Boas Vindas !

24 01 2017

Este Blog é dedicado a Joana d´Arc – por sua vida ter sido a primeira prova documentada da existência do mundo espiritual. Tratamos assim da Doutrina Espírita – revelando esperança e consolação através do entendimento de nossas próprias ações.

soprar     Ao soprarmos a palma de nossas mãos, mesmo a uma certa distância, sentimos as moléculas do ar que foram deslocadas de nosso pulmão colidir com a palma da mão. Dessa forma infantil podemos imaginar quantos fatos existem no mundo invisível que desconhecemos…

    A Doutrina Espírita trata assim do estudo desse mundo invisível iniciado por Allan Kardec quando em Paris no ano de 1850 começou a analisar seriamente uma série de fenômenos sobrenaturais – com os fatos das mesas girantes.

    Com base na observação e repetição dos fatos, verificou-se tratar de ações provenientes de uma inteligência ainda desconhecida, pois havia uma comunicação através de sinais e sons. Evoluindo nos estudos observou-se que tais inteligências eram espíritos, ou seja pessoas falecidas que estavam se comunicando através de um médium.

Iniciou-se então a Ciência que estuda o mundo espiritual  – A Doutrina Espírita – codificada nos livros da obra de Allan Kardec onde está registrado todo o seu trabalho de busca por respostas desses fatos observados na época. Em um cuidado e rigoroso estudo obteve respostas sobre seus questionamentos feitos diretamente para o plano espiritual através de vários médiuns. E para constatar sua veracidade, Allan Kardec ainda se dirigia a outra cidade, através de outro médium (pessoa capaz de entrar em contato com o plano espiritual), e dessa forma fazia as mesmas perguntas. Comparava uma com as outras e registrava em sua obra. Um trabalho imenso de importância cada vez maior na medida que as questões eram respondidas.

Tamanha grandiosidade tornou que a Doutrina Espírita passou a ter consequências filosóficas e religiosas. O que era para ser apenas mais uma matéria a ser estudado nos colégios Parisienses, passou a ser a terceira grande revelação da humanidade – o retorno de Jesus, através suas respostas dadas a Allan Kardec.

Se tudo correr como previsto em alguns anos a humanidade irá comprovar a existência do plano espiritual cientificamente, e métodos de comunicação com os mortos serão desenvolvidos com qualidade nunca vistos. Se a Humanidade souber aproveitar e oportunizar a paz, teremos em alguns anos, um período de revolução moral, de entendimento pleno por todos – do que realmente somos, para que estamos aqui, de onde vimos e para onde vamos.

Até lá deixo essa publicação com data para o futuro como boas vindas a todos os leitores – na certeza do abandono do preconceito, da quebra de paradigmas e finalmente a prática do maior mandamento de Jesus.

Enquanto isso disponho nesse blog uma página somente para tirar dúvidas, e qualquer um pode fazer questionamentos que as respostas virão embasadas na Obra Espírita de Allan Kardec em sua essência. O quadro de pergunta está no final da pagina abaixo.

     https://joanadarc.wordpress.com/2007/05/30/duvidas-perguntas/#comments

BOAS VINDAS !





Diante da discordância na fé – “RJ tem o 2º maior número de casos de intolerância religiosa do país”

5 11 2014

RJ tem o 2º maior número de casos de intolerância religiosa do país (fonte: G1)

“No primeiro semestre de 2014, o serviço do Disque Direitos Humanos (Disque 100), da   Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), registrou 21 denúncias de ofensas à religião no estado do Rio de Janeiro. Mais da metade das ligações de todo o ano passado, com total de 39 denúncias no estado.”  (fonte: G1 – Káthia Mello)

IR

O Brasil é um país com um número incrível de religiões. Contudo em sua maioria há predomínio do pensamento tribal. Cada um coloca seu Deus de acordo com seus interesses, moldam seus rituais, suas roupas, modos e se fecham em uma sociedade particular. E quem não pertence a sua religião é um estranho ou até mesmo inimigo.

Discussões acaloradas são comuns, um querendo convencer ao outro de que sua religião é que seria a verdadeira, a certa.

Obviamente que muitos grandes estiveram nesse planeta, contudo é de maior entendimento a importância de Jesus Cristo, tanto que o período de tempo anual é contado antes e depois do nascimento do grande Mestre. (AC / DC). E, em toda sua visão de futuro da humanidade nos alertou sabiamente:

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós com vestidos de ovelhas, e por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Porventura os homens colhem uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa dá bons frutos, e a árvore má dá maus frutos. Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar bons frutos. Toda árvore que não dá bons frutos será cortada e lançada no fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis.” (Mateus, VII: 15-20).

Portanto, quando há divergência na fé, verificamos as ações de cada um promove.

O objetivo máximo de toda religião é promover o melhoramento moral do ser participante. E como quesito obrigatório para que tal feito seja possível – temos o ato de servir ao próximo, exemplificado não apenas por Jesus, mas por todos os seus discípulos.

