Insensato coração e outras novelas insensatas

10 07 2011

A televisão proporciona um meio de informação de altíssima qualidade e penetração. Indiscutivelmente somos de certa forma presenteados com uma gama de informações de qualidade ou não.

Devemos assim obviamente filtrar toda a programação e dentro das escolhidas monitorar sua qualidade com uma crítica apurada, principalmente quando jovens também assistem.

As novelas são fontes de distração sem dúvida. Dispor de tempo para ocupar a mente com acontecimentos irreais pode soar estranho para muitos, mas para maioria perder três a quatro horas por dia assistindo novelas é algo prioritário.

Penso assim no lado positivo, onde a novela pode servir para ocupar a mente em algum tipo de atividade, para levar conhecimento, mostrar como funciona outras culturas, exemplificar, motivar e realizar novas propostas para o bem…

Infelizmente muitos autores entram em temas sensacionalistas, violentos, sem falar nas tradicionais brigas, algumas mortes e cenas de sexo é claro.

Faz parte do livre arbítrio…

Infelizmente para uma empresa que já produziu a obra Escrava Isaura e Caminho das Índias, certas produções atuais são vergonhosas.

Falta de inspiração? Muitas obras do Chico Xavier como o romance “A 2000 anos” daria um banho de conteúdo e cultura em qualquer montagem existente.

Em outros canais mais populares, em dias de final de semana principalmente, nos deparamos facilmente com a vulgarização da mulher em programas com temática infantil nessas escolinhas da vida, dentre outras aberrações.

Enquanto isso manter a televisão desligada é uma ótima opção nesses momentos para que pai e mãe possam conversar, quem sabe, brincar com seus filhos ou com vizinhos em atividade construtiva e criativa. E os jovens possam desde já treinar a criatividade com atividades como a pintura, música, desenho, escrita,… mas bem longe da TV.

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Cuidado com as reclamações e lamentações

10 05 2011

Reclamar é algo que deve ser muito refletido.

Não devemos deixar de lado oportunidades de interferência corretiva. É nosso dever moral ter a caridade de tentar corrigir alguma situação ou alguém que incorre em erro.

Também não devemos deixar ser lesados e não buscar algum tipo de medida de ressarcimento ou de justiça.

Mas em nosso dia-a-dia é comum existir uma insatisfação com muitos acontecimentos e com o próprio indivíduo. Mesmos sabendo que ninguém é perfeito a sociedade exige que sejamos bonitos, ricos, bem sucedidos e com um vasto histórico de viagens para contar vantagem.

Devemos assim antes de mais nada saber que muitos impedimentos que temos para a riqueza, muitos traços fora do padrão de beleza da sociedade, muitos dos fatos que nos prendem a pessoas problemáticas são reações que estamos colhendo de atitudes nossas em vidas passadas.

E não só colhendo, mas cumprindo nossos carmas, assim posso dizer.

Da mesma forma como nascemos com dons e qualidades, com intuições e aptidões em determinadas áreas, também nascemos com más  tendências , todas produzidas pelas vivências em tempos anteriores.

São traços lógicos que cada um de nós apresenta pelas vivências em nossas vidas anteriores – e assim podemos sentir a verdade da reencarnação em nós mesmos.

Alguns ainda nascem com deficiências físicas ou mentais devido a algo mais grave  praticado anteriormente. Mas não devemos nos martirizar tentando descobrir o que se praticou. O mais importante nesses casos é  ter a satisfação da certeza da quitação do praticado nessa vida.

Porém familiares e o próprio indivíduo tentem a reclamar da posição social, da falta de recursos materiais, da deficiência intelectual, e das restrições que a vida lhe proporcionou.

Com esse conhecimento, devemos assim nesses momentos de angústia relativo a situações imutáveis, saber que estamos quitando dívidas, pagando prestações carmáticas de nossas próprias ações em vidas anteriores. Isso é o mais importante. O sofrimento que não podemos fugir é assim – aquele mal que praticamos em vidas anteriores sendo perdoado já.

Pode levar uma vida inteira de sofrimento, mas com fé em Deus no cumprimento de toda essa jornada com alegria e gratidão estaremos todos livres para uma vida melhor no plano espiritual e nas próximas reencarnações.

Finalmente digo ainda que as reclamações nesse caso, mesmo quando estamos sozinhos, dificulta a quitação da dívida. A ira, raiva, não aceitação da realidade, e todas as ações negativas decorrentes dessa fuga prejudicam ao próprio indivíduo acentuando ainda mais a dor nessa vida e em vidas futuras.

É claro que devemos sempre nos esforçar para ser melhores a cada dia, superando a pobreza, cuidando da beleza e saúde, tendo lazer e buscando a felicidade. Não é por saber dessa natureza dos fatos que vamos ficar estagnados sofrendo parados. A falta de ação no bem próprio e da sociedade é uma ação negativa que praticamos.

Portanto, diante da dor inevitável vamos refletir em nossas ações com fé no futuro por ter superado mais um obstáculo – geralmente criado por nós mesmos anteriormente – e buscar sempre uma atitude mental positiva mesmo diante da sofrimento. E claro com a prática do bem que ilumina e perdoa.

Muitas dessas atitudes de lamentos são produzidas inconscientemente pela vaidade que todos temos. Abaixo deixo um texto retirado da obra Reforma Íntima organizada por Daise Mariza F. Leal do site Espiritismogi sobre vaidade. Mais abaixo uma Palestra Espírita de Mariangela sobre Vaidade que achei bastante interessante.

