Críticas às Obras Psicografadas de Chico Xavier

30 05 2012

Não é difícil encontrar pessoas que dedicam grande parte do seu tempo disponível no combate a Doutrina Espírita.

Buscam de todas as maneiras por textos diversos de autores de todo o planeta alguma divergência, alguma falha, alguma prova concreta sobre a psicografia e ao Espiritismo.

E vejo que muitos Espíritas entram em confronto através de palavras com essas pessoas.

Não fico triste com a pessoa que faz a crítica. Simplesmente porque o Espiritismo um dia será provado pela própria comunidade Científica. É apenas questão de interesse, tempo e estudo. Já está previsto.

Sem contar que essas pessoas que nessa vida atual perseguem os Espíritas e a Doutrina Espírita ao chegar no plano espiritual são tomadas por grande peso na consciência ao descobrir que a tão perseguida Doutrina é justamente a palavra de Jesus em sua terceira revelação.

Essas pessoas críticas reencarnam novamente em maioria como grandes vultos divulgadores do Espiritismo com uma força jamais vista pela necessidade de resgate.

Sendo assim fico triste na realidade com os próprios Espíritas que debatem as questões levantadas chegando a  entrar em confronto verbal com o cidadão.

Essa atitude demonstra a falta de estudo do Espírita. Necessitamos todos de mais estudos e de não apenas leitura mas estudo da obra Espírita.

Uma das grandes lições de Chico Xavier quando foi perseguido em sua cidade foi justamente não buscar discussão, não dar ibope, não revidar e seguir trabalhando, estudando e agindo na caridade!

Sem contar que muitos sites e blogs colocam temas para gerar polêmica de propósito para gerar grande número de visitação e lucrar dinheiro com propagandas. A cada página aberta e clique gera receita.

Portanto Espíritas, unidos seguimos em nosso caminho pela busca da verdadeira moral cristã, perdoando setenta vezes sete, nos colocando no lugar do próximo e fazendo sempre o bem.

Sempre mais para o alto.

Amor aos inimigos

 
Amar aos inimigos, na conceituação de Jesus, não será praticar servilismo ou bajulação.

É compreender, acima de tudo, que as faltas daqueles que não se afinam conosco poderiam ter sido nossas e imaginar quão felizes nos sentiríamos se tivéssemos, porventura, os nossos erros desculpados e esquecidos, por aqueles aos quais tenhamos ofendido.

Efetivamente, ser-nos-á possível amar aos nossos adversários, cultivando atitudes diversas, quais sejam:

orar pela felicidade deles, no silêncio do coração, a envolvê-los em vibrações de paz e encorajamento;

destacar-lhes as qualidades nobres, quando em conversação com pessoas amigas, ao redor de ocorrências que lhes digam respeito;

desembargar, quanto se nos faça possível, de maneira oculta e indireta, os caminhos para as realizações que demandem;

auxiliar-lhes os entes queridos, quando estejam à frente de problemas que lhes surjam no cotidiano, de modo a aliviar-lhes as provações;

induzir companheiros a prestar-lhes apoio nas tarefas úteis a que se empenham; mentalizá-los sempre tranqüilos e felizes;

desencorajar quaisquer campanhas negativas, tendentes a suscitar-lhes desgostos e prejuízos; sobretudo, não nos referirmos, em tempo algum, a essa ou aquela dificuldade que nos hajam causado.

 
Não digas, portanto, que não podes amar aos inimigos, porque existem vários meios de endereçar-lhes compreensão e afeto, sem humilhá-los com a nossa possível benevolência.

Decerto Jesus, quando nos aconselhou amar aos ofensores, não desejava transformar-nos em carpideiras, junto daqueles que, acaso, não nos entendam ou nos firam e, sim, espera que os tratemos a todos, na condição de irmãos autênticos e, tanto quanto nós, amados filhos de Deus.

(De “Monte Acima”, de Francisco Cândido Xavier – Emmanuel)





A Ciência e o Espírito

10 05 2012

O CID 10, item F.44.3 define – estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doenças.

O Catálogo Internacional de Doenças admite a obsessão espiritual trazendo um grande avanço para o entendimento da união do material com o espiritual.

Com esse passo formal inicial, a Ciência Médica está em avanço admitindo a existência do fator espiritual que influencia diretamente o ser humano, ainda que seja restritiva através da obsessão espiritual apenas.