Não adianta palestras maravilhosas sem a participação ativa de cada um na busca do melhoramento pessoal e no esforço da prática da caridade.

Assim como também não adianta começar uma discussão sobre religião, mesmo que o irmão insista em denegrir, desmentir e até mesmo ofender nossa fé. Toda discussão é perda de tempo, pois quando se trada de filosofia, qualquer um pode raciocinar dentro de sua própria lógica e rebater numa discussão. Contudo aceitar as diferenças e se calar diante da discórdia é justamente mais difícil, e o que muitos chamam de fraqueza, na realidade é sabedoria.





Julinho, Júlio Cézar Grandi Ribeiro e Allan Kardec

7 10 2011

 Comemorando 150 anos do Livro dos Médiuns, dedico esse artigo ao grande médium Julinho, o Júlio Cézar Grandi Ribeiro.

Espírita após os 17 anos ultrapassando a barreira social do catolicismo teve uma grande atuação na seara Espírita doando sua mediunidade ao serviço fraterno.

Deixou alguns livros psicografados tais como: “Isto vos Mando”, ”Irthes e Irthes”, “Jornada de Amor”, “Presença Jovem” e “Seara da Esperança” todos editados pela Pedis.

“Era médium de psicografia, psicofonia, pictografia, de efeitos físicos e cura, desencarnou em Serra, região da Grande Vitória, no Estado do Espírito Santo, no próximo passado dia 12 de agosto de 1999. Diabético, esteve internado por cerca de três meses no Hospital Metropolitano, onde ocorreu o passamento. O sepultamento de seu corpo deu-se no Cemitério Jardim da Paz, no bairro de Laranjeiras, onde acorreram grande número de confrades, alunos e pessoas simples a quem ele atendia com desvelo e carinho nas lides espíritas em Vila Velha, no Bairro do Ibes, Espírito Santo.

” Julinho nasceu na cidade de Cachoeiro de Itapemirim no dia 12 de maio de 1935. Filho de Claudionor Ribeiro e Hercília Grandi Ribeiro, ainda encarnada. Formou-se ele em Engenharia e era Professor Universitário na Universidade de seu Estado natal.”

Um dos casos mais conhecidos relata a sua psicografia comprovadíssima do próprio Allan Kardec. Humildemente escondeu a carta que psicografou no Congresso Espírita duvidando de si mesmo, mas logo foi descoberto através de Divaldo como relatamos abaixo. Ainda deixo a mensagem de Allan Kardec. Fenomenal…

“No 1º Congresso Espírita Internacional, em Brasília, numa mesa composta por Divaldo Pereira Franco e outros companheiros, ele , Julinho, recebeu Mensagem assinada por Allan Kardec. Escrupulosamente tentou esconder a mensagem, quando Divaldo Pereira Franco recebeu aviso de Joanna de Ângeles dizendo que a mensagem era autêntica e que deveria ser divulgada. Humildemente ele aquiesceu.” …

Saudação de Allan Kardec

Espíritas Brasileiros,

Eis que vos trago o amplexo de permanente estima e sincero louvor!

Estima que mais se amplia no convívio abençoado dos serviços do bem em nome do Senhor e Mestre. Louvor ante a grandiosa obra que empreendeis em nome da Caridade.

Contudo não vos apresento, na solenidade de profundo significado espiritual para tantos corações, senão o estandarte das vitórias parciais até aqui alcançadas, o qual empunharemos com dignidade e respeito, consciência e bom ânimo, prosseguindo disciplinados em nosso desiderato, rumo ao futuro de sublimadas metas.

Certo, rugem ainda sobre vossas cabeças as línguas de fogo que vos experimentarão nos testemunhos indispensáveis.

A palavra de ordem imperiosa e divina ainda e sempre é o AMOR!

E a recomendação inolvidável para as defensivas do movimento regenerador das almas é INSTRUÇÃO!

Amor que reúne esforços e unifica corações em torno da obra grandiosa que é a evangelização do Homem.

Instrução que identifica interesses comuns nos mesmos ideais, frutificação do estudo nobilitante que sempre defenderá os sagrados patrimônios a VERDADE!

Eis que os legítimos, leais e prestimosos servidores da Seara estão a postos em seus misteres esquivando-se à estagnação das rivalidades improdutivas e fugindo às discórdias vexatórias, quão danosas, fulcro de sombras.

Os méritos dos operários fiéis ao Senhor estão arrolados no acervo das responsabilidades que os situam na incansável batalha pela regeneração da Humanidade.

Apressam-se os tempos…

Cumprir-se-ão todas as afirmativas proféticas!

O homem de bem herdará a Terra!