A VAIDADE É DECORRENTE DO ORGULHO, E DELE ANDA PRÓXIMA. DESTACAMOS AS SUAS FACETAS MAIS COMUNS:

Apresentação pessoal exuberante (no vestir, nos adornos usados, nos gestos afetados, no falar demasiado);

Evidência de qualidades intelectuais, não poupando referências à própria pessoa ou algo que realiza;

Esforço em realçar dotes físicos, culturais ou sociais com notória antipatia provocada aos demais;

Intolerância para com aqueles cuja condição social ou intelectual é mais humilde, não evitando a eles referências desairosas. Aspiração a cargos ou posição de destaque que acentuem as referências respeitosas ou elogiosas à sua pessoa;

Não reconhecimento à sua própria culpabilidade nas situações de desentendimento diante de infortúnios por que passa;

Obstrução mental na capacidade de se auto-analisar, não aceitando suas possíveis falhas ou erros, culpando vagamente a sorte, a infelicidade imerecida, o azar.

O vaidoso o é, muitas vezes, sem perceber, e vive desempenhando um personagem que escolheu. No seu íntimo é sempre bem diferente daquele que aparenta, e, de alguma forma, essa dualidade lhe causa conflitos, pois sofre com tudo isso, sente necessidade de encontrar-se a si mesmo, embora às vezes sem saber como.

 COMO COMBATER A VAIDADE? Com reflexão, análise tranqüila, para nos aprofundarmos até as raízes que geraram aquelas deformações, ao mesmo tempo que precisamos identificar nossas características autênticas, nosso verdadeiro modo de ser, para então nos despir da roupagem teatral que utilizávamos e colocando-nos amadurecidamente, assumindo todo o nosso íntimo, com disposição de melhorarmos sempre.





Manutenção preventiva de seu computador

16 02 2011

Relato hoje algumas dicas de como manter o seu computador sempre operante e em bom funcionamento e ao mesmo tempo como devemos utilizar dessas ferramentas para aplicar sua essência em nosso próprio bem estar por uma reforma íntima:

1) Firewall ligado. Esse recurso impede a invasão em nosso sistema de programas e usuários desconhecidos protegendo a integridade de nosso computador. Devemos assim estar com esse recurso sempre ligado filtrando todos os nossos sentimentos ruins. Ao menor sinal de raiva, ressentimento, angústia, aflição, pensamentos negativos devemos bloqueá-los. Não é fácil ter um firewall eficiente, deve ser configurado da maneira correta para sair do modo de aprendizagem para o modo de bloqueio real. Uma maneira é verificar a intensão do próximo pelo comportamento; e na ora de agirmos – nos colocar sempre no lugar do próximo receptor de nossas ações para verificar se é válido essa comunicação.

2) Antivírus – Detectam e eliminam programas malignos em nosso sistema. Devem estar atualizados diariamente para manter seu banco de dados eficiente contra novas armadilhas. Em nosso caso, tudo o que produzimos de negatividade volta-se contra nós mesmos. Assim devemos eliminar todos os vírus que podem surgir em nossas vidas com a prática do perdão, da compreensão e paciência. O pior mal não é a ofensa que recebemos, mas o mal que geramos em nós mesmos para responder a altura tal agressão. Ativamos nosso antivírus quando não produzimos o mal em nós mesmos diante das agressões do mundo. Estamos assim limpos.

3) Antispyware e Malware – Esses programas de segurança evitam contaminação de programas espiões que infiltram em nossos computadores para roubar senhas, por exemplo. Conseguimos ativar esse sistema em nós mesmos quando não participamos de fofocas, intrigas e inveja contra o próximo. O controle de nossa fala é essencial para evitar contaminação.

4) Navegar em sites seguros na internet – Não entrar em  sites ilegais para baixar programas piratas e sites de pornografias. A maioria deles apresenta spywares e vírus. Em nossa vida privada devemos estar atentos com ética e busca moral para não desrespeitar os direitos do próximo não comprando produtos piratas, cópias e buscando a promiscuidade com efeitos certamente nocivos.

5) Usar Estabilizador de Voltagem ou No-break – A corrente elétrica apresenta grandes oscilações que queimam fontes e até mesmo prejudicam equipamentos importantes reduzindo a vida útil do HD e demais componentes. Assim temos que estabilizar nossas vidas praticando exercícios físicos e atividades culturais. Manter o bem-estar é nosso dever estabilizando assim nossa corrente de vida emocional. O stress produz doenças que diminuem certamente nosso tempo de vida e é nosso dever cuidar de nosso corpo físico. Caminhadas, jogos, leituras agradáveis, tocar um instrumento musical, participar de corais e outras atividades agradáveis estabilizam nosso emocional sendo essencial para que nosso equipamento mental dure o tempo que foi planejado pelos seus desenvolvedores.

6) Manutenção preventiva – Rotinas fáceis como um scandisk e a defragmentação do disco rígido são essenciais para a detecção de problemas e maior durabilidade do equipamento. Limpar os registros através de um bom programa e rodar o antivírus também ajudam. Assim também o deslocamento à um clínico geral para exames de rotina para a faixa etária de cada um é essencial – não para achar doenças, mas justamente manter o corpo sadio antes que elas  estabeleçam vínculos.

7) Produzir – Um equipamento parado certamente irá estragar. Assim também devemos nos realizar em todos os nosso setores da vida pelo trabalho intenso e persistente em um caminho planejado e revisto permanentemente pelas nossas vocações e dons. Teremos paz se estivermos certos de estar no caminho conscientes  de nossos atos perante o próximo. E teremos felicidade se o resultado de nosso trabalho for realizado produzindo boas ações a sociedade.    O maior é o que mais serve.

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Um tipo de beneficência ao alcance de todos e que não se deve esquecer — ocultar os próprios aborrecimentos, a fim de auxiliar.

É provável hajas iniciado o dia, sob a intromissão de contratempos que te espancaram a alma. À vista disso, se exibes a figura da mágoa, na palavra ou na face, ei-la que se expande, à feição de tóxico mental, atacando a todos os que se deixem contagiar.

E qual acontece, quando a poeira grossa te invade o reduto doméstico, obrigando-te à recuperação e limpeza, após te desequilibrares em aspereza e irritação, reconhece-te no dever te reparar os danos havidos, despendendo força e diligência em solicitar desculpas e refazer os próprios brios, aqui e ali, como quem se empenha a suprimir os remanescentes de laboriosa faxina.

Se te alteias, no entanto, acima de desgostos e inquietações, mantendo tranqüilidade e bom ânimo, para logo a tua mensagem de otimismo e renovação prossegue adiante, de modo a espalhar bênçãos e criar energias angariando-te simpatia e cooperação.

Os estados negativos da mente, como sejam tristeza e azedume, angústia ou inconformidade, constituem sombras que o entendimento e a bondade são chamados a dissipar.

Recordemos o donativo da paz que a todos nos compete distribuir, a benefício dos outros, evitando solenizar obstáculos e conflitos, aflições ou desencantos, que nos surpreendem a marcha. E permaneçamos claramente informados de que a única fórmula para o exercício dessa beneficência da paz, em louvor de nossa própria segurança, será sempre esquecer o mal e fazer o bem, porquanto em verdade, tão-somente a criatura consagrada a trabalhar, servindo ao próximo, não dispõe de recursos para entendiar-se e nem encontra tempo para ser feliz.

pelo espírito Emmanuel em psicografia de Francisco Cândido Xavier.

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Download de Programas de Manutenção

Limpador de Registros

Antivírus

Antispyware

Download de livros espiritualistas:

http://www.oconsolador.com.br/linkfixo/bibliotecavirtual/principal.html





O Diabo

21 06 2010

– Imaginem – dizia-nos um amigo, em agradável tertúlia, no Plano Espiritual – se alguns desencarnados (falecidos), em desespero, aparecessem, de improviso, entre as criaturas humanas, reclamando supostos direitos deixados na Terra.

Gritando os tormentos que lhes dilaceram a alma, vomitando impropérios e blasfêmias, não seriam considerados um bando de demônios? Irreconhecíveis, urrando de dor selvagem, humilhados e vencidos, tentando, debalde, retomar as expressões físicas que ficaram nos cadáveres, seriam tomados por monstros infernais, repentinamente soltos na via pública.

– É verdade! – considerou um companheiro, melancolicamente – ninguém no mundo teria dificuldades em identificá-los como os velhos demônios da antiguidade. Os infelizes desse jaez, personificam perfeitamente, ante a observação popular, os Lucíferes, os Belcelins e os Astarots de recuados tempos. Os fantoches da dor sempre surgem ao entendimento infantil como gênios do mal.

Fez pequeno intervalo, sorriu e acentuou:

– Bastaria, porém, leve exame para que atingissem o conhecimento real; os diabos seriam, de fato, seres horrendos, mas não repugnantes, nem espantosos.

Ouvindo-lhe as referências, lembrava a personagem satânica do livro de La Sage, a perturbar as casas madrilenhas, levantando-lhes os telhados; e, demonstrando que me percebia os pensamentos mais íntimos, outro amigo acrescentou:

– As lendas de Asmodeu e Mefistófeles, no fundo, não terão origem diferente. Certo, a visão mediúnica favoreceu, entre os homens, a notícia dos tipos deploráveis que hoje conhecemos e dos quais Dante, em outro tempo, recebeu leves informes que enfeixou em seu poema célebre, de acordo com as suas tendências, conceitos e predileções de homem.

Nesse instante, um companheiro, ancião de muitas jornadas terrestres, fixou em nós um olhar percuciente e calmo e, valendo-se, talvez, da pausa mais longa, observou sensatamente:

-Todos sabemos que a criação inteira é obra infinita de Deus e não podemos ignorar que todos os seres do Universo, desde as notas mais baixas aos cânticos mais altos da Natureza, no campo ilimitado da vida, são portadores da Centelha Imortal da Divindade. Em todos os departamentos sem número dos mundos inumeráveis palpita o amor, existe a ordem, permanece o sinal da prodigiosa herança da vida. Por isso mesmo, irmãos, toda expressão diabólica é perversão da bênção divina. Onde esteja a perturbação da harmonia universal, aí se encontra o adversário do Senhor.

Vocês aludem, com muita oportunidade, aos mortos que se congregam em desespero, formando monstruosas paisagens, em que duendes, sem rumo, procuram em vão insinuar-se na existência dos homens da Terra. Se o olho humano pudesse identificá-los, possivelmente cessaria a continuação da vida na carne. Coletividades inteiras abandonariam o templo do corpo físico, tomadas de infinito e indomável pavor.

Escutávamos a palavra sábia em silêncio. E porque o intervalo se fizesse mais longo, o bondoso ancião, à maneira dos antigos filósofos gregos, rodeados de ouvintes atentos, continuou, com expressão significativa:

– Assistia pessoalmente a uma aula de sabedoria, numa das cidades espirituais dos círculos de Marte, quando surpreendi uma lição interessante. Velho orientador de entidades inexperientes e juvenis comentava a existência dos inimigos da Obra Divina e explicava-se:

– O diabo existe como personificação do desequilíbrio.

– Como poderíamos caracterizá-lo? – interrogou um dos presentes.

– É o protótipo da ingratidão para Deus – respondeu o venerável instrutor. O diabo é do Eterno o filho que menospreza a celeste herança. Recebe os tesouros divinos e converte-os em misérias letais. Das bênçãos que lhe felicita o caminho, faz maldições que estende aos semelhantes. Cego às belezas universais que o cercam, vive afirmando sua permanência no inferno, criação dele mesmo, em seu plano interior. É alma repleta de atributos sublimes que permanece, entretanto, na Obra do Pai, como gênio destruidor. É sábio de raciocínio, mas pérfido de sentimento. Seu cérebro elabora rapidamente as mais complicadas operações para a ofensiva do mal, todavia, seu coração é paralítico para o bem. Sua cabeça é fogo para a mentira, contudo, o seu peito é de gelo para a verdade. Escarra nas mãos que o acariciam, está sempre disposto a condenar, perverter e confundir os demais filhos de Deus, lançando a perturbação em geral, para que seus interesses isolados prevaleçam. Pela ciência e perversidade de que oferece testemunho, é um misto de anjo e monstro, no qual se confundem a santidade e a bestialidade, a luz e a treva, o céu e o abismo. Criatura desventurada pelo desvio a que se entregou voluntariamente é, de fato, mais infeliz que infame, merecendo, antes de qualquer consideração, nosso entendimento e piedade.

Nesse instante, em face da pausa do orientador, exclamou uma jovem do círculo, satisfeito pela possibilidade de cooperar no esclarecimento da tese em estudo:

– Conheço-o! Eu conheço o diabo!

– Você? – pergunta o instrutor, admirado. – Será possível?

– E ela, radiante, respondeu:

– Sim, já estive na Terra: Chama-se Homem!

pelo Espírito Irmão X – Do livro: Lázaro Redivivo, Médium: Francisco Cândido Xavier.

Fica até difícil comentar esse trecho da obra “Lázaro Redivivo” em psicografia de Chico Xavier devido a sua clareza e precisão em relatar o que é um demônio ou satanás pelos conhecimentos da Doutrina Espírita.

Pra quem está no plano espiritual facilmente verifica-se a existência desses seres que nada mais são do que espíritos em desequilíbrio. Por ignorância das leis da vida e da reencarnação essas “pessoas falecidas” persistem na prática da busca por sensações, por influências negativas e praticas errôneas transformando-se em verdadeiras criaturas do mal.

Como todas as ações praticadas produzem reações em igual intensidade em sentido oposto (contra) quem praticou – essas atitudes danosas irão ser revertidas para o próprio predador em uma próxima reencarnação – para assim sentir literalmente “na pele” tudo o que praticou, seja de bom, seja do mal.

Portanto as leis naturais que regem a harmonia do universo levam perante o indivíduo o recebimento da colheita obrigatória do que se plantou no passado.

Como verificamos que existem pessoas más, que influenciam, maltratam e buscam puxar pessoas com eles para a prática do mal; no plano espiritual ocorre da mesma forma, pois são espíritos desencarnados de pessoas más que continuam atormentados – buscando a prática do mal e persuadindo pessoas e espíritos para a prática do mal.

Todos podemos escolher entre o bem e o mal, entre prazeres mundanos e atividades de caridade ao próximo, entre desperdiçar o tempo ou aprender e trabalhar, resta essa decisão que somente nós podemos tomar e esperar pelas suas reações no futuro. Sejam elas boas ou más.

Nos transformar em Diabo por diversão e prazer para sofrer no futuro  ou buscar luz angelical para colher os bons frutos –  essa decisão depende inteiramente de nossa vontade e ação diária.





Malhando o colega, o professor, o irmão, os pais… E os resultados da maledicência ?

30 08 2009

Na reforma íntima, que todos devemos praticar, uma das questões mais comum refere-se a maledicência. Quem nunca colocou uma pessoa “para baixo” apontando um defeito  pessoal de um colega, ou ainda pior, algo negativo de alguem sem a devida certeza ? Ainda muitas vezes tal procedimento negativo é feito diante de outras pessoas ou para outras pessoas sem o principal interessado ao menos saber…

E por incrível que pareça geralmente falamos mal do próximo sem perceber. Algo automático já entranhado em nossa mente pelos processos educativos  falhos ou errôneos. Assim todos, sem exceção devemos estar atentos a essa questão. A todo momento devemos nos perguntar e vigiar para não agredir ninguém.

Quero que fique claro que educar, dando o bom exemplo e solicitando uma melhor atitude é uma coisa. Falar mal e apontar as características pessoais negativas é outra.

O melhoramento pessoal é uma tarefa de todos nós através do auto-conhecimento e da prática da reforma íntima para combater todos os nossos desvios que inevitavelmente temos.

Devemos ter em mente que ao falar negativamente do próximo estamos produzindo energias ou fluidos negativas contra uma pessoa. Toda ação possui uma reação, que retorna a nós mesmos (3° Lei Newton). Portante iremos colher isso no futuro, além de estarmos abrindo oportunidades para doenças físicas.

Deixo o convite para termos mais atenção a esse problema com a leitura abaixo de uma passagem da vida de Judas pelo espírito Irmão X. Logo após um pequeno resumo da trajetória desse Espírito tão importante.

DO APRENDIZADO DE JUDAS

“Não obstante amoroso, Judas era, muita vez, estouvado e inquieto. Apaixonara-se pelos ideais do Messias, e, embora esposasse os novos princípios, em muitas ocasiões surpreendia-se em choque contra eles. Sentia-se dono da Boa-Nova e, pelo desvairado apego a Jesus, quase sempre lhe tornava a dianteira nas deliberações importantes. Foi assim que organizou a primeira bolsa de fundos da comunhão apostólica e, obediente aos mesmos impulsos, julgou servir à grande causa que abraçara, aceitando a perigosa cilada que redundou na prisão do Mestre.

Apesar dos estudos renovadores a que sinceramente se entregara, preso aos conflitos íntimos que lhe caracterizavam o modo de ser, ignorava o processo de conquistar simpatias. Trazia constantemente nas lábios, uma referência amarga, um conceito infeliz.

Quando Levi se reportava a alguns funcionários de Herodes, simpáticos ao Evangelho, dizia, mordaz: – São víboras disfarçadas. Sugam o erário público, bajulam sacerdotes e deixam-se pisar pelo romano dominador… A meu parecer, não passam de espiões.. O companheiro ouvia tais afirmativas, com natural desencanto, e os novos colaboradores dele se distanciavam menos entusiasmados. Generosa amiga de Joana de Cusa ofereceu, certo dia, os recursos precisos para a caminhada do grupo, de Cafarnaum a Jerusalém. Porém, recebendo a importância, o apóstolo irrefletido alegou, ingratamente: – Guardo a oferta; contudo, não me deixo escarnecer. A doadora pretende comprar o reino dos Céus, depois de haver gozado todos os prazeres do reino da Terra. Saibam todos que este ó um dinheiro impuro, nascido da iniqüidade. Estas palavras, pronunciadas diante da benfeitora, trouxeram-lhe indefinível amargura.

Em Cesareia, heróica mulher de um paralítico, sentindo-se banhada pelos clarões do Evangelho, abriu as portas do reduto doméstico aos desamparados da sorte. Órfãos e doentes buscaram-lhe o acolhimento fraternal. O discípulo atrabiliário, no entanto, não se esquivou à maledicência: – E o passado dela? – clamou cruelmente – o marido enfermou desgostoso pelos quadros tristes que foi constrangido a presenciar. Francamente, não lhe aceito a conversão. Certo, desenvolve piedade fictícia para aliciar grandes lucros. A senhora, duramente atingida pelas descaridosas insinuações, paralisou a benemerência iniciante, com enorme prejuízo para os filhos do infortúnio.

Quando o próprio Messias abençoou Zaqueu e os serviços dele, exclamou Judas, indignado, às ocultas: – Este publicano pagará mais tarde. Escorcha, os semelhantes, rodeia-se de escravas, exerce avareza, sórdida e ainda, pretende o Raiz, o Divino!… Não irá longe… Enganara o Mestre, não a mim… Alimentando tais disposições, sofria a desconfiança de muitos. De quando em quando, via-se repelido delicadamente.

Jesus, que em silêncio lhe seguia as atitudes, aconselhava prudência, amor e tolerância. Mal não terminava, porém, as observações carinhosas, chegava Simão Pedro, por exemplo, explicando que Jeroboão, fariseu simpatizante da Boa-Nova, parecia inclinado a ajudar o Evangelho renascente. – Jeroboão? – advertia Judas, sarcástico – aquilo é uma raposa de unhas afiadas. Mero fingimento! Conheço-o há vinte anos. Não sabe senão explorar o próximo e amontoar dinheiro. Houve tempo em que chegou a esbordoar o próprio pai, porque o infeliz lhe desviou meia pipa de vinho!…

A verdade, porém, é que as circunstâncias, pouco a pouco, obrigaram-no a insular-se. Os próprios companheiros andavam arredios. Ninguém lhe aprovava as acusações impulsivas e as lamentações sem propósito. Apenas o Cristo não perdia a paciência. Gastava longas horas, encorajando-o e esclarecendo-o afetuosamente… Numa tarde quente e seca, viajavam ambos, nos arredores de Nazaré, cansados de jornada comprida, quando o filho de Kerioth indagou, compungido: – Senhor, por que motivos sofro tão pesadas humilhações? Noto que os próprios companheiros se afastam cautelosos de mim… Não consigo fazer relações duradouras. Há como que forçada separação entre meu espírito e os demais… Sou incompreendido e vergastado pelo destino… E levantando os olhos tristes para o Divino Amigo, repetia : – Por quê?!… Jesus ia responder, condoído, observando que a voz do discípulo tinha lágrimas que não chegavam a cair, quando se acercaram, subitamente, de poço humilde, onde costumavam aliviar a sede. Judas que esperava ansioso aquela bênção, inclinou-se, impulsivo e, mergulhando as mãos ávidas no líquido cristalino, tocou inadvertidamente o fundo, trazendo largas placas de lodo à tona. Oh! Oh! Que infelicidade! – gritou em desespero.

O mestre bondoso sorriu calmamente e falou: – Neste poço singelo, Judas, tens a lição que desejas. Quando quiseres água pura, retira-a com cuidado e reconhecimento. Não há necessidade de alvoroçar a lama do fundo e das margens. Quando tiveres sede de ternura e amor, faze o mesmo com teus amigos. Recebe-lhes a cooperação afetuosa sem cogitar do mal, a fim de que não percas o bem supremo. Pesado silêncio caiu entre o benfeitor e o tutelado. O apóstolo invigilante modificou a expressão do olhar, mas não respondeu. ” (Pelo Espírito Irmão X – Do livro: Luz Acima, Médium: Francisco Cândido Xavier.)

SOBRE: Humberto de Campos (pseudônimo: Irmão X)

Humberto de Campos nasceu na pequena localidade de Piritiba, no Maranhão, em 1886.

Foi menino pobre. Estudou com esforço e sacrifício. Ficou órfão de pai aos 5 anos de idade. Sua infância foi marcada pela miséria. Em sua “Memórias”, ele conta alguns episódios que lhe deixaram sulcos profundos na alma.

Tempo depois, mudou-se para o Rio de Janeiro, então Capital da República, onde se tornou famoso. Brilhante jornalista e cronista perfeito, suas páginas foram “colunas” em todos os jornais importantes do País.

Dedicou-se inteiramente à arte de escrever, e por isso eram parcos os recursos financeiros. A certa altura da sua vida, quando minguadas se fizeram as economias, teve a idéia de mudar de estilo.

Adotando o pseudônimo de Conselheiro XX, escreveu uma crônica chistosa a respeito da figura eminente da época – Medeiros e Albuquerque-, que se tornou assim motivo de riso, da zombaria e da chacota dos cariocas por vários dias.

O Conselheiro, sibilino e mordaz, feriu fundo o orgulho e a vaidade de Medeiros, colocando na boca do povo os argumentos que todos desejavam assacar contra Albuquerque. O sucesso foi total.

