Momento de eliminar a nossa sujeira debaixo do tapete da vida: culpas, arrependimento, tormento, aflição do passado ! Peça perdão, faça o que deixou de fazer, viva agora em paz na quarentena!

26 04 2020

Aceldama, o Campo de Sangue

“Então Judas, que o traiu, vendo que Jesus fora condenado, tocado de remorso, tornou a levar as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos, e disse: Pequei, traindo sangue inocente. Mas eles responderam: Que nos importa? isso é lá contigo. Judas, depois de arremessar as moedas de prata no santuário, retirou-se e foi enforcar-se.
Os principais sacerdotes, tomando as moedas, disseram: Não é lícito deitá-las no tesouro sagrado, porque é preço de sangue.
Depois de deliberarem em conselho, compraram com elas o Campo do Oleiro, a fim de servir de cemitério para os forasteiros.
Por isso aquele campo tem sido chamado até o dia de hoje Campo de sangue.”

Mateus 27:3-8

JESUS

Jesus em nos ensinou que a morte é apenas um portal para o mundo espiritual. E para provar isso retornou para seus apóstolos e toda comunidade de seguidores cristãos no terceiro dia.

Na vida atual, ficamos desesperados com a possibilidade de morte, apesar de todo o ensinamento de Jesus. Diante das crises e perigos que todo ser humano está sujeito, como a pandemia atual, não devemos nos desesperar. A vida é um pequeno ato de uma peça de um grande teatro. Ainda teremos muitas outras peças teatrais para iniciar, com novos papeis e missões a cumprir.

No Livro dos Espíritos, Allan Kardec questiona na pergunta 738 sobre a justiça em um flagelo fatalizar tantos as pessoas de bem quanto os perversos, e Jesus responde:

“Se considerásseis a vida qual ela é e quão pouca coisa representa com relação ao infinito, menos importância lhe daríeis. Em outra vida, essas vítimas acharão ampla compensação aos seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem murmurar.”

Se devemos então viver pensando na eternidade para fugir do desespero, ainda convém ressaltar que Jesus recomendou que nos reconciliamos com as pessoas:

Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta.

Mateus 5:23,24

Ansiedade, depressão, desespero, pânico, todos são a ponta de um iceberg de problemas acumulados que nós vamos aos poucos acumulando, como varrer a poeira para debaixo do tapete. Um dia, não cabe mais nada e a sujeira começa a inundar todo o ambiente da alma !

JUDAS

Assim, Judas também nos revelou um grande ensinamento, o de vigiar nossas atitudes e ações no presente, para que não nos arrependemos delas no futuro, pois tudo o que se planta – haverá de colhermos.

A paz de consciência é um grande tesouro da alma que nos faz ficar tranquilos quanto a nossa partida para o mundo espiritual.

Judas ainda nos ensinou o que não devemos fazer: O suicídio. Tal ato não acaba com nossos arrependimentos, tormentos ou sentimento ruim qual for. Pior: levamos o tormento para o plano espiritual ! E ainda perdemos a chance de tentar resolver isso enquanto ainda estamos vivos, aprendendo com a situação. A chave é resolver o problema aqui e agora conforme Jesus nos ensinou. Procuremos ajuda profissional, temos o telefone 188 para conversar e psicólogos on line gratis nesse período de Corona-vírus < https://bem.care/covidzero/ >.

Busquemos retirar a sujeira debaixo de nosso tapete da vida e certamente nos sentiremos muito melhor!

Dessa forma, além da necessidade de reconciliação, Jesus mais uma vez deu a solução para apagar de nossa mente o arrependimento cristalizado em nossa alma:

2Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira.   (Lucas 16:23)

Aproveitemos esses momentos de meditação em casa, para refletirmos se temos algum arrependimento, mesmo que seja algo simples, como deixar sonhos antigos pra trás, como aprender a fazer croché, ou falar uma língua estrangeira! … Peçamos perdão, Façamos cursos, Estudemos Jesus, e se a situação estiver muito difícil, canalizemos nossas forças e façamos o que Jesus nos pede:

_ Esqueçamos um pouco de nós e vamos nos encontrar com Jesus buscando dar auxílio ao próximo.

Não sabemos quando nosso papel nessa peça teatral atual irá acabar, o autor não revela os acontecimentos seguintes, por isso devemos encenar com a alegria de colaborar com o todo sem deixar guardado nenhum sentimento de aflição nessa jornada.

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Sinônimo de arrepender-se

28 sinônimos de arrepender-se para 3 sentidos da palavra arrepender-se:

3 doerclarificarsalvar-se, remir-se, redimir-se, chorardeplorarsofrerapiedar-secondoer-seafligir-se, apesarar-se, arrepelar-se, atormentar-se, compungir-se, contristar-se, mortificar-se, penitenciar-se, emendarmelhorarreabilitar-seregenerar-se.





Cometer suicídio sem dor?

26 01 2011

anedota-baile-de-mascaras

Já passei por um grande perigo de vida não intencional, e durante aqueles poucos segundo em que se passaram, ao ver que não tinha nada para fazer que pudesse me livrar daquele acidente, um grande frio crescente beirando a dor num choque de adrenalina travou meu corpo, e nesse rápido instante, um grande filme de minha vida passou pela minha cabeça, inclusive os momentos de quando era criança e passeava com meu pai calmamente pela areia da praia no interior… Felizmente sai sem um arranhão, mas as marcas na mente ficaram. Por isso penso o seguinte:

Como matar o que realmente sinto de ruim ?

Talvez exista um método de suicídio que não sinta dor, mas acredito que devemos pensar principalmente na dor do pensamento ! A origem de todos os problemas e angústias: a alma ! Assim reformulo a questão:

Como matar os pensamentos detestáveis da alma ?

Não precisamos acreditar em Deus para crer na vida. Basta lembrar daqueles experiências de infância, em que colocamos uma semente (caroço de feijão) em um algodão mantendo-o úmido. Com os dias, a criança se alegra ao ver que o feijão começa a brotar e crescer ! Nasceu um pequeno pé de feijão ! A energia da vida. Por que aconteceu aquilo ? Nasceu ! De um caroço, multiplicam-se células que a cada dia tornam-se mais complexas, capazes inclusive de realizar a fotossíntese, convertendo a luz solar em energia! É a vida. É o dom da vida que há na natureza e em nós também.

Devemos saber, dessa forma, que apesar de termos o direito de acabar com nossa própria vida, pois temos o livre-arbítrio, tal atitude fere a lei da vida, da criação, a energia do bem natural, o que muitos chamam de Deus ou que podemos chamar apenas de lei natural. Pois estamos matando nosso corpo físico apenas !!!

Como sei dessa realidade? Ora qualquer um pode investigar a vida de Chico Xavier e ver os fatos comprovados dele, de comunicação com os mortos. Quem não viu aquele filme do Chico Xavier? Se não viu, vale a pena, pois é real. A vida da alma após a morte é comprovada, inclusive já foi aceito psicografia do Chico na Justiça.

Portanto: O pensamento e as emoções não podemos eliminar com o suicídio! Com a morte, a alma não morre, só o corpo físico.

Então como resolver o problema, as angústias, as dores, o desespero ?? Podemos fugir de várias formas, fugir da cidade, fugir até do país, mas podemos voltar um dia. Contudo na morte não há retorno…

E assim, como acabar realmente com as aflições que estão em nossa cabeça, já que matar o corpo não adianta?

Foco na origem. Assim, antes de mais nada, é interessante ter ciência também de que :

Os pensamentos suicidas podem ter origem em doenças. Procure um médico já. Exemplos de doenças que levam a pensamentos suicidas diretos e indiretos: sífilis, insônia, infecção no ouvido, doença meningocócica, doença de graves, tumor cerebral, lúpus, depressão, transtorno bipolar; E em mulheres – Síndrome pré-menstrual, menopausa. Dentre outros.

Podemos ter um problema físico apenas, e um comprimido por dia nos fará pessoas mais felizes para ver o final daquela série da Netfix – que a cada ano surge uma nova temporada.