Na realidade somos espíritos encarnados e ligados a um corpo físico e dessa forma estamos em contato com o mundo espiritual de muitas outras formas como revela a Doutrina Espírita.

Na obra Gênese codificada por Allan Kardec temos explicações detalhadas sobre o enfoque de Doutrina Espírita justamente revelando a necessidade da Ciência comprovar os fatos do espírito. Em  1868 nos diz nos seguintes pontos…

“16. Assim como a Ciência propriamente dita tem por objeto o estudo das leis do princípio material, o objeto especial do Espiritismo é o conhecimento das leis do princípio espiritual.
Ora, como este último princípio é uma das forças da Natureza, a reagir incessantemente sobre o princípio material e reciprocamente, segue-se que o conhecimento de um’não pode estar completo sem o conhecimento do outro. O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; a Ciência, sem o Espiritismo, se acha na impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria; ao Espiritismo, sem a Ciência, faltariam apoio e comprovação. O estudo das leis da matéria tinha que preceder o da espiritualidade, porque a matéria é que primeiro fere os sentidos. Se o Espiritismo tivesse vindo antes das descobertas científicas, teria abortado, como tudo quanto surge antes do tempo. pg.31
(…)
30. O materialismo pode por aí ver que o Espiritismo, longe de temer as descobertas da Ciência e o seu positivismo, lhe vai ao encontro e os provoca, por possuir a certeza de que o princípio espiritual, que tem existência própria, em nada pode com elas sofrer. O Espiritismo marcha ao lado do materialismo, no campo da matéria; admite tudo o que o segundo admite; mas, avança para além do ponto onde este último pára. O Espiritismo e o materialismo são como dois viajantes que caminham juntos, partindo de um mesmo ponto; chegados a certa distância, diz um: “Não posso ir mais longe.” O outro prossegue e descobre um novo mundo. Por que, então, há de o primeiro dizer que o segundo é louco, somente porque, entrevendo novos horizontes, se decide a transpor os limites onde ao outro convém deter-se? Também Cristóvão Colombo não foi tachado de louco, porque acreditava na existência de um mundo, para lá do oceano? Quantos a História não conta desses loucos sublimes, que hão feito que a Humanidade avançasse e aos quais se tecem coroas, depois de se lhes haver atirado lama?
Pois bem! o Espiritismo, a loucura do século dezenove, segundo os que se obstinam em permanecer na margem terrena, nos patenteia todo um mundo, mundo bem mais importante para o homem, do que a América, porquanto nem todos os homens vão à América, ao passo que todos, sem exceção de nenhum, vão ao dos Espíritos, fazendo incessantes travessias de um para o outro.
Galgado o ponto em que nos achamos com relação à Gênese, o materialismo se detém, enquanto o Espiritismo prossegue em suas pesquisas no domínio da Gênese espiritual.
(….)
Foram fecundos em milagres os séculos de ignorância, porque se considerava sobrenatural tudo aquilo cuja causa não se conhecia. À proporção que a Ciência revelou novas leis, o círculo do maravilhoso se foi restringindo; mas, como a Ciência ainda não explorara todo o vasto campo da Natureza, larga parte dele ficou reservada para o maravilhoso. pg.333
(…)
O Espiritismo considera de um ponto mais elevado a religião cristã; dá-lhe base mais sólida do que a dos milagres: as imutáveis leis de Deus, a que obedecem assim o princípio espiritual, como o princípio material. Essa base desafia o tempo e a Ciência, pois que o tempo e a Ciência virão sancioná-la. pg.345”

Nesse pequeno contato com a obra básica da Doutrina Espírita verifica-se a grandiosidade evidenciada a cada dia mais pela ciência da importância da leitura da obra Espírita – que nos revela dentro de nossas limitações – como é o mundo espiritual, de onde vimos, para onde vamos…

Resta assim a reflexão e atitude de cada um para superar preconceitos anteriores no convite ao estudo dessa ciência que produz uma filosofia de vida na busca pela moral iluminando os ensinamentos Cristãos.

Obsessão: influência de um espírito desencarnado, malévolo, sobre um encarnado.Pode haver obsessão também entre: encarnado para encarnado, encarnado para desencarnado e desencarnado para encarnado. (Veja Livro dos Médiuns, Cap. 23, Obsessões.)