Doe Palavras

22 06 2010

Repassando:

Doe palavras

“A tecnologia dos tempos atuais presenteia-nos, por vezes, com oportunidades inigualáveis.

Você já pensou em doar palavras de consolo, de amizade, de incentivo?

Pois é, hoje isso já é possível – doar palavras.

Um hospital brasileiro, especializado no tratamento a pacientes com câncer, lançou uma campanha inspiradora. Chama-se: Doe palavras.

Qualquer um de nós acessa o site da instituição e lá encontra o convite: enviar palavras de fraternidade aos pacientes atendidos pelo hospital.

Digita-se uma mensagem curta e, dentro de algum tempo, essas palavras chegam ao ambiente de tratamento, através de televisores espalhados por todo hospital.

As mensagens aparecem sempre com assinatura, assim, os pacientes podem saber quem as endereçou e quando o fez.

As frases são belíssimas, inspiradas, amorosas, mostrando uma face de nosso povo que, por vezes, permanece desconhecida – a face da fraternidade.

Eis alguns exemplos:

Muita fé, esperança e coragem. Amanhã será melhor do que hoje. Um beijo para cada um de vocês! Enviada por Victoria.

Esteja em paz com você mesmo. Esse é o único caminho da vida. Acredite, ame e fique em paz, tudo vai melhorar. Enviada por Alexandre.

A maior fortaleza do homem é resistir aos impactos da vida. Levantar a cabeça e seguir em frente sem ressentimentos. Enviada por Felipe.

Recebam uma vibração calorosa em seu coração. Tenham uma boa noite! Enviada por José.

Uma após outra vão surgindo nas telas de projeção do centro médico, mostrando que as pessoas ainda se importam umas com as outras.

Milhares de quilômetros de distância desaparecem.

Alguém do outro lado do mundo poderá acessar, escrever, e dizer: Eu me importo com você. Ou ainda: Eu sei o que você está passando, pois já passei por isso. Força, amigo!

Os pessimistas de plantão poderão dizer que a tecnologia está nos afastando uns dos outros, mas esta é uma das muitas provas do contrário.

Se a vontade e o coração desejarem, a tecnologia opera milagres no bem.

É exatamente isso que o projeto: doepalavras.com.br busca alcançar.

Segundo eles mesmos explicam, esse é o objetivo do projeto: usar a inteligência coletiva para gerar um grande fluxo de mensagens do bem, e levar toda essa força para dentro do hospital.

Vale a pena participar. Vale a pena criar movimentos que aproximem as pessoas.

É tempo do bem mostrar a sua força.”

Redação do Momento Espírita

http://www.doepalavras.com.br/





O Diabo

21 06 2010

– Imaginem – dizia-nos um amigo, em agradável tertúlia, no Plano Espiritual – se alguns desencarnados (falecidos), em desespero, aparecessem, de improviso, entre as criaturas humanas, reclamando supostos direitos deixados na Terra.

Gritando os tormentos que lhes dilaceram a alma, vomitando impropérios e blasfêmias, não seriam considerados um bando de demônios? Irreconhecíveis, urrando de dor selvagem, humilhados e vencidos, tentando, debalde, retomar as expressões físicas que ficaram nos cadáveres, seriam tomados por monstros infernais, repentinamente soltos na via pública.

– É verdade! – considerou um companheiro, melancolicamente – ninguém no mundo teria dificuldades em identificá-los como os velhos demônios da antiguidade. Os infelizes desse jaez, personificam perfeitamente, ante a observação popular, os Lucíferes, os Belcelins e os Astarots de recuados tempos. Os fantoches da dor sempre surgem ao entendimento infantil como gênios do mal.

Fez pequeno intervalo, sorriu e acentuou:

– Bastaria, porém, leve exame para que atingissem o conhecimento real; os diabos seriam, de fato, seres horrendos, mas não repugnantes, nem espantosos.

Ouvindo-lhe as referências, lembrava a personagem satânica do livro de La Sage, a perturbar as casas madrilenhas, levantando-lhes os telhados; e, demonstrando que me percebia os pensamentos mais íntimos, outro amigo acrescentou:

– As lendas de Asmodeu e Mefistófeles, no fundo, não terão origem diferente. Certo, a visão mediúnica favoreceu, entre os homens, a notícia dos tipos deploráveis que hoje conhecemos e dos quais Dante, em outro tempo, recebeu leves informes que enfeixou em seu poema célebre, de acordo com as suas tendências, conceitos e predileções de homem.

Nesse instante, um companheiro, ancião de muitas jornadas terrestres, fixou em nós um olhar percuciente e calmo e, valendo-se, talvez, da pausa mais longa, observou sensatamente:

-Todos sabemos que a criação inteira é obra infinita de Deus e não podemos ignorar que todos os seres do Universo, desde as notas mais baixas aos cânticos mais altos da Natureza, no campo ilimitado da vida, são portadores da Centelha Imortal da Divindade. Em todos os departamentos sem número dos mundos inumeráveis palpita o amor, existe a ordem, permanece o sinal da prodigiosa herança da vida. Por isso mesmo, irmãos, toda expressão diabólica é perversão da bênção divina. Onde esteja a perturbação da harmonia universal, aí se encontra o adversário do Senhor.

Vocês aludem, com muita oportunidade, aos mortos que se congregam em desespero, formando monstruosas paisagens, em que duendes, sem rumo, procuram em vão insinuar-se na existência dos homens da Terra. Se o olho humano pudesse identificá-los, possivelmente cessaria a continuação da vida na carne. Coletividades inteiras abandonariam o templo do corpo físico, tomadas de infinito e indomável pavor.

Escutávamos a palavra sábia em silêncio. E porque o intervalo se fizesse mais longo, o bondoso ancião, à maneira dos antigos filósofos gregos, rodeados de ouvintes atentos, continuou, com expressão significativa:

– Assistia pessoalmente a uma aula de sabedoria, numa das cidades espirituais dos círculos de Marte, quando surpreendi uma lição interessante. Velho orientador de entidades inexperientes e juvenis comentava a existência dos inimigos da Obra Divina e explicava-se:

– O diabo existe como personificação do desequilíbrio.

– Como poderíamos caracterizá-lo? – interrogou um dos presentes.

– É o protótipo da ingratidão para Deus – respondeu o venerável instrutor. O diabo é do Eterno o filho que menospreza a celeste herança. Recebe os tesouros divinos e converte-os em misérias letais. Das bênçãos que lhe felicita o caminho, faz maldições que estende aos semelhantes. Cego às belezas universais que o cercam, vive afirmando sua permanência no inferno, criação dele mesmo, em seu plano interior. É alma repleta de atributos sublimes que permanece, entretanto, na Obra do Pai, como gênio destruidor. É sábio de raciocínio, mas pérfido de sentimento. Seu cérebro elabora rapidamente as mais complicadas operações para a ofensiva do mal, todavia, seu coração é paralítico para o bem. Sua cabeça é fogo para a mentira, contudo, o seu peito é de gelo para a verdade. Escarra nas mãos que o acariciam, está sempre disposto a condenar, perverter e confundir os demais filhos de Deus, lançando a perturbação em geral, para que seus interesses isolados prevaleçam. Pela ciência e perversidade de que oferece testemunho, é um misto de anjo e monstro, no qual se confundem a santidade e a bestialidade, a luz e a treva, o céu e o abismo. Criatura desventurada pelo desvio a que se entregou voluntariamente é, de fato, mais infeliz que infame, merecendo, antes de qualquer consideração, nosso entendimento e piedade.

Nesse instante, em face da pausa do orientador, exclamou uma jovem do círculo, satisfeito pela possibilidade de cooperar no esclarecimento da tese em estudo:

– Conheço-o! Eu conheço o diabo!

– Você? – pergunta o instrutor, admirado. – Será possível?

– E ela, radiante, respondeu:

– Sim, já estive na Terra: Chama-se Homem!

pelo Espírito Irmão X – Do livro: Lázaro Redivivo, Médium: Francisco Cândido Xavier.

Fica até difícil comentar esse trecho da obra “Lázaro Redivivo” em psicografia de Chico Xavier devido a sua clareza e precisão em relatar o que é um demônio ou satanás pelos conhecimentos da Doutrina Espírita.

Pra quem está no plano espiritual facilmente verifica-se a existência desses seres que nada mais são do que espíritos em desequilíbrio. Por ignorância das leis da vida e da reencarnação essas “pessoas falecidas” persistem na prática da busca por sensações, por influências negativas e praticas errôneas transformando-se em verdadeiras criaturas do mal.

Como todas as ações praticadas produzem reações em igual intensidade em sentido oposto (contra) quem praticou – essas atitudes danosas irão ser revertidas para o próprio predador em uma próxima reencarnação – para assim sentir literalmente “na pele” tudo o que praticou, seja de bom, seja do mal.

Portanto as leis naturais que regem a harmonia do universo levam perante o indivíduo o recebimento da colheita obrigatória do que se plantou no passado.

Como verificamos que existem pessoas más, que influenciam, maltratam e buscam puxar pessoas com eles para a prática do mal; no plano espiritual ocorre da mesma forma, pois são espíritos desencarnados de pessoas más que continuam atormentados – buscando a prática do mal e persuadindo pessoas e espíritos para a prática do mal.

Todos podemos escolher entre o bem e o mal, entre prazeres mundanos e atividades de caridade ao próximo, entre desperdiçar o tempo ou aprender e trabalhar, resta essa decisão que somente nós podemos tomar e esperar pelas suas reações no futuro. Sejam elas boas ou más.

Nos transformar em Diabo por diversão e prazer para sofrer no futuro  ou buscar luz angelical para colher os bons frutos –  essa decisão depende inteiramente de nossa vontade e ação diária.