Tendo feito, por experiência, aquela crônica, de um momento para outro se viu na contingência de manter o estilo e escrever mais, pois seus leitores multiplicaram, chovendo cartas às redações dos jornais, solicitando novas matérias do Conselheiro XX.

Além de manter o estilo, Humberto se foi aprofundando no mesmo, tornando-se para alguns, na época, quase imortal, saciando o paladar de toda uma mentalidade que desejava mais liberdade de expressão e mais explicitude na abordagem dos problemas humanos e sociais.

Quando adoeceu, modificou completamente o estilo. Sepultou o Conselheiro XX, e das cinzas, qual Fênix luminosa, nasceu outro Humberto, cheio de piedade, compreensão e entendimento para com as fraquezas e sofrimentos do seu semelhante.

A alma sofredora do País buscou avidamente Humberto de Campos e dele recebeu consolação e esperança. Eram cartas de dor e desespero que chegavam às suas mãos, pedindo socorro e auxílio. E ele, tocado nas fibras mais sensíveis do coração, a todas respondia, em crônicas, pelos jornais, atingindo milhares de leitores em circunstâncias idênticas de provações e lágrimas.

Fez-se amado por todo o Brasil, especialmente na Bahia e São Paulo. Seus padecimentos, contudo, aumentavam dia-a-dia. Parcialmente cego e submetendo-se a várias cirurgias, morando em pensão, sem o calor da família, sua vida era, em si mesma, um quadro de dor e sofrimento. Não desesperava, porém, e continuava escrevendo para consolo de muitos corações.

A 5 de dezembro de 1934, desencarnou. Partiu levando da Terra amargas decepções. Jamais o Maranhão, sua terra natal, o aceitou. Seus conterrâneos chegaram mesmo a hostilizá-lo.

Três meses apenas de desencarnado, retornou do Além, através do jovem médium Chico Xavier, este, com 24 anos de idade somente, e começou a escrever, sacudindo o País inteiro com suas crônicas de além-túmulo.

O fato abalou a opinião pública. Os jornais do Rio de Janeiro e outros estados estamparam suas mensagens, despertando a atenção de toda gente. Os jornaleiros gritavam. Extra, extra! Mensagens de Humberto de Campos, depois de morto! E o povo lia com sofreguidão…

Agripino Grieco e outros críticos literários famosos examinaram atenciosamente a produção de Humberto, agora no Além. E atestaram a autenticidade do estilo. “Só podia ser Humberto de Campos!” – afirmaram eles.

Começou então uma fase nova para o Espiritismo no Brasil. Chico Xavier e a Federação Espírita Brasileira ganharam notoriedade. Vários livros foram publicados.

Aconteceu o inesperado. Os familiares de Humberto moveram uma ação judicial contra a FEB, exigindo os direitos autorais do morto!

Tal foi a celeuma, que o histórico de tudo isto está hoje registrado num livro cujo título é “A Psicografia ante os Tribunais”, escrito por Dr. Miguel Timponi.

A Federação ganhou a causa. Humberto, constrangido, ausentou-se por largo período e, quando retornou a escrever, usou o pseudônimo de Irmão X.

Nas duas fases do Além, grafou 12 obras pelo médium Chico Xavier.

“Crônicas de Além-Túmulo”, “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, “Boa Nova”, “Novas Mensagens”, “Luz Acima”, “Contos e Apólogos” e outros foram livros que escreveu para deleite de muitas almas.

Nas primeiras mensagens temos um Humberto bem humano, com características próprias do intelectual do mundo. Logo depois, ele se vai espiritualizando, sutilizando as idéias e expressões, tornando-se então o escritor espiritual predileto de milhares.

Os que lerem suas obras de antes, e de depois, de morto, poderão constatar a realidade do fenômeno espírita e a autenticidade da mediunidade de Chico Xavier.

O mesmo estilo, o mesmo estro!

Fonte: Revista REFLEXÕES. Edição n.º 5 – Maio de 1999 – Fernandópolis.






Interferências Espirituais em nossas vidas

8 01 2009

Livro dos Espíritos - Allan Kardec 459 Os Espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações?
– A esse respeito, sua influência é maior do que podeis imaginar. Muitas vezes são eles que vos dirigem.

No Livro dos Espíritos, a pergunta 459 é extremamente importante por nos alertar que nós, espíritos encarnados, somos muito influenciados por espíritos desencarnados. Ou seja, muitos de nossos pensamentos, situações, desejos, acontecimentos e coincidências podem ser de influência de espíritos desencarnados – invisíveis a nós por eles estarem sem o corpo físico.

É muito complexo essa situação e necessita do leitor um prévio conhecimento dos esclarecimentos que Allan Kardec codificou pela obra trazida pelo Espírito da Verdade em psicografias através principalmente do “Livro dos Espíritos”, “Livro dos médiuns”, “Evangelho Segundo o Espiritismo”. Foram obras psicografadas em método científico onde as mesmas questões eram feitas e produzidas para várias pessoas dotadas da capacidade de psicografia em cidades diferentes para serem comparadas e finalmente organizadas em várias obras.

Portanto, caso o leitor se interesse pelo assunto aconselho a começar os estudos pelo “Livro dos Espíritos” disponível para download nesse blog ou facilmente encontrado a venda na internet ou livraria espírita. Independente de religião é uma leitura que pode mudar caminhos.

Contudo o propósito desse pequeno texto seria esclarecer uma questão polêmica – referente ao que se chama de bruxaria, cartomante, vidente, trabalho ou outro tipo de consulta que se diz espiritual ou busca resolver problemas pessoais, geralmente de cunho material, por meio de cobrança financeira.

Isso ocorre porque o livre arbítrio fornece total liberdade para cada indivíduo decidir entre o bem e o mal. E muitos escolhem o caminho do mal, do egoísmo, geralmente por desconhecer das leis da vida, pois não sabem que tudo o que se pratica ao próximo, seja ele quem for, retorna para ele mesmo nessa vida ou numa próxima ( 3° lei de Isaac Newton) .

