimo de arrependimento) é um sentimento experimentado por aqueles que acreditam que cometeram uma ação que infringe um código moral (pessoal ou não) que obedecem, tornaram-se (ou acreditam haverem se tornado), por isso, passíveis de alguma condenação e punição que será (ou acreditam que será) muito severa dada por terceiros, não querem sofrer tal punição e, então, se punem de alguma maneira mais suportável para fugir dessa condenação e punição. Quem sente remorso não está arrependido verdadeiramente do mal que causou a terceiros, está apenas (por vezes inconscientemente e instintivamente, outras vezes conscientemente), motivado pelo medo da punição, tentando aparentar arrependimento verdadeiro (em alguns casos até acreditando no próprio falso arrependimento), castigando a si mesmo de alguma maneira, por acreditar que um castigo auto-imposto (como forçar-se a se entristecer por exemplo, que é a manifestação mais comum do remorso) a redimiria de seu erro, permitindo-a conseguir fugir de uma punição que seria ainda mais severa vinda do meio social em que vive ou de uma entidade superior. O remorso pode também conduzir a extremos como ódio a si mesmo e auto-flagelação. (Wikipédia)”

 A consciência culpada irá produzir o remorso constante gerador de tormentos que arruínam os equipamentos mentais do indivíduo. Essa destruição mental é sutil como o “pocar de uma corda”. Ela vai se desfiando, desfiando até romper de uma vez.

Tal ação de culpa que produz o remorso pode ter sido praticado em vidas passadas ou na vida atual. Se por acaso o leitor não acredita na existência de vidas anteriores, gostaria de indicar posteriormente a leitura da publicação “Provas da reencarnação” nesse mesmo blog.

Voltando ao assunto, quando em vidas passadas pode-se verificar na criança atitudes e sintomas específicos. Mas o romper da “corda” pode ocorrer bem mais tarde.

Na vida atual, geralmente ocorrem os sintomas após algum tipo de choque psicológico devido a alguma atitude produtora de grande sentimento de culpa no indivíduo.

Assim o principal foco da questão seria como acabar com a culpa? Como tratar uma culpa? Como contornar mentalmente essa situação tão destrutiva mesmo que ainda no inconsciente por ações em vidas passadas?

De todas as formas a única maneira de corrigir erros do passado é a ação em sentido oposto. Produzir acertos. Apagando assim o mal com o bem; este é o grande remédio social de muitas doenças psicológicas-mentais.

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” (Chico Xavier em psicografia)

Muitos atuais esquizofrênicos tiveram o tempo necessário para praticar a caridade, a doação, a atitude fraterna ao próximo e assim apagar sintomas vindo do passado, mas não tiveram oportunidades educativas para tal atos e fracassaram.

Muitos vieram nessa vida sem nenhum sintoma de vidas passadas e possuíam missões fraternas a cumprir nessa vida, contudo se desvirtuaram na estrada da corrupção, egoísmo e sensações passageiras – produzindo infinitas culpas inconscientes.

A medida que não se faz o planejado pelo próprio indivíduo e seus protetores ainda no plano espiritual, antes do nascimento físico, as reações de descontrole mental e físicos vêm – até gerar danos inconscientes, depressões psicológicas e a esquizofrenia.

Tanto a prevenção e a cura devem ser revistas pelo meu ponto de vista. Usar medicação sim. Mas a criação de atividades oportunizadoras de auxílio ao próximo de alguma forma é de extrema importância. A caridade com amor é uma vacina mental benéfica a todos que a produzem.

As pessoas que estão começando os sintomas devem de imediato inciarem e se engagarem em atividades de distribuição de alimentos, roupas e qualquer outra caridade a necessitados.

As instituições devem produzir alimentos para doarem a necessitados e colocarem os próprios pacientes para fazerem o trabalho de distribuição, por exemplo.

É necessário assistência médica, uma família integrada e sólida e talvez o principal – dedicação, disciplina e amor.





Gripe Suína, das aves e outras Pandemias. O que realmente devemos saber urgênte!

4 08 2009

O PLANETA ATUAL

O mundo atual e sua produção em larga escala de um tipo de produto vegetal e animal somente (monocultura) aliado ao desmatamento certamente está criando um cenário pavoroso que tende a piorar cada vez mais nesse planeta. Ninguém mais consegue plantar sem usar defensivos agrícolas danosos para todos. Poucos conseguem criar animais sem vacinas em larga escala e um alto controle veterinário.