Nada de novo vos poderei acrescentar aqui ao que já vos tenha dito amplamente enfatizado pelos arautos da grandiloqüente revelação. A Codificação Espírita ainda se vê essencialmente desconhecida de tantos corações que se rotulam de espiritistas, conquanto o movimento regenerador de almas permaneça lucidamente de pé em terras brasileiras.

Saúdo-vos, portanto, espiritistas irmãos, deste bendito Cenáculo da Federação Espírita Brasileira, almejando-vos, junto ao Mestre e Senhor, permanentes e infatigáveis esforços pela evolução individual e pelo avanço evolutivo do próprio orbe onde vos domiciliais na incomensurável Casa do Pai.

Aqui compareço tão-somente na condição de um servidor a mais na causa do Bem, deixando-vos a cordialidade do meu apreço, saúdo-vos uma vez mais respeitoso e gratificado.

    Allan Kardec 

Página psicografada pelo médium Júlio Cezar Grandi Ribeiro, na noite de 02 JAN 1984, na FEB em Brasília (DF),
por ocasião da solenidade comemorativa do I Centenário da Casa-Máter do Espiritismo no Brasil
e transferência da sua Sede Central para Brasília

Abaixo ainda um vídeo de Julinho em palestra Espírita…

O movimento de Jesus através do Espiritismo agradece.





Novo filme sobre Chico Xavier

29 03 2011

As Mães de Chico Xavier

A psicografia a cada dia torna-se mais divulgada e ainda existem muitas pessoas que simplesmente não sabem o que significa ou esforçam-se para não acreditar.

Outros ainda até mesmo acreditam, mas simplesmente não aprofundam o conhecimento sobre o assunto deixando uma grande oportunidade de vida passar pelos minutos da vida.

Nesse novo filme sobre Chico Xavier temos uma nova oportunidade de nos aprofundarmos na obra de Chico Xavier e em suas psicografias.

O grande problema é a grandeza desse pequeno ato de coragem interior.

Acreditar em psicografia estremece bases enraizadas por anos de leituras repetitivas e orações decoradas.

Pois a psicografia é a comunicação com o mundo espiritual na prática!

Desculpem os mais críticos, mas a psicografia é um fato real e todas as suas consequências. Temos até mesmo psicografias de Chico Xavier aceitas em tribunal perante juiz de direito. Sem contar nos casos e psicografias, é claro, que só o próprio espírito poderia revelar através do Chico mensagens de consolação para tantos familiares saudosos de seus entes queridos desencarnados.

Nesse filme temos isso. Casos reais relatados que certamente emocionam e quebram muitos paradigmas.

Chico Xavier é Espírita. Chico Xavier é praticante da Doutrina Espírita, codificado por Allan Kardec em 1853. Chico Xavier é nosso grande divulgador da terceira revelação, o consolador prometido por Jesus – o Espiritismo – que não veio para derrubar religiões – para para somar o verdadeiro conhecimento das palavras de Jesus.

Conhecimentos esses da obra espírita baseados em método científico, pois todo ato que pode ser repetido, observado merece comprovação científica. Mesmo que não haja entendimento científico de como ocorre a psicografia – seu método já é suficiente para abrirmos nossas mentes.

O próprio Allan Kardec na codificação do Livro dos Espíritos, a obra fundamental de perguntas e respostas, em sua prática crítica coletava psicografias de vários médiuns diferentes, em várias cidades diferentes – fazendo a mesma pergunta ao mesmo espírito (superior) e comparando as respostas para verificar sua exatidão e comprovação – que era realmente daquele espírito sem interferência do médium.

Foi um trabalho de mestre em missão nesse planeta especialmente para essa codificação disponível para download abaixo.

Que todos ao assistirmos esse belo filme possamos refletir nas verdades da psicografia e consequentemente na realidade do mundo espiritual e do Espiritismo. Bebamos dessa fonte de luz vinda do mestre Jesus – todas as religiões, todas as crenças, toda a humanidade em renovação para o esclarecimento cristão.

Site Oficial

http://www.asmaesdechicoxavier.com.br/

Download das Obras básicas da Doutrina dos Espíritos por Allan Kardec

http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/





A certeza de Galileu e o Espiritismo

25 12 2009

A ciência é uma paixão.

Galileu foi o primeiro físico experimental da humanidade. E assim enfrentou a Igreja numa época em que as pessoas eram queimadas vivias todas as semanas.

Quando Galieu afirmou que todos os corpos caem com a mesma aceleração, não o fez baseado em dogmas ou visões autoritárias. Afirmou isso após estudar meticulosamente a queda dos corpos, medindo seu tempo de queda de várias formas, certificando-se de que estava certo. Assim nascia o método científico: hipóteses científicas devem ser confirmadas por meio de experimentos passíveis de repetição. Toda informação sobre o mundo natural deve ser obtida por meio de observações de fenômenos, quando possível, de sua repetição em laboratório.