Outra atitude importante é conversar com alguém. Falar. Para isso, basta ligar pro número 188 pelo telefone. É do Centro de Valorização da Vida, onde possuem pessoas que gostariam muito de ouvir os seus problemas e quem sabe dar uma opinião que possa ajudar a encontrar uma solução para localizar a origem e assim buscar soluções.

Importante também entender que facilmente todos temos distorções. Assim como nossa visão pensa ver uma poça de água no asfalto quente (Quem já não viu essa miragem?) – nossa mente também produz miragens! Os acontecimentos, produzem pensamentos e assim criamos emoções, e com elas, produzimos ações.

A origem das emoções podem ser estudadas por psicólogos e assim eles conseguem detectar se a origem dos pensamentos são distorções.

E diante de distorções ruins cristalizadas na mente, pensa-se em suicídio.

Mas o suicídio mata apenas o corpo físico ! Nossa alma eterna guarda nossos pensamentos e emoções para a vida eterna. Para matar com os nossos pensamentos de dor, raiva, angústia, vergonha – a única solução é colocá-los para fora, perdoar aos outros e principalmente a si mesmo. E mudar de direção do pensamento, das miragens que surgem !

Mas para isso devemos falar de nossos problemas com alguém. Fale com familiares, ou pelo menos Disque 188 e converse. O suicídio é uma grande armadilha, que centenas de pessoas entram diariamente por falta de informação ou de procura de um médico. Admitir ajuda de um terapeuta comportamental seria muito positivo. Hoje em dia, até os empresários buscam terapias cognitivas para se desenvolverem melhor profissionalmente. Não há mais preconceitos. É necessário identificar a origem e mudar a sintonia.

Podemos ter uma angústia que parece sem solução, mas com o tempo irá passar! Na vida, tudo passa. As dores passam. As pessoas esquecem de tudo. Até mesmo as coisa boas também passam. Tudo passa ! Só não passa o arrependimento da morte após fazê-la.

Assim, penso que eu: Nunca gostaria que durante o ato de suicídio,  aquele filme de minha vida viesse em minha mente nos últimos segundos, e sentisse grande saudade da vida de moleque somado com aquele sentimento de querer recomeçar a vida na roça… – mas já vai ser tarde demais, pois não terá como voltar com a prática do suicídio iniciado e a morte é iminente, mesmo diante do arrependimento tardio. Pior do que as angústias de agora, é o desespero do arrependimento tardio sem volta.

Diante do cenário pior que existir, saiba que há pessoas que te amam, que suas angústias irão passar um dia, que pode estar com uma doença física, que a tendencia da natureza é a vida, e que nossa alma é eterna, e assim nossas emoções não morrem com o suicídio.


“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”  Chico Xavier.


Abaixo um livro que revela os relatos de uma alma de uma pessoa que praticou o suicídio, em psicografia através de um médium espírita:

  Download do livro em áudio…

http://audioespirita.blogspot.com/2009/06/audio-livro-memorias-de-um-suicida.html

Produzido em psicografa pela médium Yvonne Amaral Pereira

Obs. A psicografia é um fato comprovado cientificamente pela sua observação e repetição, mesmo sem explicação física-teórica pela ciência  atual todo fato observado e repetido torna-se aprovado pela metodologia. A investigação da vida do médium Chico Xavier é outra prova.

Abaixo um vídeo de uma palestra do Divaldo Franco sobre suicídio e família.

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Segue abaixo suas poesias psicografadas por Chico Xavier, na obra Parnaso de Além Túmulo de espíritos que praticaram o suicídio:

AutorAntero de Quental, NASCIDO na ilha de São Miguel, nos Açores, em 1842, e morto por suicídio, em 1891.

À MORTE

Ó Morte, eu te adorei, como se foras
O Fim da sinuosa e negra estrada,
Onde habitasse a eterna paz do Nada
As agonias desconsoladoras.

Eras tu a visão idolatrada
Que sorria na dor das minhas horas,
Visão de tristes faces cismadoras,
Nos crepes do Silêncio amortalhada.

Busquei-te, eu que trazia a alma já morta,
Escorraçada no padecimento,
Batendo alucinado à tua porta;

E escancaraste a porta escura e fria,
Por onde penetrei no Sofrimento,
Numa senda mais triste e mais sombria.

SONETO

Quisera crer, na Terra, que existisse
Esta vida que agora estou vivendo,
E nunca encontraria abismo horrendo,
De amargoso penar que se me abrisse.

Andei cego, porém, e sem que visse
Meu próprio bem na dor que ia sofrendo;
Desvairado, ao sepulcro fui descendo,
Sem que a Paz almejada conseguisse.

Da morte a Paz busquei, como se fora
Apossar-me do eterno esquecimento,
Ao viver da minhalma sofredora;

E em vez de imperturbáveis quietitudes,
Encontrei os Remorsos e o Tormento,
Recrudescendo as minhas dores rudes.

O REMORSO

Quando fugi da dor, fugindo ao mundo,
Divisei aos meus pés, de mim diante,
A medonha figura de gigante
Do Remorso, de olhar grave e profundo.

Era de ouvir-lhe o grito gemebundo,
Sua voz cavernosa e soluçante!…
Aproximei-me dele, suplicante,
Dizendo-lhe, cansado e moribundo: —

“Que fazes ao meu lado, corvo horrendo,
Se enlouqueci no meu degredo estranho,
Acordando-me em lágrimas, gemendo?”

Ele rius-e e clamou para meus ais:
“Companheiro na dor, eu te acompanho,
Nunca mais te abandono! Nunca mais!”


Um caso real de um relato de um suicida no plano espiritual em psicografia de Chico Xavier, na obra Libertação:

“(…) Conduzindo-me desse modo, pedi a uma das irmãs presentes, em deploráveis condições perispiríticas, expor-nos, por gentileza, a experiência de que fora objeto. A infortunada concentrou a atenção de todos, em virtude das feridas extensas que mostrava no semblante agora erguido. — Ai de mim! — começou, penosamente —ai de mim, a quem a paixão cegou e venceu, transportando-me ao suicídio! Mãe de dois filhos, não suportei a solidão que o mundo me impusera com a morte de meu marido tuberculoso. Cerrei os olhos ao campo de obrigações que me convidavam ao entendimento e sufoquei as reflexões ante o futuro que se avizinhava. Olvidei o lar, os filhos, os compromissos assumidos e precipitei-me no vale fundo de sofrimentos inenarráveis. Há quinze anos, precisamente, vagueio sem pouso, à feição da ave imprevidente que aniquilasse o ninho… Leviana que fui! quando me vi só e aparentemente desamparada, entreguei meus pobres filhos a parentes caridosos e sorvi, louca, o veneno que me desintegraria o corpo menosprezado. Supunha reencontrar o esposo querido ou chafurdar-me no abismo da inexistência; todavia, nem uma realização nem outra me surpreenderam o coração. Despertei sob denso nevoeiro de lama e cinza e debalde clamei socorro, à face dos padecimentos que me asfixiavam. Coberta de chagas, qual se o tóxico letal me atingisse os mais finos tecidos da alma, gritei sem destino certo! A essa altura, porque a emotividade lhe interceptasse a voz, interferi, perguntando, de modo a fixar o ensinamento: — E não conseguiu retornar ao santuário doméstico? — Ah! sim! fui até lá — informou a interpelada tentando dominar-se —, mas, para acentuar-me a angústia, o toque de meu carinho nos filhos amados, que confiara aos parentes próximos, provocava-lhes aflição e enfermidade. As irradiações de minha dor lhes alcançavam os corpos tenros, envenenando-lhes a carne delicada, através da respiração. Quando compreendi que a minha presença lhes inoculava pavoroso “vírus fluídico”, deles fugi aterrada. É preferível suportar o castigo de minha própria consciência isolada e sem rumo que infligir- lhes sofrimento sem causa! Experimentei medo e horror de mim mesma. Desde então, perambulo sem consolo e sem norte. É por isto que venho até aqui implorando alívio e segurança. Estou cansada e vencida…



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