Jesus já voltou !

10 05 2017

Quando Jesus nasceu, cresceu e começou a pregar, uma grande parte das pessoas não acreditaram nele. Preferiram não abandonar a Lei de Moisés e seus mandamentos baseados no temor ao Deus. O formato de Jesus, como um andarilho humilde e pobre pregando o amor – não se adequava à um Rei.

Ainda hoje, muitos preferem estudar a fundo o velho testamento, do que as palavras de Jesus na própria Bíblia. Eu cá comigo …”por que estudar as velhas escrituras ao invés de trilhar os passos de Jesus nas fantásticas escrituras de seus apóstolos diretos..”. Mas tudo bem. Culturalmente pode ser interessante.

Me deparo assim, a pessoas super inteligentes que realmente buscam uma religiosidade. Estudam sistematicamente a bíblia inteira. E fico assim, sinceramente, com pena. Um dia também tinha essa sede de conhecimento, mas uma sede que não se contentava nunca, pois sabia que as respostas que eu queria não estavam ali. Tinha muito, mas, muito mais questões que me afetavam… e quebrando preconceitos consegui transbordar a própria Bíblia…

E posso dizer – felizmente eu encontrei as respostas.

Mas como dizer para aquelas pessoas, amigos e colegas, que ainda estudavam na Bíblia, o Velho Testamento, e ainda reclamavam das poucas e fracas explicações de seus cultos… Tento tocar no assunto, buscando apenas levar a devida importância nos atos dos apóstolos em detrimento ao Velho Testamente, mas já recebia críticas.

Se por tão pouco, já tinha barreiras, como então revelar todas as respostas que a Doutrina Espírita me mostrou. Tamanha luz de razão que poderia ser comparada à aparição de Jesus a Saulo de Tarço, fazendo-o inicialmente cegar, mas que posteriormente desvendou-o para a verdadeira realidade dos fatos.

Assim, nesse mais novo formato, Jesus apareceu – em espírito, pelo envio da Doutrina Espírita, revelando diretamente todas as questões que Ele não podia explicar há dois mil anos atrás. E mais uma vez grande parte da população do mundo não acreditou e ainda não acredita nele. Muitos ainda dizem que Jesus irá voltar…

Amigos, sinto muito, mas Ele já voltou.

Referências





Malhando o colega, o professor, o irmão, os pais… E os resultados da maledicência ?

30 08 2009

Na reforma íntima, que todos devemos praticar, uma das questões mais comum refere-se a maledicência. Quem nunca colocou uma pessoa “para baixo” apontando um defeito  pessoal de um colega, ou ainda pior, algo negativo de alguem sem a devida certeza ? Ainda muitas vezes tal procedimento negativo é feito diante de outras pessoas ou para outras pessoas sem o principal interessado ao menos saber…

E por incrível que pareça geralmente falamos mal do próximo sem perceber. Algo automático já entranhado em nossa mente pelos processos educativos  falhos ou errôneos. Assim todos, sem exceção devemos estar atentos a essa questão. A todo momento devemos nos perguntar e vigiar para não agredir ninguém.

Quero que fique claro que educar, dando o bom exemplo e solicitando uma melhor atitude é uma coisa. Falar mal e apontar as características pessoais negativas é outra.

O melhoramento pessoal é uma tarefa de todos nós através do auto-conhecimento e da prática da reforma íntima para combater todos os nossos desvios que inevitavelmente temos.

Devemos ter em mente que ao falar negativamente do próximo estamos produzindo energias ou fluidos negativas contra uma pessoa. Toda ação possui uma reação, que retorna a nós mesmos (3° Lei Newton). Portante iremos colher isso no futuro, além de estarmos abrindo oportunidades para doenças físicas.

Deixo o convite para termos mais atenção a esse problema com a leitura abaixo de uma passagem da vida de Judas pelo espírito Irmão X. Logo após um pequeno resumo da trajetória desse Espírito tão importante.

DO APRENDIZADO DE JUDAS

“Não obstante amoroso, Judas era, muita vez, estouvado e inquieto. Apaixonara-se pelos ideais do Messias, e, embora esposasse os novos princípios, em muitas ocasiões surpreendia-se em choque contra eles. Sentia-se dono da Boa-Nova e, pelo desvairado apego a Jesus, quase sempre lhe tornava a dianteira nas deliberações importantes. Foi assim que organizou a primeira bolsa de fundos da comunhão apostólica e, obediente aos mesmos impulsos, julgou servir à grande causa que abraçara, aceitando a perigosa cilada que redundou na prisão do Mestre.

Apesar dos estudos renovadores a que sinceramente se entregara, preso aos conflitos íntimos que lhe caracterizavam o modo de ser, ignorava o processo de conquistar simpatias. Trazia constantemente nas lábios, uma referência amarga, um conceito infeliz.