Ainda Galileu aperfeiçoou o telescópio aumentando sua capacidade de  ampliação e viu o que nenhum olho humano podia ver na época apontando-o para o céu! Suas observações e repetições o levaram a concluir que Copérnico tinha mesmo razão – o Sol era o centro do cosmo. E assim com quase setenta anos ele tentou convencer a Igreja Católica Romana de suas convicções: Foi condenado pela Inquisição e forçado a abjurar definitivamente toda e qualquer defesa das idéias copernicas e a passar o resto de seus dias em prisão domiciliar morrendo em 1642.

Mas o que a inteligência e coragem de Galileu está vinculada ao Espiritismo ?

O Método Científico.

Em 1854 Allan Kardek se deparou uma família de pessoas com capacidade de entrar em contato com espíritos – que na época pensavam ser uma brincadeira. Seriamente Allan Kardec tratou o assunto com máxima cautela, pesquisou, observou, repetiu e posteriormente comprovou com método científico que o fenômeno natural observado se tratava de uma comunicação com espíritos. Pois repetiu o feito (comunicação com um espírito) repetidas vezes e através de pessoas capazes diferentes e ainda em locais diferentes.

Sua confiança era a mesma de Galileu justamente pelo emprego do método científico na observação, repetição e comprovação da existência da comunicação com espíritos e de toda uma Doutrina se criava naquele momento de tal descoberta. A cada nova investigação, a cada entrevista e observaçao comprovava mais e mais a certeza absoluta do fato pelas suas experiências. E não foi uma semana ou alguns meses de pesquisa. Foi toda sua vida dedicada a observação e codificação em livros desse fato da natureza.

Abaixo um trecho do vídeo sobre Allan Kardec e descrevo na íntegra parte da obra de Allan Kardec “Obras Póstumas” do capítulo “A minha primeira iniciação  no Espiritismo” para que o leitor , sendo Espírita ou não, possa saber um pouco mais da vida de Allan Kardec e da importância do estudo da obra de Kardec para abrir novos horizontes de reflexão – independente de religião:

Foi em 1854 que pela primeira vez ouvi falar das mesas girantes. Encontrei um dia o magnetizador, Senhor Fortier, a quem eu conhecia desde muito tempo e que me disse: Já sabe da singular propriedade que se acaba de descobrir no Magnetismo? Parece que já não são somente as pessoas que se podem magnetizar, mas também as mesas, conseguindo-se que elas girem e caminhem à vontade. — “É, com efeito, muito singular, respondi; mas, a rigor, isso não me parece radicalmente impossível. O fluido magnético, que é uma espécie de eletricidade, pode perfeitamente atuar sobre os corpos inertes e fazer que eles se movam.”

Os relatos, que os jornais publicaram, de experiências feitas em Nantes, em Marselha e em algumas outras cidades, não permitiam dúvidas acerca da realidade do fenômeno. Algum tempo depois, encontrei-me novamente com o Sr. Fortier, que me disse: Temos uma coisa muito mais extraordinária; não só se consegue que uma mesa se mova, magnetizando-a, como também que fale. Interrogada, ela responde. — Isto agora, repliquei-lhe, é outra questão. Só acreditarei quando o vir e quando me provarem que uma mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir e que possa tornar-se sonâmbula. Até lá, permita que eu não veja no caso mais do que um conto para fazer-nos dormir em pé.
Era lógico este raciocínio: eu concebia o movimento por efeito de uma força mecânica, mas, ignorando a causa e a lei do fenômeno, afigurava-se-me absurdo atribuir-se inteligência a uma coisa puramente material. Achava-me na posição dos incrédulos atuais, que negam porque apenas vêem um fato que não compreendem. Há 50 anos, se a alguém dissessem, pura e simplesmente, que se podia transmitir um despacho telegráfico a 500 léguas e receber a resposta dentro de uma hora, esse alguém se riria e não teriam faltado excelentes razões científicas para provar que semelhante coisa era materialmente impossível. Hoje, quando já se conhece a lei da eletricidade, isso a ninguém espanta, nem sequer ao camponês. O mesmo se dá com todos os fenômenos espíritas. Para quem quer que não conheça a lei que os rege, eles parecem sobrenaturais, maravilhosos e, por conseguinte, impossíveis e ridículos. Uma vez conhecida a lei, desaparece a maravilha, o fato deixa de ter o que repugne à razão, porque se prende à possibilidade de ele produzir-se.
Eu estava, pois, diante de um fato inexplicado, aparentemente contrário às leis da Natureza e que a minha razão repelia. Ainda nada vira, nem observara; as experiências, realizadas em presença de pessoas honradas e dignas de fé, confirmavam a minha opinião, quanto à possibilidade do efeito puramente material; a idéia, porém, de uma mesa falante ainda não me entrara na mente.
No ano seguinte, estávamos em começo de 1855, encontrei-me com o Sr. Carlotti, amigo de 25 anos, que me
falou daqueles fenômenos durante cerca de uma hora, com o entusiasmo que consagrava a todas as idéias novas. Ele era corso, de temperamento ardoroso e enérgico e eu sempre lhe apreciara as qualidades que distinguem uma grande e bela alma, porém desconfiava da sua exaltação. Foi o primeiro que me falou na intervenção dos Espíritos e me contou tantas coisas surpreendentes que, longe de me convencer,
aumentou-me as dúvidas. Um dia, o senhor será dos nossos, concluiu. Não direi que não, respondi-lhe;
veremos isso mais tarde.
Passado algum tempo, pelo mês de maio de 1855, fui à casa da sonâmbula Sra. Roger, em companhia do Sr. Fortier, seu magnetizador. Lá encontrei o Sr. Pâtier e a Sra. Plainemaison, que daqueles fenômenos me falaram no mesmo sentido em que o Sr. Carlotti se pronunciara, mas em tom muito diverso. O Sr. Pâtier era funcionário público, já de certa idade, muito instruído, de caráter grave, frio e calmo; sua linguagem pausada, isenta de todo entusiasmo, produziu em mim viva impressão e, quando me convidou a assistir às experiências que se realizavam em casa da Sra. Plainemaison, à rua Grange-Batelière, 18, aceitei imediatamente. A reunião foi marcada para terça-feira1 de maio às oito horas da noite.
Foi aí que, pela primeira vez, presenciei o fenômeno das mesas que giravam, saltavam e corriam em condições tais que não deixavam lugar para qualquer dúvida. Assisti então a alguns ensaios, muito imperfeitos, de escrita mediúnica numa ardósia, com o auxílio de uma cesta. Minhas idéias estavam longe de precisar-se, mas havia ali um fato que necessariamente decorria de uma causa. Eu entrevia, naquelas aparentes futilidades, no passatempo que faziam daqueles fenômenos, qualquer coisa de sério, como que a revelação de uma nova lei, que tomei a mim estudar a fundo.
Bem depressa, ocasião se me ofereceu de observar mais atentamente os fatos, como ainda o não fizera. Numa das reuniões da Sra. Plainemaison, travei conhecimento com a família Baudin, que residia então à rua Rochechouart. O Sr. Baudin me convidou para assistir às sessões hebdomadárias que se realizavam em sua casa e às quais me tornei desde logo muito assíduo.
Eram bastante numerosas essas reuniões; além dos freqüentadores habituais, admitiam-se todos os que solicitavam permissão para assistir a elas. Os médiuns eram as duas senhoritas Baudin, que escreviam numa ardósia com o auxílio de uma cesta, chamada carrapeta e que se encontra descrita em O Livro dos Médiuns. Esse processo, que exige o concurso de duas pessoas, exclui toda possibilidade de intromissão das idéias do médium. Aí, tive ensejo de ver comunicações contínuas e respostas a perguntas formuladas, algumas vezes, até, a perguntas mentais, que acusavam, de modo evidente, a intervenção de uma inteligência estranha.
Eram geralmente frívolos os assuntos tratados. Os assistentes se ocupavam, principalmente, de coisas respeitantes à vida material, ao futuro, numa palavra, de coisas que nada tinham de realmente sério; a curiosidade e o divertimento eram os móveis capitais de todos. Dava o nome de Zéfiro o Espírito que costumava manifestar-se, nome perfeitamente acorde com o seu caráter e com o da reunião. Entretanto, era muito bom e se dissera protetor da família. Se com freqüência fazia rir, também sabia, quando preciso, dar ponderados conselhos e manejar, se ensejo se apresentava, o epigrama, espirituoso e mordaz.
