Cometer suicídio ser dor?

26 01 2011

anedota-baile-de-mascaras

Já passei por um grande perigo de vida não intencional, e durante aqueles poucos segundo em que se passaram, ao ver que não tinha nada para fazer que pudesse me livrar daquele acidente, um grande frio crescente beirando a dor num choque de adrenalina travou meu corpo, e nesse rápido instante, um grande filme de minha vida passou pela minha cabeça, inclusive os momentos de quando era criança e passeava com meu pai calmamente pela areia da praia no interior… Felizmente sai sem um arranhão, mas as marcas na mente ficaram. Por isso penso o seguinte:

Como matar o que realmente sinto de ruim ?

Talvez, o suicídio, tenha algum método que não sinta dor, alguma forma de morrer sem sentir dor, mas acredito que deve-se pensar principalmente na dor do pensamento ! A origem de todos os problemas e angústias: a alma ! Assim reformulo a questão:

Como matar os pensamentos detestáveis da alma ?

Não precisamos acreditar em Deus para crer na vida. Basta lembrar daqueles experiências de infância, em que colocamos uma semente (caroço de feijão) em um algodão mantendo-o úmido. Com os dias, a criança se alegra ao ver que o feijão começa a brotar e crescer ! Nasceu um pequeno pé de feijão ! A energia da vida. Por que aconteceu aquilo ? Nasceu ! De um caroço, multiplicam-se células que a cada dia tornam-se mais complexas, capazes inclusive de realizar a fotossíntese, convertendo a luz solar em energia! É a vida. É o dom da vida que há na natureza e em nós também.

Devemos saber, dessa forma, que apesar de termos o direito de acabar com nossa própria vida, pois temos o livre-arbítrio, tal atitude fere a lei da vida, da criação, a energia do bem natural, o que muitos chamam de Deus ou que podemos chamar apenas de lei natural. Pois estamos matando nosso corpo físico apenas !!!

Como sei dessa realidade? Ora qualquer um pode investigar a vida de Chico Xavier e ver os fatos comprovados dele, de comunicação com os mortos. Quem não viu aquele filme do Chico Xavier? Se não viu, vale a pena, pois é real. A vida da alma após a morte é comprovada, inclusive já foi aceito psicografia do Chico na Justiça.

Portanto: O pensamento e as emoções não se podem matar o suicídio! Com a morte, a alma não morre, só o corpo físico.

Então como resolver o problema, as angústias, as dores, o desespero ?? Podemos fugir de várias formas, fugir da cidade, fugir até do país, mas podemos voltar um dia. Contudo na morte não há retorno…

E assim, como acabar realmente com a dor que está em nossa cabeça, já que matar o corpo não adianta?

Antes de mais nada, é interessante ter ciência também de que :

Os pensamentos suicidas podem ter origem em doenças. Procure um médico já. Exemplos de doenças que levam a pensamentos suicidas diretos e indiretos: sífilis, insônia, infecção no ouvido, doença meningocócica, doença de graves, tumor cerebral, lúpus, depressão, transtorno bipolar; E em mulheres – Síndrome pré-menstrual, menopausa. Dentre outros.

Podemos ter um problema físico apenas, e um comprimido por dia nos fará pessoas mais felizes para ver o final daquela série da Netfix – que a cada ano surge uma nova temporada.

Outra atitude importante é conversar com alguém. Falar. Para isso, basta ligar pro número 188 pelo telefone. É do Centro de Valorização da Vida, onde possuem pessoas que gostariam muito de ouvir os seus problemas e quem sabe dar uma opinião que possa ajudar a encontrar uma solução.