Quando Levi se reportava a alguns funcionários de Herodes, simpáticos ao Evangelho, dizia, mordaz: – São víboras disfarçadas. Sugam o erário público, bajulam sacerdotes e deixam-se pisar pelo romano dominador… A meu parecer, não passam de espiões.. O companheiro ouvia tais afirmativas, com natural desencanto, e os novos colaboradores dele se distanciavam menos entusiasmados. Generosa amiga de Joana de Cusa ofereceu, certo dia, os recursos precisos para a caminhada do grupo, de Cafarnaum a Jerusalém. Porém, recebendo a importância, o apóstolo irrefletido alegou, ingratamente: – Guardo a oferta; contudo, não me deixo escarnecer. A doadora pretende comprar o reino dos Céus, depois de haver gozado todos os prazeres do reino da Terra. Saibam todos que este ó um dinheiro impuro, nascido da iniqüidade. Estas palavras, pronunciadas diante da benfeitora, trouxeram-lhe indefinível amargura.

Em Cesareia, heróica mulher de um paralítico, sentindo-se banhada pelos clarões do Evangelho, abriu as portas do reduto doméstico aos desamparados da sorte. Órfãos e doentes buscaram-lhe o acolhimento fraternal. O discípulo atrabiliário, no entanto, não se esquivou à maledicência: – E o passado dela? – clamou cruelmente – o marido enfermou desgostoso pelos quadros tristes que foi constrangido a presenciar. Francamente, não lhe aceito a conversão. Certo, desenvolve piedade fictícia para aliciar grandes lucros. A senhora, duramente atingida pelas descaridosas insinuações, paralisou a benemerência iniciante, com enorme prejuízo para os filhos do infortúnio.

Quando o próprio Messias abençoou Zaqueu e os serviços dele, exclamou Judas, indignado, às ocultas: – Este publicano pagará mais tarde. Escorcha, os semelhantes, rodeia-se de escravas, exerce avareza, sórdida e ainda, pretende o Raiz, o Divino!… Não irá longe… Enganara o Mestre, não a mim… Alimentando tais disposições, sofria a desconfiança de muitos. De quando em quando, via-se repelido delicadamente.

Jesus, que em silêncio lhe seguia as atitudes, aconselhava prudência, amor e tolerância. Mal não terminava, porém, as observações carinhosas, chegava Simão Pedro, por exemplo, explicando que Jeroboão, fariseu simpatizante da Boa-Nova, parecia inclinado a ajudar o Evangelho renascente. – Jeroboão? – advertia Judas, sarcástico – aquilo é uma raposa de unhas afiadas. Mero fingimento! Conheço-o há vinte anos. Não sabe senão explorar o próximo e amontoar dinheiro. Houve tempo em que chegou a esbordoar o próprio pai, porque o infeliz lhe desviou meia pipa de vinho!…

A verdade, porém, é que as circunstâncias, pouco a pouco, obrigaram-no a insular-se. Os próprios companheiros andavam arredios. Ninguém lhe aprovava as acusações impulsivas e as lamentações sem propósito. Apenas o Cristo não perdia a paciência. Gastava longas horas, encorajando-o e esclarecendo-o afetuosamente… Numa tarde quente e seca, viajavam ambos, nos arredores de Nazaré, cansados de jornada comprida, quando o filho de Kerioth indagou, compungido: – Senhor, por que motivos sofro tão pesadas humilhações? Noto que os próprios companheiros se afastam cautelosos de mim… Não consigo fazer relações duradouras. Há como que forçada separação entre meu espírito e os demais… Sou incompreendido e vergastado pelo destino… E levantando os olhos tristes para o Divino Amigo, repetia : – Por quê?!… Jesus ia responder, condoído, observando que a voz do discípulo tinha lágrimas que não chegavam a cair, quando se acercaram, subitamente, de poço humilde, onde costumavam aliviar a sede. Judas que esperava ansioso aquela bênção, inclinou-se, impulsivo e, mergulhando as mãos ávidas no líquido cristalino, tocou inadvertidamente o fundo, trazendo largas placas de lodo à tona. Oh! Oh! Que infelicidade! – gritou em desespero.

O mestre bondoso sorriu calmamente e falou: – Neste poço singelo, Judas, tens a lição que desejas. Quando quiseres água pura, retira-a com cuidado e reconhecimento. Não há necessidade de alvoroçar a lama do fundo e das margens. Quando tiveres sede de ternura e amor, faze o mesmo com teus amigos. Recebe-lhes a cooperação afetuosa sem cogitar do mal, a fim de que não percas o bem supremo. Pesado silêncio caiu entre o benfeitor e o tutelado. O apóstolo invigilante modificou a expressão do olhar, mas não respondeu. ” (Pelo Espírito Irmão X – Do livro: Luz Acima, Médium: Francisco Cândido Xavier.)

SOBRE: Humberto de Campos (pseudônimo: Irmão X)

Humberto de Campos nasceu na pequena localidade de Piritiba, no Maranhão, em 1886.