Portanto, existem pessoas que se dizem possuidoras de dons espirituais avançados e são apenas charlatões, existem também pessoas que possuem dons e estão no caminho certo – exemplificando Jesus – e infelizmente, existem também pessoas com dons que dispõe deles para proveito próprio.

Os tipos de faculdades extra-sensoriais e magnéticos que o homem pode ter são inúmeros (todos explicados na obra “Livro dos médiuns”) inclusive existindo o caso popular do “olho gordo” personificado com o “Zeca Pimentel” na Tv.

É interessante ressaltar que geralmente todo o dom que um ser humano possui são responsabilidades que o indivíduo tem de aplicá-lo para o bem, para o auxílio do próximo, para a doação caridosa buscando geralmente cobrir suas dívidas de vidas passadas.

Portanto as pessoas com esses poderes, que os Espiritismo define como médiuns, são na maioria das vezes pessoas com dívidas no passado dotadas agora de dons especiais para resgatá-las usando-os  para o bem comum.

A grande prova de vida para o médium está na dificuldade da escolha entre seguir o bem pela caridade exemplificando Jesus ou cair em tentação, buscando vantagens materiais e pessoais. São dois caminhos. Felizmente as religiões são auxílios para melhor trilhar o caminho seguro da caridade e ajudam em muito.

Uma curiosidade interessante de verificar é que existem pessoas-médiuns com esses dons em todas as religiões. Eu mesmo já conheci um padre que possuía a mediunidade da clarividência, podendo prever o futuro. Não quero comparar religiões nem pretendo buscar pessoas para mudarem de religião, contudo acho indispensável que todos tenham acesso e estudem a obra de Allan Kardec para ter bases concretas e seguras do caminho a seguir.

Assim, podemos dizer que existem pessoas com dons mediúnicos diversos – é uma realidade – e elas possuem o livre arbítrio para usarem esses dons como disporem.

Na parte de dúvidas e perguntas desse blog um caro irmão levanta então uma questão interessante a respeito desse tema:

É possível um espírito encarnado ou desencarnado interferir sobre a vida e/ou os negócios de uma pessoa? Se a resposta for afirmativa, o que devemos fazer para interceptar essa interferência?

Como verificamos que existe influência do mundo espiritual sobre nós, resta saber como acabar com influências negativas.

É uma resposta que também necessita de estudos prévios de pelo menos “O Livro dos Espíritos” onde nos revela as seguintes respostas nas perguntas 551 e 549:

551. Pode um homem mau, com o auxílio de um mau Espírito que lhe seja dedicado, fazer mal ao seu próximo?
“Não; Deus não o permitiria.”

549. Algo de verdade haverá nos pactos com os maus Espíritos?
“Não, não há pactos. Há, porém, naturezas más que simpatizam com os maus Espíritos. Por exemplo: queres atormentar o teu vizinho e não sabes como hás de fazer. Chamas então por Espíritos inferiores que, como tu, só querem o mal e que, para te ajudarem, exigem que também os sirvas em seus maus desígnios. Mas, não se segue que o teu vizinho não possa livrar-se deles por meio de uma conjuração oposta e pela ação da sua vontade. Aquele que intenta praticar uma ação má, pelo simples fato de alimentar essa intenção, chama em seu auxílio maus Espíritos, aos quais fica então obrigado a servir, porque dele também precisam esses Espíritos, para o mal que queiram fazer. Nisto apenas é que consiste o pacto.”

Vejam que nada de mal pode ocorrer contrariando as leis da natureza Divina a um indivíduo. Um espírito não pode nos fazer mal. Contudo na pergunta 549 podemos verificar que pode existir tormentos – o que nada mais é do que as influências espirituais que somos passíveis de recepção, como relata a pergunta 459.

Contudo a resposta para nos livrarmos dessas influências está bem clara:

“Conjuração oposta e pela ação da sua vontade.”

A conjuração oposta nada mais é do que repelir o mal com o bem, com nossa vontade de não ceder aos convites do mal que os espíritos desinformados nos sugerem em nossa mente. Assim, devemos ter pensamentos e principalmente ter ações no bem para construirmos sempre maiores proteções. A prática da caridade é fundamental nos dias de hoje para nos afastar de qualquer influência de espíritos maus e ignorantes das leis da vida. Interessante observar que todo Grupo Espírita possui uma obra de caridade a pessoas menos favorecidas em suas dependências, sempre oferecendo aos freqüentadores a possibilidade de ingresso ao quadro assistencial.

Em seguida devemos ter vontade e firmeza de manter nossos pensamentos no bem, dentro da moral e ética. Talvez esse seja a mais difícil tarefa, pois necessita usar da reforma íntima para nos auto-avaliarmos e buscarmos corrigir nossos próprios defeitos e fraquezas.

No link abaixo tenho algumas sugestões de como buscar bases para reforma íntima:

https://joanadarc.wordpress.com/2007/05/15/bases-para-nossa-reforma-intima-num-mundo-sem-educacao/

Espero ter contribuído para um melhor entendimento do que é um médium, para que ele veio ao mundo e de como devemos buscar nosso aprimoramento moral.





Mantendo a forma física, mental…. e espiritual.

3 10 2008

Evitar excessos e fazer exercícios é um padrão no aconselhamento de profissionais da saúde para viver bem e ter uma boa velhice.

Contudo existem muitos fatos invisíveis que podem fazer muita diferença em relação a saúde física e mental. São nossas ações na maioria das vezes de forma negativa em vidas anteriores que agora estão produzindo reações em forma de doenças e restrições físicas de todos os tipos.

Como assim de vidas passadas? Quer dizer que tivemos outras vidas?