Relacionamo-nos de pronto e ele me ofereceu constantes provas de grande simpatia. Não era um Espírito muito adiantado, porém, mais tarde, assistido por Espíritos superiores, me auxiliou nos meus trabalhos. Depois, disse que tinha de reencarnar e dele não mais ouvi falar.
Foi nessas reuniões que comecei os meus estudos sérios de Espiritismo, menos, ainda, por meio de revelações, do que de observações. Apliquei a essa nova ciência, como o fizera até então, o método experimental; nunca elaborei teorias preconcebidas; observava cuidadosamente, comparava,
deduzia conseqüências; dos efeitos procurava remontar às causas, por dedução e pelo encadeamento lógico dos fatos, não admitindo por válida uma explicação, senão quando resolvia todas as dificuldades da questão. Foi assim que procedi sempre em meus trabalhos anteriores, desde a idade de 15 a 16 anos. Compreendi, antes de tudo, a gravidade da exploração que ia empreender; percebi, naqueles fenômenos,
a chave do problema tão obscuro e tão controvertido do passado e do futuro da Humanidade, a solução que eu procurara em toda a minha vida. Era, em suma, toda uma revolução nas idéias e nas crenças; fazia-se mister, portanto, andar com a maior circunspeção e não levianamente; ser positivista e não idealista, para não me deixar iludir.
Um dos primeiros resultados que colhi das minhas observações foi que os Espíritos, nada mais sendo do que as almas dos homens, não possuíam nem a plena sabedoria, nem a ciência integral; que o saber de que dispunham se circunscrevia ao grau, que haviam alcançado, de adiantamento, e que a opinião deles só tinha o valor de uma opinião pessoal. Reconhecida desde o princípio, esta verdade me preservou do grave escolho de crer na infalibilidade dos Espíritos e me impediu de formular teorias prematuras, tendo por base o que fora dito por um ou alguns deles.
O simples fato da comunicação com os Espíritos, dissessem eles o que dissessem, provava a existência do mundo invisível ambiente. Já era um ponto essencial, um imenso campo aberto às nossas explorações, a chave de inúmeros fenômenos até então inexplicados. O segundo ponto, não menos importante, era que aquela comunicação permitia se conhecessem o estado desse mundo, seus costumes, se assim nos podemos exprimir. Vi logo que cada Espírito, em virtude da sua posição pessoal e de seus conhecimentos, me desvendava uma face daquele mundo, do mesmo modo que se chega a conhecer o estado de um país, interrogando habitantes seus de todas as classes, não podendo um só, individualmente, informar-nos de tudo. Compete ao observador formar o conjunto, por meio dos documentos colhidos de diferentes lados, colecionados, coordenados e comparados uns com outros. Conduzi-me, pois, com os Espíritos, como houvera feito com homens. Para mim, eles foram, do menor ao maior, meios de me informar e não reveladores predestinados.
Tais as disposições com que empreendi meus estudos e neles prossegui sempre. Observar, comparar e julgar, essa a regra que constantemente segui. Até ali, as sessões em casa do Sr. Baudin nenhum fim
determinado tinham tido. Tentei lá obter a resolução dos problemas que me interessavam, do ponto de vista da Filosofia, da Psicologia e da natureza do mundo invisível. Levava para cada sessão uma série de questões preparadas e metodicamente dispostas. Eram sempre respondidas com precisão, profundeza e lógica. A partir de então, as sessões assumiram caráter muito diverso. Entre os assistentes contavam-se pessoas sérias, que tomaram por elas vivo interesse e, se me acontecia faltar, ficavam sem saberem o que fazer. As perguntas fúteis haviam perdido, para a maioria, todo atrativo. Eu, a princípio, cuidara apenas de instruir-me; mais tarde, quando vi que aquilo constituía um todo e ganhava as proporções de uma doutrina, tive a idéia de publicar os ensinos recebidos, para instrução de toda a gente.
Foram aquelas mesmas questões que, sucessivamente desenvolvidas e completadas, constituíram a base de
O Livro dos Espíritos.
No ano seguinte, em 1856, freqüentei ao mesmo tempo as reuniões espíritas que se celebravam à rua Tiquetone, em casa do Sr. Roustan e Srta. Japhet, sonâmbula. Eram sérias essas reuniões e se realizavam com ordem. As comunicações eram transmitidas por intermédio da Srta. Japhet, médium, com auxílio da cesta de bico. Estava concluído, em grande parte, o meu trabalho e tinha as proporções de um livro. Eu, porém, fazia questão de submetê-lo ao exame de outros Espíritos, com o auxílio de diferentes médiuns. Lembrei-me de fazer dele objeto de estudo nas reuniões do Sr. Roustan. Ao cabo de algumas sessões, disseram os Espíritos que preferiam revê-lo na intimidade e marcaram para tal efeito certos dias nos quais eu trabalharia em particular com a Srta. Japhet, a fim de fazê-lo com mais calma e também de evitar as indiscrições
e os comentários prematuros do público.
Não me contentei, entretanto, com essa verificação; os Espíritos assim mo haviam recomendado. Tendo-me as circunstâncias posto em relação com outros médiuns, sempre que se apresentava ocasião eu a aproveitava para propor algumas das questões que me pareciam mais espinhosas. Foi assim que mais de dez médiuns prestaram concurso a esse trabalho. Da comparação e da fusão de todas as respostas, coordenadas, classificadas e muitas vezes retocadas no silêncio da meditação, foi que elaborei a primeira edição de O Livro dos Espíritos, entregue à publicidade em 18 de abril de 1857.
Pelos fins desse mesmo ano, as duas Srtas. Baudin se casaram; as reuniões cessaram e a família se dispersou.
Mas, então, já as minhas relações começavam a dilatar-se e os Espíritos me multiplicaram os meios de instrução, tendo em vista meus ulteriores trabalhos.

