Conteúdos Transversais, Brasil, Educação.

18 05 2007

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CONTEÚDOS TRANSVERSAIS

Tamanha a falta de educação básica familiar entre as crianças na escola tanto pública quanto privada que a ordem do dia nas universidades formadoras de professores é utilizar de conteúdos transversais dos mais básicos. Ou seja, enquanto se processa uma aula de matemática seria ideal que o professor pudesse colocar entre um capítulo e outro assuntos como filosofia, meio ambiente, trabalho, consumo (conteúdo transversal), mas acaba tendo que trabalhar quase que essencialmente assuntos como saúde, motivação, respeito, moral e ética.

Em comunidades mais carentes não se percebe nem a educação mais básica de todas: a higiene pessoal. Se as crianças não são educadas para cuidar do próprio corpo, como cuidar do meio ambiente ???!!! A sociedade necessita de educação urgente! E os políticos não precisam se preocupar, pois a educação está tão ruim que não vão correr o risco de criar pessoas críticas com votos conscientes. O povo brasileiro, muito carente de tudo, está muito longe disso. Precisam de conhecimentos básicos. Os conteúdos transversais estão cada vez mais simplistas, mostrando boas maneiras, higiene, lições de moral, motivação. Coisas que já deveriam vir para a escola pela educação na família.

A medicina avança, existem hospitais públicos de excelência. A engenharia avança com obras grandiosas no meio público: pontes e até mesmo usinas nucleares sem necessidade pelo risco que oferece. E a educação… coitadinha… não evolui. Salários defasados, escolas em péssimas condições; nas comunidades mais carentes as escolas são as menores, com poucas quadras de esportes e até mesmo poucas escolas.

Educação é o futuro. Educação é a cidadania viva em ação. Desenvolvimento sem Educação é crescer desgovernado, é destruição. Grande responsabilidade espiritual possui o Ministro da Educação, Governadores, Prefeitos e o Presidente por essa falta de investimentos e atenções. Que possam estar sendo iluminados para revolucionarem a educação brasileira! Mas enquanto isso, hoje, a carga é de cada um que está envolvido no processo educacional. Cada professor deve ter a sua missão profissional de desenvolver a sua revolução em sala de aula para que possa estar com sua consciência tranqüila por estar fazendo o seu melhor.

Com um pouco mais de educação poderíamos evitar as notícias abaixo publicadas no G1 dessa semana:

Portanto, verifica-se a grande responsabilidade dos nossos governantes políticos. Pois são os gerentes de recursos e produtores de ações para reverter a atual situação da educação brasileira. Lembramos os ensinamentos de Emmanuel através de Chico Xavier – nos explicando que não fazer o bem é uma prática do mal. Não basta evitar o mal ou não fazê-lo. Devemos com o máximo de nossas forças praticar, produzir sempre o bem. Não vou nem entrar nas conseqüências dos políticos que praticam corrupção, pois a consequência desses atos no plano espiritual é desastrosa para si próprio.

BRASIL MELHOR

Tomo a liberdade de publicar aqui abaixo o informativo do Sr. Reinaldo Cafeo que sintetiza toda situação do Brasil no momento com a queda do dolar:

Boletim por REINALDO CAFEO

Nº – 18/05/2007
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Câmbio: transformar ameaças em oportunidades

O indicativo em relação ao preço da moeda norte-americana é que não ultrapassará ao longo deste ano os R$ 2,00. Alguns cenários apontam, no curto prazo, para um piso de R$ 1,80, para em seguida voltar a se aproximar de R$ 2,00.

Se isso é verdadeiro, partindo do princípio que intervenções no mercado do câmbio por parte da autoridade monetária pouco ou nenhum efeito trará, chegou à hora de mudar o rumo da discussão.

Um país que consegue inflação abaixo de 4% ao ano; que tem a melhora de classificação de risco, a um passo de ser classificado no nível de investimento; que, dada à nova metodologia do cálculo do Produto Interno Bruto melhorou sua relação dívida/PIB; que possui uma democracia consolidada; enfim que demonstra possuir “robustez” econômica tem que aproveitar esse momento para avançar.

Se para os exportadores, notadamente os de setores mais competitivos, é impraticável um câmbio abaixo de R$ 2,00, afloram as deficiências internas. De um lado é preciso investir em produtividade. Muitas empresas já o fazem. De outro lado é setor público que precisa mudar.

O chamado custo Brasil, fruto da ineficiência interna, retira por completo a competitividade internacional. Carga tributária elevada, juros nas alturas, excesso de burocracia, leis trabalhistas ultrapassadas, sistema político ineficiente, são alguns exemplos dos pontos a atacar. Isso sem falar da necessária “revolução”
educacional.

Em resumo: se o câmbio nos patamares atuais pode representar ameaças, há por outro lado inúmeras oportunidades, que permitiriam, finalmente, sustentar nosso crescimento.

Reinaldo Cafeo – 44 anos, economista, professor universitário, pós-graduado em Engenharia Econômica, mestre em Comunicação. Atualmente, é Conselheiro do Conselho Regional de Economia – CORECON, consultor empresarial nas áreas econômico-financeira, diretor da Associação Comercial e Industrial de Bauru, perito habilitado para atuar em processos na Justiça do Trabalho e Cível (perícia econômico-financeira), vice-diretor da Faculdade de Ciências Econômicas, comentarista econômico da TV GLOBO e da 94fm Bauru e Diretor do Escritório de Economia ECONOMIA Online.

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