O Carinha ensina como praticar o suicídio sem sentir dor

26 01 2011

Ele era o cara!

Quando alguém te chama para ir a uma festa, certamente pergunta como é essa festa, correto ?

E você também se informa sob quem irá estar nessa festa, se terá algum artista no comando ou dj, sem contar o principal – se conhece alguém que já foi nessa festa para se informar se é realmente boa….  e finalmente como irá para e festa e como retornará.

Ir a uma festa sem questionamentos, somente se estiver com uma pessoa de sua inteira confiança, amigão mesmo né…

E… é claro, se você estiver com vontade!

Assim se o caro leitor está pensando em suicídio e ainda quer saber se irá sentir dor nesse ato – melhor se informar bem –  para saber dos detalhes. E sondar com o carinha que partiu para a dita festa sem questionar, pode ser uma ótima ideia.. Ele pode dar algumas pistas…

Afinal aquela voz interior te convidando a todo momento a fazer algo contra ti mesmo(a) – você não pode dizer que é um amigo, afinal não devemos confiar muito em nós mesmo… quantas vezes olhamos para uma rodovia, pensamos que existe água na pista e é uma miragem reflexo do sol… somos muito falhos em nossos sentidos e pensamentos certamente. O carinha não tinha pensado nisso antes… Vamos a entrevista…

_ Mas carinha como é morrer pelo suicídio?

Assim te digo, morrer foi um susto, como uma queda, um pânico. Mas como é bem rápido isso não é o pior, afinal somos tão frágeis, andamos em uma corda bamba por toda nossa vida, mas pensamos que somos super-heróis invencíveis…

_E qual é o maior problema?

Mano, o problema todo não é a morte em si, mas morrer antes da hora. E com o agravante de ter sido premeditada pelo cara aqui – agora não existo mais,  porém ainda existo… pelo menos deveria ainda existir.

Morri! Perdi o meu corpinho atlético tipo jogador de baralho, … é, mas nosso espírito, alma, ou sei lá – inteligência – continua com a bagagem de todos os nossos sentimentos, problemas, limitações, amores, desgostos, e até forma feia como antes.

Mas é pior ainda, não sou mais o cara… sou um morto vivo, uma alma sem corpo – mas com energia ainda da vida vomitando dor por ainda todos os anos que eu teria para viver… ah que dor ahhh….

Sabe, queria muito voltar, mas não perguntei como iria voltar, só me disseram como ir e confiei em mim mesmo. Não questionei como era aqui – só imaginei e presumi belezas, liberdade… mas nem luz, nem música tem, só gritos de dor, de minha dor física, de minha dor de arrependimento e das dores de outros suicidas que também estão nessa festa de terror… como são feridos horríveis como eu… nos lamentando …

Um certo dia, orei com fervor chorando como um bebê, nunca antes assim, pelo desespero, e ouvi uma voz suave dizendo que voltaria a Terra para dar valor a vida… mas somente após sofrer e eliminar toda minha energia vital e morrer realmente.  Agora eu sei que tudo o que sofremos não é culpa de Deus – Pai de amor –  mas  reagimos às nossas próprias ações do passado… Que seja!

_Afinal e quanto a dor?

E respondendo a questão mano, não há suicídio sem dor e sem consequência futura para nós mesmos. A imagem que temos de buscar liberdade antes do suicídio é tudo miragem… Por menor que seja a dor no ato da morte, depois da fuga irreal nada irá conseguir diminuir a ardência da culpa nem mudar, de imediato, o lugar deprimente para onde se está. Esse é o fim da história.

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“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”

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Dica do Carinha – Se precisar desabafar no anonimato existem pessoas prontas para atendê-lo no site CVV.org bastando clicar aqui ou discando 141 

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Os pensamentos suicidas podem ter origem em doenças. Procure um médico já. Exemplos de doenças que levam a pensamentos suicidas diretos e indiretos: sífilis, insônia, infecção no ouvido, doença meningocócica, doença de graves, tumor cerebral, lúpus, depressão, transtorno bipolar; E em mulheres – Síndrome pré-menstrual, menopausa. Dentre outros.

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Texto Baseado no livro ditado pelo espírito Camilo Cândido Botelho à Yvonne A.Pereira em psicografia mediúnica:

  Download do livro em áudio…

http://audioespirita.blogspot.com/2009/06/audio-livro-memorias-de-um-suicida.html

Produzido em psicografa pela médium Yvonne Amaral Pereira

Obs. A psicografia é um fato comprovado cientificamente pela sua observação e repetição, mesmo sem explicação física-teórica pela ciência  atual todo fato observado e repetido torna-se aprovado pela metodologia. A investigação da vida do médium Chico Xavier é outra prova.

Abaixo um vídeo de uma palestra do Divaldo Franco sobre suicídio e família.