Exato. Parece difícil acreditar nisso, mas perceba bem os detalhes: as características de personalidade, dons de nascença, as boas e más tendências que fervem em cada um de nós desde o nascimento…. São vivências adquiridas em vidas passadas que agora re-surgem. Somos todos espíritos eternos *.

E por que não lembro dessa minha vida passada ?

Simplesmente porque a natureza é perfeita e no processo de fecundação ao nascimento esquecemos quase tudo, pois a energia espiritual livre é presa a um cérebro novinho em folha para novas vivências. Mas note que pelas nossas tendências comportamentais atuais podemos ter indícios do que fomos…

E por que? Qual o motivo de esquecermos tudo?

Imagine no caso de um assassino. Como ele iria realmente ter uma nova chance de fazer o bem trazendo todo o mal na mente? Sem falar – dentre outros – os casos de relacionamento em que muitas vezes somos levados a nascer em determinadas famílias para ter novas chances de reconciliação com antigos inimigos…

Então, sabendo que além de estarmos sendo afetados pelos nossos excessos dessa vida, ainda podemos ser afetados pelos excessos das vidas passadas, devemos ter grande atenção não apenas no quesito alimentação e exercícios – mas também na questão de fazer sempre o bem em todos os nossos sentidos ! Aí sim estaremos garantido uma vida longa e saudável.

Então os excessos dessa vida podemos criar bons hábitos para ter uma nova chance de recuperar a saúde. Mas e quanto a recuperação da saúde de algo que fiz no passado ?

Um bom questionamento – pois um excesso numa vida passada fica registrado em nosso perispírito. Contudo não existe punição eterna, ou seja, tudo que praticamos de errado contra nós mesmos é certo de que iremos sentir na pele cedo ou tarde e assim nos livrar do nosso próprio mal. Contudo também é certo de que toda ação positiva que fizermos a favor do próximo cria condições de amenizar ou até mesmo  apagar as reações negativas de vidas passadas. Por isso a caridade ser tão defendida pelo Espiritismo, por Jesus. E fazer o bem usando todos os nossos sentidos ajuda ainda mais !

Como fazer o bem em todos os nossos sentidos ?

Bem, temos sentidos receptores e transmissores, podemos assim dizer:

• Pelo tato – pegamos algo, sentimos os objetos, sentimos o calor ou frio.
• Pela audição – captamos e ouvimos sons.
• Pela visão – vemos as pessoas, observamos contornos, as formas, cores e muitos outros.
• Pelo olfato – identificamos os cheiros ou os odores.
• Pelo paladar – sentimos os sabores.

Mentalmente devemos criar uma atitude de vigilha em todos esses sentidos físicos, escolhendo conteúdos bons para recebermos e filtrando também o que transmitimos. Contudo todos esses sentidos são coordenados pela mente. Daí a importância de estarmos atentos quanto aos nossos pensamentos. Assim:

  • Ao tocar em alguém, tenha carinho e cuidado, nunca agrida;
  • Ao ouvir algo negativo – não repasse, e sim, busque ambientes e pessoas que produzam bons sons e falas. O mal nunca merece comentário;
  • Ao ver nunca inveje nem crie imagens negativas de nada;
  • Acostume a ajudar as pessoas, os mendigos cheiram mal. Impulsione esse odor para ação na caridade – ajudando-os;
  • Procure bons sabores, se algo queima a boca – a exemplo de certas bebidas quentes – como isso pode ser bom para o organismo?

Toda atividade relativa a excessos são motivados pela vontade e colocadas em prática pelos nossos pensamentos. Assim a criação de bons hábitos seria o combate das vontades negativas e início somente das vontades positivas. Entra em cena o exercício da moralidade sobrepondo o uso da razão e inteligência humana sobre o instinto animal.

Temos o livre-arbítrio de escolher como viver. Como animais gerando reações futuras bastante negativas ou como seres inteligentes – filtrando o bem do mal e assim escolhendo o bem e recebendo o bem de volta no futuro.

Todos os nossos sentidos estão ao nosso comando. Escolhemos viver das sensações vazias – não produzindo futuro algum; ou das atividades construtivas – criando verdadeiro sentido a vida.

Viver com um planejamento de saúde, controlando nossa alimentação, e ainda com um planejamento de bons pensamentos e conseqüentes boas ações – constrói-se o ser em equilíbrio – alongando a vida com boa saúde física, mental e espiritual.

Mas a vida tem muitos problemas – pessoas difíceis, falta de tempo, aluguel atrasado, trabalho em demasia, baixa renda, solidão, problemas familiares, doenças… escrever é fácil ! Como ter equilíbrio na vida real com todos esses problemas ?

O grande desafio é justamente em como se comportar diante das crises familiares, de relacionamento, de trabalho, financeira. Nessa hora que todos somos colocados em prova. Diante das tentações de sair pelo caminho mais fácil, sem trabalho, de fugir das situações, de criar máscaras, de trair, … todos somos convidados nesses momentos de provar que temos fé e moral.

E todo estudante da Doutrina Espírita tem o dever da confiança em si mesmo, pois o estudo provoca uma grande energia de fé pela razão e lógica nos fatos. O Espírita sabe que nunca se está sozinho, que sempre tem companhias espirituais de acordo com os pensamentos diários e que deve praticar o bem para atrair o bem.

Ainda assim, seja no esforço de buscar uma alimentação sadia, na criação de um bom hábito, na vigilância para bons pensamentos – sempre vamos encontrar nossa própria vontade querendo fazer tudo a perder. Nesses momentos vale a oração para criar resistência e força em ações produtivas iluminando o caminho.

Saúde !

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* Maiores detalhes sobre a nossa vida espiritual em “O livro dos Espíritos” – obra codificada por Allan Kardec em psicografia a espíritos superiores onde as mesmas questões eram perguntadas para vários médiuns em cidades diferentes e comparadas antes de sua organização. Download em : www.espirito.org.br