Referências:

Gleiser, Marcelo, 1959. Cartas a um jovem cientista: o universo, a vida e outras paixões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007

Kardec, Allan, 1804-1869. Obras Póstumas. Tradução de Guillon Ribeiro. 38 ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2005. 440p.

Links externos:

Ciência e Espiritismo – http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/ciencia/a-ciencia-e-o-espiritismo.html

Método Científico – http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9todo_cient%C3%ADfico

Filme sobre Allan Kardec:





Orações para as pessoas do voo 447

2 06 2009

“Com bilhete reservado, dona de casa adia viagem e escapa de embarcar no voo 447 – FERNANDA PEREIRA NEVES- da Folha Online
A dona de casa Sonia Donizete de Souza, 52, deveria ter embarcado ontem no voo 447 da Air France, que desapareceu no trajeto entre Rio e Paris. Nesta segunda-feira, no aeroporto internacional de São Paulo, em Cumbica (Guarulhos, região metropolitana), ela disse não temer a viagem, adiada para hoje
.”
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u574917.shtml

Orações

Orações

Momento de tristeza e oração

Convidamos a todos que passarem por esse blog nesses dias para orarmos pedindo aos acidentados dessa terrível tragédia do vôo 447 para estarem lembrando do infinito amor de  nosso Pai Celeste para que possam estar sendo amparados mais facilmente pelo plano espiritual nesse desencarne tão abrupto.

Igualmente fica o convite para uma auto-reflexão – que possamos estar refletindo em nossas vidas, sobre o que deixamos de fazer diariamente para sermos pessoas melhores – para começarmos a praticar ações para o que realmente temos vocação, para iniciarmos colaborações pequenas na caridade ao nosso próximo, para sentirmos mais a nós mesmos e principalmente para doar mais amor.

Há quanto tempo não falamos para nossa(o) parceira(o) ou nossos pais o quanto o amamos? Uma visita a um doente, a paciência de ouvir um desabafo, a caridade de doar recursos pessoalmente aos menos favorecidos (…) tantas coisas podemos fazer para sermos realmente pessoas melhores e deixamos tudo para amanhã…

Um dia também partiremos e deixaremos de ser espíritos encarnados¹ a um corpo físico, assim como aconteceu de forma coletiva com nossos irmãos no voo 447. No entanto agora iniciam uma nova vida, pois sabemos que pela Doutrina Espírita², suas almas não morrem. São agora espíritos vivos desprendidos do corpo físico.

Inclusive, nossas orações certamente chegarão as suas mentes, pois agora conversam através do pensamento. Nesses momentos de sono espiritual recuperam todas suas lembranças das vidas passadas e são ajudados por Espíritos mais elevados a se recomporem mentalmente para um dia poderem reencarnar novamente. Essa é a lei da evolução espiritual de maneira sintética em demasia, contudo cada vez mais verdadeira e real a medida que se estuda a obra da codificação espírita.

Interessante ainda saber que as coincidências não existem, assim como a dona de casa Sônia da reportagem acima não embarcou, os que embarcaram certamente tinham que estar ali para quitaram dívidas de vidas anteriores³ com essa tragédia e estão agora espiritualmente mais capazes ainda de numa próxima encarnação estarem aptos a uma vida mais duradoura e livre de expiações.

Que nosso Pai Celeste possa estar iluminando a cada Espírito envolvido nesse acidente com o seu amor infinitamente grande que tem por todos nós. E que os familiares possam estar elevando seus pensamentos para transmitir paz e inspirar seus entes queridos para o caminho junto ao nosso mestre Jesus. Que assim seja.

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1. Espíritos Encarnados. Temos um corpo físico e uma corpo espiritual. Ao fecundar o óvulo o corpo espiritual se prende ao corpo físico e passa a existir um futuro ser humano naquele momento. Por isso deve-se tomar o cuidado necessário para evitar certos tipos de anticonceptivos, pois aqueles que deixam o óvulo fecundar na verdade são produtores de abortos e causam grandes males espirituais aos seus praticantes, mesmo sem saber.
2. Doutrina Espírita. Revelações sobre como é a vida espiritual e suas leis trazidas por Espíritos superiores para nosso auxilio nesse momento na Terra. Foi codificada por Allan Kardec  através de perguntas aos espíritos: Uma mesma pergunta era feita a vários médiuns (pessoas capazes de entrar em contato com espíritos) em locais diferentes, comparadas, organizadas – gerando assim a codificação espírita livre de qualquer tipo de interferência da mente do medium com as obras: Livro dos Espíritos, Evangelho segundo o Espiritismo, Obras póstumas, Livro dos médiuns, Genese. (disponível para download nesse blog.)
3. Dívida de vidas anteriores. Toda ação gera reação. Pela lei física da ação-e-reação um dia receberemos de volta em igual intensidade as reações que produzimos. Se elas forem negativas iremos sofrer exatamente o que produzimos anteriormente. Assim, tudo o que fizermos ao nosso próximo estamos na realidade fazendo a nós mesmos. Com “ferro fere com ferro será ferido”: Quem trair será traído, quem machucar será ferido, quem matar será morto. Contudo as boas ações irão contrabalançar com o que já fizemos de errado, por isso a grande importãncia da caridade. Jesus a todo momento tenta nos ensinar a lei da ação e reação, mas há 2000 anos atrás ficava muito difícil explicar uma lei da física que nem era conhecida ainda. Por isso Jesus nos enviou a Doutrina Espírita nesse momento evolutivo atual. Mais detalhes na categoria “Ação e Reação” desse blog.