E agora as conseqüências da ganância do homem chega a ele próprio. O inicio das reações de décadas de danos ao meio ambiente começa a sua colheita. E mesmo que o homem parasse agora com toda a poluição e desmatamento ainda sim teríamos que sofrer com essas reações, pois o início delas ocorreram desde a revolução industrial.

TODA AÇÃO POSSUI REAÇÕES

Foram mais de 700 mortos pela gripe suína no mundo, quando ainda estavam fazendo uma contagem séria, e a tendência é ainda mais tenebrosa. Infelizmente o futuro da humanidade é de muito mais sofrimento e mortes. Não precisa ser adivinho para saber o que vêm por ai. Basta usar a lógica matemática. Enquanto estiverem produzindo e desmatando irracionalmente, enquanto existirem “depósitos” de milhões de animais de uma mesma raça aglomerados sendo “cevados por hormônios” para alimento humano, doenças e mais doenças surgirão para o homem – que fica sempre a um passo atrás da solução – correndo atrás de remédios químicos depois de centenas de mortes a cada pandemia.

Solução? Inúmeras. Contudo enquanto o egoísmo ainda estiver acima de tudo estamos longe do fim.

O QUE DEVEMOS SABER URGENTE ?

A educação ambiental, higiene pessoal, alimentação sadia, hábitos saudáveis, na busca de um sistema imunológico forte, tudo é essencial. Contudo o mais urgente não é nada agradável para muitos, por simples medo. Devemos saber o que somos, de onde vimos e para onde vamos. Enfim, devemos estudar de modo científico a vida e principalmente a morte.

Pelo mundo que estamos vivenciando certamente devemos ter mais conhecimento sobre nossa existência nesse planeta. Desde antes do nascimento até depois da morte. E a Doutrina Espírita nos livros publicados que formam sua obra são bases fundamentadas em pesquisas científicas sobre esse assunto. É uma obra onde todos, de todas as filosofias e religiões devem buscar estudar e reavaliar seus paradigmas.

Quem não conheçe o Chico Xavier, uma pessoa humilde, com quarta séria primária, onde através de psicografias publicou mais de 400 livros . Desde poesias até explicações detalhadas de como é a vida no mundo espiritual.

Antes de mais nada devemos afastar o aspecto temível da morte. Existem pessoas que transferem o assunto para um futuro remoto. Contudo devemos ter a certeza de que todos morreremos um dia. Isso já é motivo bastante para estudarmos o assunto.

Três obras são de grande importância para que possamos tomar ciência de como é o processo da morte num primeiro momento:

“Livro dos Espíritos”, Allan Kardec – A obra principal da codificação do Espiritismo. Capitulo III iniciando com a pergunta 149.

“Quem tem medo da morte”, Richard Simonetti – De forma simples, objetiva, e didática Simonetti nos revela todos os segredos da morte baseado em estudos da Doutrina Espírita.

“Ninguém Morre”. Francisco Cândido Xavier – Relatos reais de mensagens de pessoas que morreram para seus familiares recebido por psicografia de Chico Xavier.

As sínteses geram grande risco de dúvidas e contestações por justamente faltar maiores detalhes. Contudo mesmo com esse risco deixo aqui alguns pontos que devemos refletir:

  • Somos espíritos eternos. Já existíamos antes de nascer e ao morrer nosso espírito continua vivo, porém sem estar preso a um corpo físico.
  • A morada definitiva dos espíritos situa-se no Plano Espiritual. A vida num corpo físico é um momento transitório evolutivo.
  • Tudo que fizermos enquanto encarnados irá produzir reações contra nós mesmos. Boas atitudes geram boas reações. Más ações igualmente sofrimentos teremos no futuro espiritual e inclusive numa próxima vida. Com ferro fere com ferro será ferido, assim se gera carmas…
  • Nosso Pai Celeste é puro amor igualmente para todos nós. Todos os nossos sofrimentos, de nascença ou não são devidos a atitudes nossas em vidas passadas, e não por maldade dos Deuses.
  • A reencarnação é deduzida pelos sofrimentos que nos acontecem, pois são reações de atitudes indevidas nossas em vidas passadas; e também deduzida pelas nossas boas e más tendências, que são reflexos de vivências nossas em vidas anteriores. Quem não viu aquele garoto de 3 anos tocando piano clássico? Certamente foi um grande músico em vida anterior.
  • Quanto mais conhecimento dessas realidades, mais fácil será o passagem para o plano espiritual, pois todo conhecimento afasta o medo.
  • A pior morte de todas é o suicídio, onde o espírito irá continuar a receber todas as sensações e dores de sua morte até sua energia vital findar, indo para uma zona obscura. Orações em favor deles ajudam muito.
  • Ao nascermos, passamos por um processo de esquecimento de todas as vidas anteriores para que possamos ter o mérito de passar por essa curta vida material produzindo boas ações.
  • Ao morrermos, aos poucos nos lembramos de todas as nossas vidas anteriores e do que inicialmente idealizávamos fazer enquanto num corpo físico. Grandes decepções surgem desse momento. Devemos estar preparados para acertar aos poucos.
  • Quem conhece a obra de Francisco Cândido Xavier, o Chico, certamente sabe que a vida após a morte existe. Fica o convite para conhecer um pouco da obra.
  • Ao morrermos, muitos ainda pensam que estão vivos, pois a energia de nosso espírito, o perispírito, toma forma de nossa última encarnação. Assim devemos ter o hábito de orar, pois todos temos um espírito protetor – um “anjo da guarda”.
  • Criou muitas dúvidas ainda? Quer acabar com o medo da morte e se preparar para quando chegar esse momento? Fica o convite para o estudo da Doutrina Espírita. Download da obra básica da codificação nos links ao lado e abaixo alguns vídeos interessantes:

Livro dos Espíritos:

Chico Xavier:

Richard Simonetti

Mensagem de Dr. Bezerra de Menezes:

“Cristãos decididos
…Estamos sendo convocados pelos Espíritos nobres para ser os lábios pelos quais a palavra de Jesus chegue aos corações empedernidos.
Estamos sendo convocados para ser os braços do Mestre, que afaguem, que se alonguem na direção dos mais aflitos, dos combalidos, dos enfraquecidos na luta.
Estamos colocados na postura do bom samaritano, a fim de podermos ser aquele que socorra o caído na estrada de Jericó da atualidade.
Nunca houve na história da sociedade terrena tantas conquistas de natureza intelectual e tecnológica!
Nunca houve tanta demonstração de humanismo, de solidariedade, tanta luta pelos direitos humanos!
É necessário, agora, que os cristãos decididos arregacem as mangas e ajam em nome de Jesus.
Em qualquer circunstância, que se interroguem: – em meu lugar que faria Jesus?
E, faça-o, conforme o amoroso Companheiro dos que não têm companheiros, faria.
Filhos da alma!
Estamos saturados de tecnologia de ponta, graças, à qual, as imagens viajam no mundo quase com a velocidade do pensamento, e a dor galopa desesperada o dorso da humanidade em desalinho.
O Espiritismo veio como Consolador para erradicar as causas das lágrimas.
Sois os herdeiros do Evangelho dos primeiros dias, vivenciando-o à última hora.
Estais convidados a impregnar o mundo com ternura, utilizando-vos da compaixão.
Periodicamente, neste planeta de provas e expiações, as mentes em desalinho vitalizam microorganismos viróticos que dão lugar a pandemias  destruidoras.
Recordemo-nos das pestes que assolaram o mundo: a peste negra, a peste bubônica, as gripes espanhola, a asiática e a deste momento de preocupações, porque as mentes dominadas pelo ódio, pelo ressentimento, geram fatores propiciatórios à manifestação de pandemias desta e de outra natureza.
Só o amor, meus filhos, possui o antídoto para anular esses terríveis e devastadores acontecimentos, desses flagelos que fazem parte da necessidade da evolução.
Sede vós aquele que ama.
Sede vós, cada um de vós, aquele que instaura o Reino de Deus no coração e dilata-o em direção da família, do lugar de trabalho, de toda a sociedade.
Não postergueis o dever de servir para amanhã, para mais tarde.
Fazei o bem hoje, agora, onde quer que se faça necessário.
As mães afro-descendentes, as mães de todas as raças, em um coro uníssono, sob o apoio da Mãe Santíssima, oram pela transformação da Terra em Mundo de Regeneração.
Sede-lhes filhos dóceis à sua voz quão dócil foi o Crucificado Galileu que, ao despedir-se da Terra, elegeu-a mãe do evangelista do amor, por extensão, a Mãe Sublime da Humanidade.
Muita paz, meus filhos.
Que o Senhor de bênçãos nos abençoe.
O servidor humílimo e paternal de sempre,
Bezerra”

(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, ao final da conferência pública em torno da maternidade, realizada no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, na noite de 13 de agosto de 2009.)