Novo filme sobre Chico Xavier

29 03 2011

As Mães de Chico Xavier

A psicografia a cada dia torna-se mais divulgada e ainda existem muitas pessoas que simplesmente não sabem o que significa ou esforçam-se para não acreditar.

Outros ainda até mesmo acreditam, mas simplesmente não aprofundam o conhecimento sobre o assunto deixando uma grande oportunidade de vida passar pelos minutos da vida.

Nesse novo filme sobre Chico Xavier temos uma nova oportunidade de nos aprofundarmos na obra de Chico Xavier e em suas psicografias.

O grande problema é a grandeza desse pequeno ato de coragem interior.

Acreditar em psicografia estremece bases enraizadas por anos de leituras repetitivas e orações decoradas.

Pois a psicografia é a comunicação com o mundo espiritual na prática!

Desculpem os mais críticos, mas a psicografia é um fato real e todas as suas consequências. Temos até mesmo psicografias de Chico Xavier aceitas em tribunal perante juiz de direito. Sem contar nos casos e psicografias, é claro, que só o próprio espírito poderia revelar através do Chico mensagens de consolação para tantos familiares saudosos de seus entes queridos desencarnados.

Nesse filme temos isso. Casos reais relatados que certamente emocionam e quebram muitos paradigmas.

Chico Xavier é Espírita. Chico Xavier é praticante da Doutrina Espírita, codificado por Allan Kardec em 1853. Chico Xavier é nosso grande divulgador da terceira revelação, o consolador prometido por Jesus – o Espiritismo – que não veio para derrubar religiões – para para somar o verdadeiro conhecimento das palavras de Jesus.

Conhecimentos esses da obra espírita baseados em método científico, pois todo ato que pode ser repetido, observado merece comprovação científica. Mesmo que não haja entendimento científico de como ocorre a psicografia – seu método já é suficiente para abrirmos nossas mentes.

O próprio Allan Kardec na codificação do Livro dos Espíritos, a obra fundamental de perguntas e respostas, em sua prática crítica coletava psicografias de vários médiuns diferentes, em várias cidades diferentes – fazendo a mesma pergunta ao mesmo espírito (superior) e comparando as respostas para verificar sua exatidão e comprovação – que era realmente daquele espírito sem interferência do médium.

Foi um trabalho de mestre em missão nesse planeta especialmente para essa codificação disponível para download abaixo.

Que todos ao assistirmos esse belo filme possamos refletir nas verdades da psicografia e consequentemente na realidade do mundo espiritual e do Espiritismo. Bebamos dessa fonte de luz vinda do mestre Jesus – todas as religiões, todas as crenças, toda a humanidade em renovação para o esclarecimento cristão.

Site Oficial

http://www.asmaesdechicoxavier.com.br/

Download das Obras básicas da Doutrina dos Espíritos por Allan Kardec

http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/

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A certeza de Galileu e o Espiritismo

25 12 2009

A ciência é uma paixão.

Galileu foi o primeiro físico experimental da humanidade. E assim enfrentou a Igreja numa época em que as pessoas eram queimadas vivias todas as semanas.

Quando Galieu afirmou que todos os corpos caem com a mesma aceleração, não o fez baseado em dogmas ou visões autoritárias. Afirmou isso após estudar meticulosamente a queda dos corpos, medindo seu tempo de queda de várias formas, certificando-se de que estava certo. Assim nascia o método científico: hipóteses científicas devem ser confirmadas por meio de experimentos passíveis de repetição. Toda informação sobre o mundo natural deve ser obtida por meio de observações de fenômenos, quando possível, de sua repetição em laboratório.

Ainda Galileu aperfeiçoou o telescópio aumentando sua capacidade de  ampliação e viu o que nenhum olho humano podia ver na época apontando-o para o céu! Suas observações e repetições o levaram a concluir que Copérnico tinha mesmo razão – o Sol era o centro do cosmo. E assim com quase setenta anos ele tentou convencer a Igreja Católica Romana de suas convicções: Foi condenado pela Inquisição e forçado a abjurar definitivamente toda e qualquer defesa das idéias copernicas e a passar o resto de seus dias em prisão domiciliar morrendo em 1642.

Mas o que a inteligência e coragem de Galileu está vinculada ao Espiritismo ?

O Método Científico.

Em 1854 Allan Kardek se deparou uma família de pessoas com capacidade de entrar em contato com espíritos – que na época pensavam ser uma brincadeira. Seriamente Allan Kardec tratou o assunto com máxima cautela, pesquisou, observou, repetiu e posteriormente comprovou com método científico que o fenômeno natural observado se tratava de uma comunicação com espíritos. Pois repetiu o feito (comunicação com um espírito) repetidas vezes e através de pessoas capazes diferentes e ainda em locais diferentes.

