Nossa meta de vida para os próximos 500 anos.

7 06 2015

Muitos ao verificar o título desse pequeno artigo pode achar que isso é loucura… Mas vamos com calma…

No artigo anterior, sobre algumas dicas baseadas na Doutrina Espírita para passar em concursos públicos, falei sobre “ter objetivo bem definido” a nível profissional. Saber qual área seguir, qual concurso investir, e finalmente quais matérias essenciais estudar, mesmo sem previsão de concurso específico, com isso, o concurseiro estará com uma boa base geral para atingir a meta.

“Não faça com que a pressa de colher estrague o seu momento de plantar” (Teilhard de Chardin)

Contudo com os esclarecimentos da Doutrina Espírita, verificamos que todos nós já tivemos vivências anteriores a esta vida e estamos a cada segundo gerando efeitos para o futuro. Mas não apenas o futuro a curto, médio e longo prazo desta vida… E sim gerando efeitos para vidas futuras com nossas ações de agora.

Mesmo para quem já tem conhecimento da Doutrina Espírita, muitos ainda não pensaram sobre isso. Mas o planejamento é muito importante para nossa própria felicidade. Registrar num diário um planejamento de ações e atitudes certamente irá ajudar o indivíduo a colher bons frutos no futuro.

 Na obra “Livro dos Espíritos”, encontramos a seguinte recomendação do Espírito Santo Agostinho:

“Fazei o que eu fazia quando vivi na Terra: no fim de cada dia interrogava a minha consciência. Passava em revista o que havia feito e perguntava a mim mesmo se não tinha faltado ao cumprimento de algum dever. Se ninguém teria tido motivo para se queixar de mim. Foi assim que cheguei a me conhecer e ver o que em mim necessitava de reforma.”

Para quem não conhece a Doutrina Espírita, talvez tenha que primeiramente avaliar a questão da reencarnação, pois é um assunto mais polêmico e muitos tem resistência em admitir tal possibilidade. Mesmo olhando para nós mesmos, verificando que todos temos boas e más tendências desde o nascimento, é difícil compreender que tais vivências registradas no subconsciente desde o nascimento na realidade foram adquiridas em vidas passadas a esta. Para quem busca se aprofundar no tema reencarnação para refletir sobre o assunto temos o artigo  Provas da Reencarnação.

Com essa questão refletida podemos então iniciar um planejamento não apenas de dez, vinte ou cinquenta anos a frente, mas podemos pensar em planejar o que queremos para nós por quinhentos, oitocentos, mil anos a frente !

A felicidade é a busca de todos os seres humanos, mesmo sendo um conceito diverso para cada tipo de pessoa, todos queremos ser felizes de um certo jeito. Mas o que é felicidade e como consegui-la ?

Para isso temos uma receita nos fornecida pelos próprios Espíritos Superiores no Livro dos Espíritos na pergunta 922 de Allan Kardec:

922 – A felicidade terrena é relativa à posição de cada um; o que é suficiente para a felicidade de um faz a desgraça de outro. Há, entretanto, uma medida comum de felicidade para todos os homens?

  R:   – Para a vida material, a posse do necessário; para a vida moral, a consciência pura e a fé no futuro.

Com essa importante receita podemos planejar uma vida com equilíbrio. Não adianta o indivíduo conseguir boa vida material desonestamente agora para depois necessitar resgatar tal dívida como miserável em outra reencarnação… A verdadeira felicidade não está nos objetos materiais. Como muitos objetos de adoração capitalista são difíceis de alcançar, como Iates e mansões, é comum pensarmos que “possuir ” tais objetos é a felicidade.

Então podemos começar a escrever um esboço de como alcançar a meta da felicidade plena, a felicidade que ainda não é possível sentir nesse planeta, mas que pode ser construída desde agora, mesmo se já praticamos muitas faltas no passado.

Para alavancar essa meta nos próximos 500 anos temos que começar já com algumas medidas para serem praticadas durante nossa vida de agora:

1) superar nossos defeitos – disciplinando-os;

2) resgatar dívidas pretéritas – sem revolta;

3) resistir com sucessos em nossas provações;

4) praticar caridade verdadeiramente.

Parece simples, mas não é.

O orgulho que todos temos, geralmente nos impede de ver e sentir nossos próprios defeitos. As relações de casamento e convívio familiar – que são as maiores chances de descobrir nossos defeitos – são desperdiçadas com intolerância e incompreensão.

Quando sofremos uma perda física ou material geralmente nos revoltamos até mesmo contra Deus e nos afastamos de todo o benefício do Alto. A maior concentração de renda é buscada a todo o custo gerando um sentimento de amargor, pois dinheiro nunca é muito.

Quando surgem oportunidades de tirar vantagem alheia, receber uma propina, burlar uma Lei, usar notas frias, praticar pequenos delitos (não respeitar direitos autorias, furar uma fila,etc) geralmente caímos na tentação, pois “se eu não fizer, outro faz” …

E assim ficamos ainda mais distantes da verdadeira meta de real felicidade, pois estamos gerando novas situações negativas para nossa própria vida futura, com mais dor e perdas… dessa forma se não for nessa vida teremos que resgatar nas próximas, pois a colheita é obrigatória.

Nesse período de quinhentos anos, se tivermos sorte e muita vontade, poderemos reencarnar algumas vezes e ter a chance de resgatar mais dívidas e melhorar ainda mais nosso ser moral e intelectual para nossa própria evolução, encurtando a distância da real felicidade.

Lembrando ainda que ” o amor cobre uma multidão de pecados”, dessa forma podemos iniciar agora com a prática do bem em suas inúmeras formas as ações que irão buscar o verdadeiro perdão e resgate de nossas faltas.