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Segue abaixo suas poesias psicografadas por Chico Xavier, na obra Parnaso de Além Túmulo.

AutorAntero de Quental, NASCIDO na ilha de São Miguel, nos Açores, em 1842, e desencarnado por suicídio, em 1891.

À MORTE

Ó Morte, eu te adorei, como se foras
O Fim da sinuosa e negra estrada,
Onde habitasse a eterna paz do Nada
As agonias desconsoladoras.

Eras tu a visão idolatrada
Que sorria na dor das minhas horas,
Visão de tristes faces cismadoras,
Nos crepes do Silêncio amortalhada.

Busquei-te, eu que trazia a alma já morta,
Escorraçada no padecimento,
Batendo alucinado à tua porta;

E escancaraste a porta escura e fria,
Por onde penetrei no Sofrimento,
Numa senda mais triste e mais sombria.

SONETO

Quisera crer, na Terra, que existisse
Esta vida que agora estou vivendo,
E nunca encontraria abismo horrendo,
De amargoso penar que se me abrisse.

Andei cego, porém, e sem que visse
Meu próprio bem na dor que ia sofrendo;
Desvairado, ao sepulcro fui descendo,
Sem que a Paz almejada conseguisse.

Da morte a Paz busquei, como se fora
Apossar-me do eterno esquecimento,
Ao viver da minhalma sofredora;

E em vez de imperturbáveis quietitudes,
Encontrei os Remorsos e o Tormento,
Recrudescendo as minhas dores rudes.

O REMORSO

Quando fugi da dor, fugindo ao mundo,
Divisei aos meus pés, de mim diante,
A medonha figura de gigante
Do Remorso, de olhar grave e profundo.

Era de ouvir-lhe o grito gemebundo,
Sua voz cavernosa e soluçante!…
Aproximei-me dele, suplicante,
Dizendo-lhe, cansado e moribundo: —

“Que fazes ao meu lado, corvo horrendo,
Se enlouqueci no meu degredo estranho,
Acordando-me em lágrimas, gemendo?”

Ele rius-e e clamou para meus ais:
“Companheiro na dor, eu te acompanho,
Nunca mais te abandono! Nunca mais!”


Um caso real de um relato de um suicida no plano espiritual em psicografia de Chico Xavier, na obra Libertação:

 

“(…) Conduzindo-me desse modo, pedi a uma das irmãs presentes, em deploráveis condições perispiríticas, expor-nos, por gentileza, a experiência de que fora objeto. A infortunada concentrou a atenção de todos, em virtude das feridas extensas que mostrava no semblante agora erguido. — Ai de mim! — começou, penosamente —ai de mim, a quem a paixão cegou e venceu, transportando-me ao suicídio! Mãe de dois filhos, não suportei a solidão que o mundo me impusera com a morte de meu marido tuberculoso. Cerrei os olhos ao campo de obrigações que me convidavam ao entendimento e sufoquei as reflexões ante o futuro que se avizinhava. Olvidei o lar, os filhos, os compromissos assumidos e precipitei-me no vale fundo de sofrimentos inenarráveis. Há quinze anos, precisamente, vagueio sem pouso, à feição da ave imprevidente que aniquilasse o ninho… Leviana que fui! quando me vi só e aparentemente desamparada, entreguei meus pobres filhos a parentes caridosos e sorvi, louca, o veneno que me desintegraria o corpo menosprezado. Supunha reencontrar o esposo querido ou chafurdar-me no abismo da inexistência; todavia, nem uma realização nem outra me surpreenderam o coração. Despertei sob denso nevoeiro de lama e cinza e debalde clamei socorro, à face dos padecimentos que me asfixiavam. Coberta de chagas, qual se o tóxico letal me atingisse os mais finos tecidos da alma, gritei sem destino certo! A essa altura, porque a emotividade lhe interceptasse a voz, interferi, perguntando, de modo a fixar o ensinamento: — E não conseguiu retornar ao santuário doméstico? — Ah! sim! fui até lá — informou a interpelada tentando dominar-se —, mas, para acentuar-me a angústia, o toque de meu carinho nos filhos amados, que confiara aos parentes próximos, provocava-lhes aflição e enfermidade. As irradiações de minha dor lhes alcançavam os corpos tenros, envenenando-lhes a carne delicada, através da respiração. Quando compreendi que a minha presença lhes inoculava pavoroso “vírus fluídico”, deles fugi aterrada. É preferível suportar o castigo de minha própria consciência isolada e sem rumo que infligir- lhes sofrimento sem causa! Experimentei medo e horror de mim mesma. Desde então, perambulo sem consolo e sem norte. É por isto que venho até aqui implorando alívio e segurança. Estou cansada e vencida…


 

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