Sua confiança era a mesma de Galileu justamente pelo emprego do método científico na observação, repetição e comprovação da existência da comunicação com espíritos e de toda uma Doutrina se criava naquele momento de tal descoberta. A cada nova investigação, a cada entrevista e observaçao comprovava mais e mais a certeza absoluta do fato pelas suas experiências. E não foi uma semana ou alguns meses de pesquisa. Foi toda sua vida dedicada a observação e codificação em livros desse fato da natureza.

Abaixo um trecho do vídeo sobre Allan Kardec e descrevo na íntegra parte da obra de Allan Kardec “Obras Póstumas” do capítulo “A minha primeira iniciação  no Espiritismo” para que o leitor , sendo Espírita ou não, possa saber um pouco mais da vida de Allan Kardec e da importância do estudo da obra de Kardec para abrir novos horizontes de reflexão – independente de religião:

Foi em 1854 que pela primeira vez ouvi falar das mesas girantes. Encontrei um dia o magnetizador, Senhor Fortier, a quem eu conhecia desde muito tempo e que me disse: Já sabe da singular propriedade que se acaba de descobrir no Magnetismo? Parece que já não são somente as pessoas que se podem magnetizar, mas também as mesas, conseguindo-se que elas girem e caminhem à vontade. — “É, com efeito, muito singular, respondi; mas, a rigor, isso não me parece radicalmente impossível. O fluido magnético, que é uma espécie de eletricidade, pode perfeitamente atuar sobre os corpos inertes e fazer que eles se movam.”