PERDAO

A Doutrina Espírita promove inúmeros recursos através do Verdadeiro Centro Espírita – atuando como um agente facilitador de nossa busca pela felicidade, dispondo a oferta de trabalho voluntário para nos engajarmos e fornecendo estudos sistemáticos sobre tudo que o plano espiritual busca nos ensinar. Planejar uma rota segura para os próximos quinhentos anos, fica mais fácil… e a verdadeira felicidade, mais perto.

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https://joanadarc.wordpress.com/?s=felicidade

 

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Todas as boas coisas…

15 04 2012

Nelly Furtado

Flames to dust
Lovers to friends
Why do all good things come to an end?

Chamas ao Pó
Amantes à Amigos
Por que todas as coisas boas chegam ao fim?

Nesse vídeo da cantora Nelly Furtado temos uma letra que questiona por que todas as coisas boas chegam ao fim.  Parece algo simples, mas ao mesmo tempo é bastante complexo e essa reflexão deveria rodar nossa mente em todo instante.

Afinal, por que tudo o que é bom mostra-se passageiro?

Na realidade, não é tudo o que é bom que passa, mas tudo o que se refere as sensações torna-se passageiro.

Além do mais, tudo o que é ruim, nossas sensações de dores também acabam sendo passageiras do mesmo modo.

Mesmo no caso de um relacionamento, se for apenas baseado nas sensações, sem afinidade, de modo egoísta, certamente será passageiro.

Percebemos de imediato que combater o egoísmo pode ser o início de na busca por encontrar um amor verdadeiro.

Além disso, o que seria realmente importante nessa vida, como avaliar o que levamos dessa vida?

Do mesmo modo que paramos para fazer um planejamento financeiro de nossas vidas, qual profissão seguir, qual estratégia tomar, torna-se de vital importancia a existencia de um planejamento do que é realmente importante antes de mais nada.

De que adianta dedicarmos a cultura do dinheiro, dos bens materiais… De que adianta deixar de ver e conviver com pais, mães, irmãos, e até filhos no esforço extremo de conseguir riquezas materiais além das necessárias?

Viver é muito mais do que a ambição material.

Qual o preço de um abraço sincero de um irmão ou filho?

Certamente não estamos querendo ninguém vagabundeando e curtindo a vida. O trabalho é uma lei natural de sobrevivência. Contudo nesse ponto como em qualquer outro setor temos que dominá-lo quanto ao excesso… cobiça e descontrole. Ter o necessário é sinônimo de satisfação emocional.

Do mesmo modo, todos temos um limite físico e emocional, ultrapassar esses limites significa estresse e doenças.

Dessa forma verifica-se que as sensações são passageiras, mas nossos sentimentos nunca serão. Nosso conhecimento não desaparece, nem com a morte.

Estudar aos setenta anos não é um desperdício. Levamos esse conhecimento para nossas próximas vidas em forma de dons e boas tendências.

É comum nos noticiários verificar crianças com três anos de idade tocando piano sem nunca terem aprendido – certamente foram grandes pianistas em vidas anteriores. E outras em idade ainda menores com grandes habilidades também foram grandes estudiosos em vidas anteriores.

Menino aprende, aos 3 anos, a tocar piano sozinho Hoje, com 8 anos, Ethan virou uma celebridade. (Fantástico).

Assim, num relacionamento de amor verdadeiro, ainda que as sensações sejam passageiras, ainda que o calor desapareça um dia –  o amor companheiro nunca desaparecerá, é eterno registro no espírito.

Fazer ao próximo o que gostaríamos que nos fizessem é na realidade uma verdade absoluta de como poderemos ser felizes nesta e ainda em todas as nossas vidas futuras.

E sabendo o que realmente nos importa, podemos agora iniciar um novo planejamento de vida.

Bom trabalho a todos.

———– Cifra —————————————————————-

All Good Things (feat. Di Ferrero)
Nelly Furtado

Tom: C

Am                    C
Honestly, what would become of me?
G                            F
Don’t like reality, it’s way too clear for me
Am               C                     G
Really, life is dandy, we are what we don’t see
F                  Am
We miss everything daydreaming

(Chorus)
Am         C                G
Flames to dust, lovers to friends
F                         Am
Why do all good things come to an end?
C                G
Flames to dust, lovers to friends
F                         Am
Why do all good things come to an end?
C
come to…
G
come to…
F                         Am
Why do all good things come to an end?
C
come to…
G
come to…
F                         Am
Why do all good things come to an end?

(Di Ferrero)
Am
Pensando em mim
C
Cansei de esperar
G               F
Agora que sei que o tempo não pode mais
Am                      C
Dizer por quanto tempo vou viver no meu sonho
G                   F
Onde nada é real parece tudo bem,
Am
Mas sei que vou sofrer.

C
Como entender?
G
Como aceitar?
F                   Am
O que é bom sempre tem um final
C
Como entender?
G
Como aceitar?
F                   Am
O que é bom sempre tem um final
C
Tem um final
G
Tem um fim
F                   Am
O que é bom sempre tem um final

(Nelly Furtado)
C
Come to an end
G
Come to…
F                          Am
Why do all good things come to an end?

Am                              C
Well, the dogs were whistling a new tune
G
Barking at the new moon
F
Hoping it would come soon
Am
So that they could…
C
Dogs were whistling a new tune
G
Barking at the new moon
F
Hoping it would come soon
Am
So that they could die
G F
Die…

Am          C                G
Flames to dust, lovers to friends
F                         Am
Why do all good things come to an end?

(Di Ferrero)
Am         C
Como entender?
G
Como aceitar?
F                  Am
O que é bom sempre tem um final

(Nelly Furtado)
Am          C
Come to an and
G
Come to…
F                          Am
Why do all good things come to an end?
C
Come to an end
G
Come to…
F                          Am
Why do all good things come to an end?