Foi menino pobre. Estudou com esforço e sacrifício. Ficou órfão de pai aos 5 anos de idade. Sua infância foi marcada pela miséria. Em sua “Memórias”, ele conta alguns episódios que lhe deixaram sulcos profundos na alma.

Tempo depois, mudou-se para o Rio de Janeiro, então Capital da República, onde se tornou famoso. Brilhante jornalista e cronista perfeito, suas páginas foram “colunas” em todos os jornais importantes do País.

Dedicou-se inteiramente à arte de escrever, e por isso eram parcos os recursos financeiros. A certa altura da sua vida, quando minguadas se fizeram as economias, teve a idéia de mudar de estilo.

Adotando o pseudônimo de Conselheiro XX, escreveu uma crônica chistosa a respeito da figura eminente da época – Medeiros e Albuquerque-, que se tornou assim motivo de riso, da zombaria e da chacota dos cariocas por vários dias.

O Conselheiro, sibilino e mordaz, feriu fundo o orgulho e a vaidade de Medeiros, colocando na boca do povo os argumentos que todos desejavam assacar contra Albuquerque. O sucesso foi total.

Tendo feito, por experiência, aquela crônica, de um momento para outro se viu na contingência de manter o estilo e escrever mais, pois seus leitores multiplicaram, chovendo cartas às redações dos jornais, solicitando novas matérias do Conselheiro XX.

Além de manter o estilo, Humberto se foi aprofundando no mesmo, tornando-se para alguns, na época, quase imortal, saciando o paladar de toda uma mentalidade que desejava mais liberdade de expressão e mais explicitude na abordagem dos problemas humanos e sociais.

Quando adoeceu, modificou completamente o estilo. Sepultou o Conselheiro XX, e das cinzas, qual Fênix luminosa, nasceu outro Humberto, cheio de piedade, compreensão e entendimento para com as fraquezas e sofrimentos do seu semelhante.

A alma sofredora do País buscou avidamente Humberto de Campos e dele recebeu consolação e esperança. Eram cartas de dor e desespero que chegavam às suas mãos, pedindo socorro e auxílio. E ele, tocado nas fibras mais sensíveis do coração, a todas respondia, em crônicas, pelos jornais, atingindo milhares de leitores em circunstâncias idênticas de provações e lágrimas.

Fez-se amado por todo o Brasil, especialmente na Bahia e São Paulo. Seus padecimentos, contudo, aumentavam dia-a-dia. Parcialmente cego e submetendo-se a várias cirurgias, morando em pensão, sem o calor da família, sua vida era, em si mesma, um quadro de dor e sofrimento. Não desesperava, porém, e continuava escrevendo para consolo de muitos corações.

A 5 de dezembro de 1934, desencarnou. Partiu levando da Terra amargas decepções. Jamais o Maranhão, sua terra natal, o aceitou. Seus conterrâneos chegaram mesmo a hostilizá-lo.

Três meses apenas de desencarnado, retornou do Além, através do jovem médium Chico Xavier, este, com 24 anos de idade somente, e começou a escrever, sacudindo o País inteiro com suas crônicas de além-túmulo.

O fato abalou a opinião pública. Os jornais do Rio de Janeiro e outros estados estamparam suas mensagens, despertando a atenção de toda gente. Os jornaleiros gritavam. Extra, extra! Mensagens de Humberto de Campos, depois de morto! E o povo lia com sofreguidão…

Agripino Grieco e outros críticos literários famosos examinaram atenciosamente a produção de Humberto, agora no Além. E atestaram a autenticidade do estilo. “Só podia ser Humberto de Campos!” – afirmaram eles.

Começou então uma fase nova para o Espiritismo no Brasil. Chico Xavier e a Federação Espírita Brasileira ganharam notoriedade. Vários livros foram publicados.

Aconteceu o inesperado. Os familiares de Humberto moveram uma ação judicial contra a FEB, exigindo os direitos autorais do morto!

Tal foi a celeuma, que o histórico de tudo isto está hoje registrado num livro cujo título é “A Psicografia ante os Tribunais”, escrito por Dr. Miguel Timponi.

A Federação ganhou a causa. Humberto, constrangido, ausentou-se por largo período e, quando retornou a escrever, usou o pseudônimo de Irmão X.

Nas duas fases do Além, grafou 12 obras pelo médium Chico Xavier.

“Crônicas de Além-Túmulo”, “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, “Boa Nova”, “Novas Mensagens”, “Luz Acima”, “Contos e Apólogos” e outros foram livros que escreveu para deleite de muitas almas.

Nas primeiras mensagens temos um Humberto bem humano, com características próprias do intelectual do mundo. Logo depois, ele se vai espiritualizando, sutilizando as idéias e expressões, tornando-se então o escritor espiritual predileto de milhares.

Os que lerem suas obras de antes, e de depois, de morto, poderão constatar a realidade do fenômeno espírita e a autenticidade da mediunidade de Chico Xavier.

O mesmo estilo, o mesmo estro!

Fonte: Revista REFLEXÕES. Edição n.º 5 – Maio de 1999 – Fernandópolis.