4. Médium. Chico Xavier foi o maior médium brasileiro, nos trazendo mais de 400 obras de elevado grau de conhecimento através de psicografias, facilitando o entendimento da Doutrina Espírita. Cursando apenas parte do ensino primário, mal conseguia entender certas obras que escrevia através de suas psicografias.

Download Livro dos Espíritos:

http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/index.html

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Contribuições:

PARA AQUELES QUE DEIXARAM O MUNDO NAS ASAS DA REDENÇÃO (VOÔ 447)

Luz da alegria
Um pingo de luz no prisma da atitude
É o que talvez não se reconheça ainda em plenitude
Que a pressa não é apenas inimiga da perfeição
É também o óbice da sensação de liberdade
Por que de fato nada se faz tão rápido
Ela, pressa, desgasta a emoção das idades
Rasura o espelho da experiência
Ela se opõe á paciência, a serenidade e a razão
Essa competição pelo nada
Afinal ninguém vai a lugar nenhum
Além da luz ilusória que a qualquer momento se apaga
É melhor mesmo não recriar chagas, pragas ou adagas
Que não se nos estanque o sentimento de alegria
Que emana da vida como um orgasmo
Que é preciso ser vivido
E não medido ou contado, contabilizado
Na parcela da mesmice
Nosso “Divã” pode ser a luz da alegria
Que acende o dia dentro da gente
No verão que a gente quer
Uma semente sorriso na expressão do rosto
Tem gosto de certeira emoção
Há se manifestar como ungüento
Nos impulsos da obrigação
Como uma idéia que ajuda
A encontrar os caminhos da solução!
Um pensamento sorriso iluminando a razão
Acende o raciocínio com a chama da afeição
E tritura os resíduos da dor
E encontra o quociente de amor
Que parcela os impulsos dos sentimentos
E compartilha até suas sobras
Na esfera da renovação
Um sorriso convite perdoa a incompreensão
O gesto fraterno sela a reconciliação
A palavra serena conduz ao hábito oração
A amizade se acomoda nos refolhos do coração!
O amor é semente que a amizade insemina
No celeiro da evolução
E a vida recria a família, os amigos e os amores
Nas fraldas de todas as manhãs
A noite é o sonho
O dia execução
Reencarnação oportuniza
A morte libertação!

SOESFALUZCA ****
Ademário da Silva **** 04/julho/2009





A Paixão de Cristo por Mel Gibson

14 01 2008

Jesus O filme A Paixão de Cristo talvez seja o mais importante filme já feito sobre a vida de Jesus. Apesar de mostrar apenas o seu martírio em suas últimas horas, o filme possui “flashs” em que os envolvidos no momento lembram de passagens da vida de Jesus.Pessoalmente, três trechos do filme me marcaram muito: quando Maria tenta socorrer Jesus na cruz com “flashs” de sua infância; a traição-arrependida de Judas (nosso homenageado neste blog) e quando Jesus anuncia a vinda no futuro do Consolador, do Espírito da Verdade, onde suas palavras não seriam mais ditas através de parábolas, mas diretamente explicada com bases científicas e filosóficas: O ESPIRITISMO.

O arrependimento de Judas ficou muito claro, pois ele o entregou pensando que Jesus iria reagir e com todos os seus poderes iria arrasar com exércitos e reis para tomar o que seria de seu direito. Infelizmente Judas não “captou a mensagem”, pois o reino de Jesus não é deste mundo, não é material e sim espiritual.

E também fica evidenciado na mensagem de Jesus a certeza da vinda futura do Espiritismo – o Consolador. Diga-se que toda obra Espírita originou-se do plano espiritual, sendo a obra principal ( O Livro dos Espíritos) organizada e codificada por Allan Kardec – utilizando vários médiuns de locais diferentes onde as mesmas perguntas eram feitas ao Espírito da Verdade e comparadas para sua exata precisão e veracidade. Creio que esse filme seja um convite para uma análise dessa obra que recebemos há apenas 150 anos. Assim consta nessa publicação o download no link ao final.

JOÃO 16,7 – “Todavia, digo-vos a verdade, convém-vos que eu vá; pois se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, vo-lo enviarei. “

JOÃO 15,23 – “Quando vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que do Pai procede, esse dará testemunho de mim;”

Portanto, com certeza o filme A Paixão de Cristo é imperdível seja qual for a ideologia pessoal de cada um.