Os relatos, que os jornais publicaram, de experiências feitas em Nantes, em Marselha e em algumas outras cidades, não permitiam dúvidas acerca da realidade do fenômeno. Algum tempo depois, encontrei-me novamente com o Sr. Fortier, que me disse: Temos uma coisa muito mais extraordinária; não só se consegue que uma mesa se mova, magnetizando-a, como também que fale. Interrogada, ela responde. — Isto agora, repliquei-lhe, é outra questão. Só acreditarei quando o vir e quando me provarem que uma mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir e que possa tornar-se sonâmbula. Até lá, permita que eu não veja no caso mais do que um conto para fazer-nos dormir em pé.
Era lógico este raciocínio: eu concebia o movimento por efeito de uma força mecânica, mas, ignorando a causa e a lei do fenômeno, afigurava-se-me absurdo atribuir-se inteligência a uma coisa puramente material. Achava-me na posição dos incrédulos atuais, que negam porque apenas vêem um fato que não compreendem. Há 50 anos, se a alguém dissessem, pura e simplesmente, que se podia transmitir um despacho telegráfico a 500 léguas e receber a resposta dentro de uma hora, esse alguém se riria e não teriam faltado excelentes razões científicas para provar que semelhante coisa era materialmente impossível. Hoje, quando já se conhece a lei da eletricidade, isso a ninguém espanta, nem sequer ao camponês. O mesmo se dá com todos os fenômenos espíritas. Para quem quer que não conheça a lei que os rege, eles parecem sobrenaturais, maravilhosos e, por conseguinte, impossíveis e ridículos. Uma vez conhecida a lei, desaparece a maravilha, o fato deixa de ter o que repugne à razão, porque se prende à possibilidade de ele produzir-se.
Eu estava, pois, diante de um fato inexplicado, aparentemente contrário às leis da Natureza e que a minha razão repelia. Ainda nada vira, nem observara; as experiências, realizadas em presença de pessoas honradas e dignas de fé, confirmavam a minha opinião, quanto à possibilidade do efeito puramente material; a idéia, porém, de uma mesa falante ainda não me entrara na mente.
No ano seguinte, estávamos em começo de 1855, encontrei-me com o Sr. Carlotti, amigo de 25 anos, que me
falou daqueles fenômenos durante cerca de uma hora, com o entusiasmo que consagrava a todas as idéias novas. Ele era corso, de temperamento ardoroso e enérgico e eu sempre lhe apreciara as qualidades que distinguem uma grande e bela alma, porém desconfiava da sua exaltação. Foi o primeiro que me falou na intervenção dos Espíritos e me contou tantas coisas surpreendentes que, longe de me convencer,
aumentou-me as dúvidas. Um dia, o senhor será dos nossos, concluiu. Não direi que não, respondi-lhe;
veremos isso mais tarde.
Passado algum tempo, pelo mês de maio de 1855, fui à casa da sonâmbula Sra. Roger, em companhia do Sr. Fortier, seu magnetizador. Lá encontrei o Sr. Pâtier e a Sra. Plainemaison, que daqueles fenômenos me falaram no mesmo sentido em que o Sr. Carlotti se pronunciara, mas em tom muito diverso. O Sr. Pâtier era funcionário público, já de certa idade, muito instruído, de caráter grave, frio e calmo; sua linguagem pausada, isenta de todo entusiasmo, produziu em mim viva impressão e, quando me convidou a assistir às experiências que se realizavam em casa da Sra. Plainemaison, à rua Grange-Batelière, 18, aceitei imediatamente. A reunião foi marcada para terça-feira1 de maio às oito horas da noite.
Foi aí que, pela primeira vez, presenciei o fenômeno das mesas que giravam, saltavam e corriam em condições tais que não deixavam lugar para qualquer dúvida. Assisti então a alguns ensaios, muito imperfeitos, de escrita mediúnica numa ardósia, com o auxílio de uma cesta. Minhas idéias estavam longe de precisar-se, mas havia ali um fato que necessariamente decorria de uma causa. Eu entrevia, naquelas aparentes futilidades, no passatempo que faziam daqueles fenômenos, qualquer coisa de sério, como que a revelação de uma nova lei, que tomei a mim estudar a fundo.
Bem depressa, ocasião se me ofereceu de observar mais atentamente os fatos, como ainda o não fizera. Numa das reuniões da Sra. Plainemaison, travei conhecimento com a família Baudin, que residia então à rua Rochechouart. O Sr. Baudin me convidou para assistir às sessões hebdomadárias que se realizavam em sua casa e às quais me tornei desde logo muito assíduo.
Eram bastante numerosas essas reuniões; além dos freqüentadores habituais, admitiam-se todos os que solicitavam permissão para assistir a elas. Os médiuns eram as duas senhoritas Baudin, que escreviam numa ardósia com o auxílio de uma cesta, chamada carrapeta e que se encontra descrita em O Livro dos Médiuns. Esse processo, que exige o concurso de duas pessoas, exclui toda possibilidade de intromissão das idéias do médium. Aí, tive ensejo de ver comunicações contínuas e respostas a perguntas formuladas, algumas vezes, até, a perguntas mentais, que acusavam, de modo evidente, a intervenção de uma inteligência estranha.
Eram geralmente frívolos os assuntos tratados. Os assistentes se ocupavam, principalmente, de coisas respeitantes à vida material, ao futuro, numa palavra, de coisas que nada tinham de realmente sério; a curiosidade e o divertimento eram os móveis capitais de todos. Dava o nome de Zéfiro o Espírito que costumava manifestar-se, nome perfeitamente acorde com o seu caráter e com o da reunião. Entretanto, era muito bom e se dissera protetor da família. Se com freqüência fazia rir, também sabia, quando preciso, dar ponderados conselhos e manejar, se ensejo se apresentava, o epigrama, espirituoso e mordaz.
Relacionamo-nos de pronto e ele me ofereceu constantes provas de grande simpatia. Não era um Espírito muito adiantado, porém, mais tarde, assistido por Espíritos superiores, me auxiliou nos meus trabalhos. Depois, disse que tinha de reencarnar e dele não mais ouvi falar.
