Purificando o Ambiente do Lar

21 05 2011

Nosso lar deve ser um local de purificação e higiene no campo físico e também no espiritual.

Assim com o vídeo acima e o roteiro abaixo abordo aqui a importância do culto no lar para mantermos em nossa casa um ambiente restaurador .

1. Escolha o dia de sua preferência. Sugerimos um dia de fácil memorização, por exemplo, segunda ou sexta-feira.
2. Escolha um aposento silencioso e agradável da casa, de preferência a sala de jantar, e que esteja com os aparelhos eletro-eletrônicos desligados.
3. Coloque uma jarra com água sobre a mesa, para fluidificação. Na falta dessa podem ser utilizados copos, qualquer um, em número correspondente aos integrantes do Evangelho.
4. Sentar-se à mesa sem alarde e sem barulho.
5. Fazer a prece de abertura, a que toque mais fundamente o sentimento familiar. Pode ser uma prece pronta ou uma prece espontânea, o importante é, repetimos, o sentimento da fé e a confiança na Proteção Divina.
6. Após, fazer uma leitura breve de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Comentar com palavras próprias o trecho lido. No início poderá existir certa timidez mas, com o correr do tempo, os comentários surgirão espontaneamente pois que os Espíritos amigos estarão auxiliando na compreensão dos textos selecionados.
7. Os demais integrantes poderão tecer comentários também, caso o desejem, mesmo que estes levem a assuntos pessoais e/ou a diálogos, naturalmente que sempre pertinentes ao tema em foco. O Evangelho no Lar é antes de tudo uma reunião de Espíritos reencarnados no mesmo ambiente, buscando através da prece, da elevação de pensamentos e do diálogo fraterno, o amparo e o auxílio do Mais Alto para seus problemas e necessidades. Não deve ser jamais solene ou ritualístico, com palavras e movimentos decorados a lembrar missas e demais cultos.
8. Para incentivar a participação dos filhos ou demais membros, com exceção do pequeninos, é conveniente pedir que leiam mensagens espíritas, para reflexão do grupo. Incentivar também, com carinho, o comentário após a leitura. Sugerimos aqui os livros Fonte Viva e/ou Pão Nosso, de Emmanuel, Agenda Cristã e/ou Sinal Verde, de André Luiz.
9. Proferir a prece de encerramento e rogar, como exemplo, pela paz, harmonia, saúde e felicidade dos membros da reunião e de todos com os quais convivem. Desejando, rogar também pelos doentes, desamparados e infelizes da Terra. Por último, pedir a bênção de Deus para os familiares desencarnados, sem temor. A lembrança da prece alegra e pacifica os que partiram.
10. É completamente desaconselhável qualquer manifestação mediúnica durante o Evangelho no Lar.
11. Servir, após a prece de encerramento, a água fluidificada.
12. Tempo: o necessário para a família. Sugerimos uma reunião de 15 a 30 minutos. Música: sim, se for do agrado de todos. Sugerimos música instrumental, em volume baixo.

Elaborado pelo Instituto André Luiz
Site Espírita André Luiz – www.institutoandreluiz.org/

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Cuidado com as reclamações e lamentações

10 05 2011

Reclamar é algo que deve ser muito refletido.

Não devemos deixar de lado oportunidades de interferência corretiva. É nosso dever moral ter a caridade de tentar corrigir alguma situação ou alguém que incorre em erro.

Também não devemos deixar ser lesados e não buscar algum tipo de medida de ressarcimento ou de justiça.

Mas em nosso dia-a-dia é comum existir uma insatisfação com muitos acontecimentos e com o próprio indivíduo. Mesmos sabendo que ninguém é perfeito a sociedade exige que sejamos bonitos, ricos, bem sucedidos e com um vasto histórico de viagens para contar vantagem.

Devemos assim antes de mais nada saber que muitos impedimentos que temos para a riqueza, muitos traços fora do padrão de beleza da sociedade, muitos dos fatos que nos prendem a pessoas problemáticas são reações que estamos colhendo de atitudes nossas em vidas passadas.

E não só colhendo, mas cumprindo nossos carmas, assim posso dizer.

Da mesma forma como nascemos com dons e qualidades, com intuições e aptidões em determinadas áreas, também nascemos com más  tendências , todas produzidas pelas vivências em tempos anteriores.

São traços lógicos que cada um de nós apresenta pelas vivências em nossas vidas anteriores – e assim podemos sentir a verdade da reencarnação em nós mesmos.

Alguns ainda nascem com deficiências físicas ou mentais devido a algo mais grave  praticado anteriormente. Mas não devemos nos martirizar tentando descobrir o que se praticou. O mais importante nesses casos é  ter a satisfação da certeza da quitação do praticado nessa vida.

Porém familiares e o próprio indivíduo tentem a reclamar da posição social, da falta de recursos materiais, da deficiência intelectual, e das restrições que a vida lhe proporcionou.

Com esse conhecimento, devemos assim nesses momentos de angústia relativo a situações imutáveis, saber que estamos quitando dívidas, pagando prestações carmáticas de nossas próprias ações em vidas anteriores. Isso é o mais importante. O sofrimento que não podemos fugir é assim – aquele mal que praticamos em vidas anteriores sendo perdoado já.

Pode levar uma vida inteira de sofrimento, mas com fé em Deus no cumprimento de toda essa jornada com alegria e gratidão estaremos todos livres para uma vida melhor no plano espiritual e nas próximas reencarnações.

Finalmente digo ainda que as reclamações nesse caso, mesmo quando estamos sozinhos, dificulta a quitação da dívida. A ira, raiva, não aceitação da realidade, e todas as ações negativas decorrentes dessa fuga prejudicam ao próprio indivíduo acentuando ainda mais a dor nessa vida e em vidas futuras.

É claro que devemos sempre nos esforçar para ser melhores a cada dia, superando a pobreza, cuidando da beleza e saúde, tendo lazer e buscando a felicidade. Não é por saber dessa natureza dos fatos que vamos ficar estagnados sofrendo parados. A falta de ação no bem próprio e da sociedade é uma ação negativa que praticamos.

Portanto, diante da dor inevitável vamos refletir em nossas ações com fé no futuro por ter superado mais um obstáculo – geralmente criado por nós mesmos anteriormente – e buscar sempre uma atitude mental positiva mesmo diante da sofrimento. E claro com a prática do bem que ilumina e perdoa.

Muitas dessas atitudes de lamentos são produzidas inconscientemente pela vaidade que todos temos. Abaixo deixo um texto retirado da obra Reforma Íntima organizada por Daise Mariza F. Leal do site Espiritismogi sobre vaidade. Mais abaixo uma Palestra Espírita de Mariangela sobre Vaidade que achei bastante interessante.

A VAIDADE É DECORRENTE DO ORGULHO, E DELE ANDA PRÓXIMA. DESTACAMOS AS SUAS FACETAS MAIS COMUNS:

Apresentação pessoal exuberante (no vestir, nos adornos usados, nos gestos afetados, no falar demasiado);

Evidência de qualidades intelectuais, não poupando referências à própria pessoa ou algo que realiza;

Esforço em realçar dotes físicos, culturais ou sociais com notória antipatia provocada aos demais;

Intolerância para com aqueles cuja condição social ou intelectual é mais humilde, não evitando a eles referências desairosas. Aspiração a cargos ou posição de destaque que acentuem as referências respeitosas ou elogiosas à sua pessoa;

Não reconhecimento à sua própria culpabilidade nas situações de desentendimento diante de infortúnios por que passa;

Obstrução mental na capacidade de se auto-analisar, não aceitando suas possíveis falhas ou erros, culpando vagamente a sorte, a infelicidade imerecida, o azar.

O vaidoso o é, muitas vezes, sem perceber, e vive desempenhando um personagem que escolheu. No seu íntimo é sempre bem diferente daquele que aparenta, e, de alguma forma, essa dualidade lhe causa conflitos, pois sofre com tudo isso, sente necessidade de encontrar-se a si mesmo, embora às vezes sem saber como.

 COMO COMBATER A VAIDADE? Com reflexão, análise tranqüila, para nos aprofundarmos até as raízes que geraram aquelas deformações, ao mesmo tempo que precisamos identificar nossas características autênticas, nosso verdadeiro modo de ser, para então nos despir da roupagem teatral que utilizávamos e colocando-nos amadurecidamente, assumindo todo o nosso íntimo, com disposição de melhorarmos sempre.