Importante também entender que facilmente todos temos distorções. Assim como a vista pensa ver uma poça de água no asfalto quente (Quem já não viu essa miragem?) nossa mente também produz miragens. Os acontecimentos, produzem pensamentos que geram emoções, e com elas, produzimos ações. Diante de emoções terríveis o bastante, pensa-se em suicídio. Mas o suicídio mata apenas o corpo físico ! Nossa alma eterna guarda nossos pensamentos e emoções para a vida eterna. Para matar com os nossos pensamentos de dor, raiva, angústia, vergonha – a única solução é colocá-los para fora, perdoar aos outros e principalmente a si mesmo. E mudar de direção do pensamento, das miragens que surgem !

Mas para isso devemos falar de nossos problemas com alguém. Fale com familiares, ou pelo menos Disque 188 e converse. O suicídio é uma grande armadilha, que centenas de pessoas entram diariamente por falta de informação ou falta de procura de um médico. Admitir ajuda de um terapeuta comportamental seria muito positivo. Hoje em dia, até os empresários buscam terapias cognitivas para se desenvolverem melhor profissionalmente. Não há mais preconceitos.

Podemos ter uma angústia que parece sem solução, mas com o tempo irá passar! Na vida, tudo passa. As dores passam. As pessoas esquecem de tudo. Até mesmo as coisa boas também passam. Tudo passa ! Só não passa o arrependimento da morte após fazê-la.

Assim, penso que eu: Nunca gostaria que durante o ato de suicídio,  aquele filme de minha vida viesse em minha mente nos últimos instantes, e sentisse grande saudade da vida de moleque, e queira recomeçar a vida na roça… – mas já vai ser tarde demais, pois não terá como voltar com a prática e a morte é iminente, mesmo diante do arrependimento tardio.

Diante do cenário pior que existir, saiba que há pessoas que te amam, que suas angústias irão passar um dia, que pode estar com uma doença física, que a tendencia da natureza é a vida, e que nossa alma é eterna, e assim nossas emoções não morrem com o suicídio.


“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”  Chico Xavier.


Abaixo um livro que revela os relatos de uma alma de uma pessoa que praticou o suicídio, em psicografia através de um médium espírita:

  Download do livro em áudio…

http://audioespirita.blogspot.com/2009/06/audio-livro-memorias-de-um-suicida.html

Produzido em psicografa pela médium Yvonne Amaral Pereira

Obs. A psicografia é um fato comprovado cientificamente pela sua observação e repetição, mesmo sem explicação física-teórica pela ciência  atual todo fato observado e repetido torna-se aprovado pela metodologia. A investigação da vida do médium Chico Xavier é outra prova.

Abaixo um vídeo de uma palestra do Divaldo Franco sobre suicídio e família.

————————————————————————————————–

Segue abaixo suas poesias psicografadas por Chico Xavier, na obra Parnaso de Além Túmulo.

AutorAntero de Quental, NASCIDO na ilha de São Miguel, nos Açores, em 1842, e desencarnado por suicídio, em 1891.

À MORTE

Ó Morte, eu te adorei, como se foras
O Fim da sinuosa e negra estrada,
Onde habitasse a eterna paz do Nada
As agonias desconsoladoras.

Eras tu a visão idolatrada
Que sorria na dor das minhas horas,
Visão de tristes faces cismadoras,
Nos crepes do Silêncio amortalhada.

Busquei-te, eu que trazia a alma já morta,
Escorraçada no padecimento,
Batendo alucinado à tua porta;

E escancaraste a porta escura e fria,
Por onde penetrei no Sofrimento,
Numa senda mais triste e mais sombria.

SONETO

Quisera crer, na Terra, que existisse
Esta vida que agora estou vivendo,
E nunca encontraria abismo horrendo,
De amargoso penar que se me abrisse.

Andei cego, porém, e sem que visse
Meu próprio bem na dor que ia sofrendo;
Desvairado, ao sepulcro fui descendo,
Sem que a Paz almejada conseguisse.

Da morte a Paz busquei, como se fora
Apossar-me do eterno esquecimento,
Ao viver da minhalma sofredora;

E em vez de imperturbáveis quietitudes,
Encontrei os Remorsos e o Tormento,
Recrudescendo as minhas dores rudes.

O REMORSO

Quando fugi da dor, fugindo ao mundo,
Divisei aos meus pés, de mim diante,
A medonha figura de gigante
Do Remorso, de olhar grave e profundo.

Era de ouvir-lhe o grito gemebundo,
Sua voz cavernosa e soluçante!…
Aproximei-me dele, suplicante,
Dizendo-lhe, cansado e moribundo: —

“Que fazes ao meu lado, corvo horrendo,
Se enlouqueci no meu degredo estranho,
Acordando-me em lágrimas, gemendo?”

Ele rius-e e clamou para meus ais:
“Companheiro na dor, eu te acompanho,
Nunca mais te abandono! Nunca mais!”


Um caso real de um relato de um suicida no plano espiritual em psicografia de Chico Xavier, na obra Libertação:

“(…) Conduzindo-me desse modo, pedi a uma das irmãs presentes, em deploráveis condições perispiríticas, expor-nos, por gentileza, a experiência de que fora objeto. A infortunada concentrou a atenção de todos, em virtude das feridas extensas que mostrava no semblante agora erguido. — Ai de mim! — começou, penosamente —ai de mim, a quem a paixão cegou e venceu, transportando-me ao suicídio! Mãe de dois filhos, não suportei a solidão que o mundo me impusera com a morte de meu marido tuberculoso. Cerrei os olhos ao campo de obrigações que me convidavam ao entendimento e sufoquei as reflexões ante o futuro que se avizinhava. Olvidei o lar, os filhos, os compromissos assumidos e precipitei-me no vale fundo de sofrimentos inenarráveis. Há quinze anos, precisamente, vagueio sem pouso, à feição da ave imprevidente que aniquilasse o ninho… Leviana que fui! quando me vi só e aparentemente desamparada, entreguei meus pobres filhos a parentes caridosos e sorvi, louca, o veneno que me desintegraria o corpo menosprezado. Supunha reencontrar o esposo querido ou chafurdar-me no abismo da inexistência; todavia, nem uma realização nem outra me surpreenderam o coração. Despertei sob denso nevoeiro de lama e cinza e debalde clamei socorro, à face dos padecimentos que me asfixiavam. Coberta de chagas, qual se o tóxico letal me atingisse os mais finos tecidos da alma, gritei sem destino certo! A essa altura, porque a emotividade lhe interceptasse a voz, interferi, perguntando, de modo a fixar o ensinamento: — E não conseguiu retornar ao santuário doméstico? — Ah! sim! fui até lá — informou a interpelada tentando dominar-se —, mas, para acentuar-me a angústia, o toque de meu carinho nos filhos amados, que confiara aos parentes próximos, provocava-lhes aflição e enfermidade. As irradiações de minha dor lhes alcançavam os corpos tenros, envenenando-lhes a carne delicada, através da respiração. Quando compreendi que a minha presença lhes inoculava pavoroso “vírus fluídico”, deles fugi aterrada. É preferível suportar o castigo de minha própria consciência isolada e sem rumo que infligir- lhes sofrimento sem causa! Experimentei medo e horror de mim mesma. Desde então, perambulo sem consolo e sem norte. É por isto que venho até aqui implorando alívio e segurança. Estou cansada e vencida…



Artigos Relacionados:

Provas da Reencarnação

https://joanadarc.wordpress.com/2008/11/17/provas-da-reencarnacao/

Sobre o Perdão

https://joanadarc.wordpress.com/category/perdao-espirita/

Medo da Morte

https://joanadarc.wordpress.com/2007/08/07/combatendo-nossos-medos/

O Livro dos Espíritos

https://joanadarc.wordpress.com/2007/12/24/livro-dos-espiritos-uma-leitura-de-vital-importancia-neste-natal/

Imperdível…

http://espiritananet.blogspot.com/search/label/Suic%C3%ADdio

Prisões…

http://alexcastro.com.br/suicidio/