Foi nessas reuniões que comecei os meus estudos sérios de Espiritismo, menos, ainda, por meio de revelações, do que de observações. Apliquei a essa nova ciência, como o fizera até então, o método experimental; nunca elaborei teorias preconcebidas; observava cuidadosamente, comparava,
deduzia conseqüências; dos efeitos procurava remontar às causas, por dedução e pelo encadeamento lógico dos fatos, não admitindo por válida uma explicação, senão quando resolvia todas as dificuldades da questão. Foi assim que procedi sempre em meus trabalhos anteriores, desde a idade de 15 a 16 anos. Compreendi, antes de tudo, a gravidade da exploração que ia empreender; percebi, naqueles fenômenos,
a chave do problema tão obscuro e tão controvertido do passado e do futuro da Humanidade, a solução que eu procurara em toda a minha vida. Era, em suma, toda uma revolução nas idéias e nas crenças; fazia-se mister, portanto, andar com a maior circunspeção e não levianamente; ser positivista e não idealista, para não me deixar iludir.
Um dos primeiros resultados que colhi das minhas observações foi que os Espíritos, nada mais sendo do que as almas dos homens, não possuíam nem a plena sabedoria, nem a ciência integral; que o saber de que dispunham se circunscrevia ao grau, que haviam alcançado, de adiantamento, e que a opinião deles só tinha o valor de uma opinião pessoal. Reconhecida desde o princípio, esta verdade me preservou do grave escolho de crer na infalibilidade dos Espíritos e me impediu de formular teorias prematuras, tendo por base o que fora dito por um ou alguns deles.
O simples fato da comunicação com os Espíritos, dissessem eles o que dissessem, provava a existência do mundo invisível ambiente. Já era um ponto essencial, um imenso campo aberto às nossas explorações, a chave de inúmeros fenômenos até então inexplicados. O segundo ponto, não menos importante, era que aquela comunicação permitia se conhecessem o estado desse mundo, seus costumes, se assim nos podemos exprimir. Vi logo que cada Espírito, em virtude da sua posição pessoal e de seus conhecimentos, me desvendava uma face daquele mundo, do mesmo modo que se chega a conhecer o estado de um país, interrogando habitantes seus de todas as classes, não podendo um só, individualmente, informar-nos de tudo. Compete ao observador formar o conjunto, por meio dos documentos colhidos de diferentes lados, colecionados, coordenados e comparados uns com outros. Conduzi-me, pois, com os Espíritos, como houvera feito com homens. Para mim, eles foram, do menor ao maior, meios de me informar e não reveladores predestinados.
Tais as disposições com que empreendi meus estudos e neles prossegui sempre. Observar, comparar e julgar, essa a regra que constantemente segui. Até ali, as sessões em casa do Sr. Baudin nenhum fim
determinado tinham tido. Tentei lá obter a resolução dos problemas que me interessavam, do ponto de vista da Filosofia, da Psicologia e da natureza do mundo invisível. Levava para cada sessão uma série de questões preparadas e metodicamente dispostas. Eram sempre respondidas com precisão, profundeza e lógica. A partir de então, as sessões assumiram caráter muito diverso. Entre os assistentes contavam-se pessoas sérias, que tomaram por elas vivo interesse e, se me acontecia faltar, ficavam sem saberem o que fazer. As perguntas fúteis haviam perdido, para a maioria, todo atrativo. Eu, a princípio, cuidara apenas de instruir-me; mais tarde, quando vi que aquilo constituía um todo e ganhava as proporções de uma doutrina, tive a idéia de publicar os ensinos recebidos, para instrução de toda a gente.
Foram aquelas mesmas questões que, sucessivamente desenvolvidas e completadas, constituíram a base de
O Livro dos Espíritos.
No ano seguinte, em 1856, freqüentei ao mesmo tempo as reuniões espíritas que se celebravam à rua Tiquetone, em casa do Sr. Roustan e Srta. Japhet, sonâmbula. Eram sérias essas reuniões e se realizavam com ordem. As comunicações eram transmitidas por intermédio da Srta. Japhet, médium, com auxílio da cesta de bico. Estava concluído, em grande parte, o meu trabalho e tinha as proporções de um livro. Eu, porém, fazia questão de submetê-lo ao exame de outros Espíritos, com o auxílio de diferentes médiuns. Lembrei-me de fazer dele objeto de estudo nas reuniões do Sr. Roustan. Ao cabo de algumas sessões, disseram os Espíritos que preferiam revê-lo na intimidade e marcaram para tal efeito certos dias nos quais eu trabalharia em particular com a Srta. Japhet, a fim de fazê-lo com mais calma e também de evitar as indiscrições
e os comentários prematuros do público.
Não me contentei, entretanto, com essa verificação; os Espíritos assim mo haviam recomendado. Tendo-me as circunstâncias posto em relação com outros médiuns, sempre que se apresentava ocasião eu a aproveitava para propor algumas das questões que me pareciam mais espinhosas. Foi assim que mais de dez médiuns prestaram concurso a esse trabalho. Da comparação e da fusão de todas as respostas, coordenadas, classificadas e muitas vezes retocadas no silêncio da meditação, foi que elaborei a primeira edição de O Livro dos Espíritos, entregue à publicidade em 18 de abril de 1857.
Pelos fins desse mesmo ano, as duas Srtas. Baudin se casaram; as reuniões cessaram e a família se dispersou.
Mas, então, já as minhas relações começavam a dilatar-se e os Espíritos me multiplicaram os meios de instrução, tendo em vista meus ulteriores trabalhos.

Referências:

Gleiser, Marcelo, 1959. Cartas a um jovem cientista: o universo, a vida e outras paixões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007

Kardec, Allan, 1804-1869. Obras Póstumas. Tradução de Guillon Ribeiro. 38 ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2005. 440p.

Links externos:

Ciência e Espiritismo – http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/ciencia/a-ciencia-e-o-espiritismo.html

Método Científico – http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9todo_cient%C3%ADfico

Filme sobre Allan Kardec: