Mecanismos do Perdão.

18 07 2008

Um dos ensinamentos de Jesus menos compreendidos e talvez um dos mais importantes para a evolução espiritual é o PERDÃO.

O perdão nos liberta de nossos ofensores. O perdão nos liberta de obsessões. O perdão é combustível de alta qualidade para nossa evolução espiritual.

Vejamos bem – como numa grande produção cinematográfica, estamos sendo filmados o tempo todo. A cada segundo que passa todos os movimentos são gravados no tempo do universo. E pela lei da ação e reação temos…

“Lex III: Actioni contrariam semper et aequalem esse reactionem: sine corporum duorum actiones in se mutuo semper esse aequales et in partes contrarias dirigi. (A toda ação há sempre oposta uma reação igual, ou, as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas a partes opostas.)” Isaac Newton

Assim também ocorre em nossas relações pessoais pela lei da Causa e Efeito, toda prática tanto negativa quanto positiva receberá de volta uma reação em nós mesmos.

A Doutrina Espírita nos trouxe diversos casos de ações desastrosas, como assassinatos, roubos, corrupção, revelando o que ocorreu com o indivíduo que praticou essas ações após sua morte física.

Em todos os casos, ficam gravados no “filme” do universo as práticas de cada um. E como uma bola que lançamos para o alto, pela lei da gravidade irá cair, assim também pela lei universal da causa e efeito iremos resgatar todo o mal que fizemos nem que seja em uma vida futura. O mal que se pratica volta como ações do mal, o bem volta como ações do bem sobre nós, uma compensando a outra.

Assim, como condição de agressor ou praticante de um mal, independente de serem perdoados ou não, por qualquer um que seja, a lei física do universo é impossível de ser apagada, pois está gravada no tempo. O final desse “filme” só mudará para um “final feliz” se o agressor se arrepender e praticar ações positivas o bastante para anular sua má ação. Daí a função dos Padres e Pastores numa confissão. Eles deveriam auxiliar os seus fieis estimulando-os a praticarem boas ações suficientes para quitarem suas dívidas. Infelizmente muitos confundem boas ações com sacrifícios físicos individuais – o que não leva a lugar algum no alcance do verdadeiro perdão.

E por isso no Espiritismo não existe o “perdão” por palavras. O alcance do perdão para quem pratica um mal é aprendido pelos estudos da Doutrina Espírita. Assim aprende-se, que o verdadeiro perdão depende apenas de nós mesmos – pois devem ser alcançados pelas ações na prática do bem e da caridade para contrabalançar e resgatar o mal feito.

“Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á.” – Mateus 10:39

Ainda assim, temos o caso da situação da vitima, pois se ela não perdoar provavelmente estará ligado ao seu ofensor numa próxima etapa ou numa vida futura para reparação, podendo inclusive se tornar um agressor caso busque a vingança ou o revide imediato – se comprometendo no “filme” da vida igualmente ou até pior do que o seu agressor. Realmente é muito complexo a situação para explicar em poucas palavras…

Então é normal muitas dúvidas surgirem…

Como educar um filho que recebe um agressão física na escola do seu colega?

Como agir diante de uma violação física de maior intensidade?

Como deve proceder o profissional da segurança pública que lida com bandidos fortemente armados? (…)

Resposta difícil, contudo para nos auxiliar em nossas reflexões, temos o exemplo de Jesus – que diante dos soldados agressores na hora de sua prisão não só impediu que seus discípulos usassem a violência, mas ainda curou um soldado “inimigo” ferido… Assim venceu o mundo…

50 – Jesus, porém, lhe disse: Amigo (jUDAS), a que vieste? Nisto, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam.
51 – E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe uma orelha.
52 – Então Jesus lhe disse: Mete a tua espada no seu lugar; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão.
53 – Ou pensas tu que eu não poderia rogar a meu Pai, e que ele não me mandaria agora mesmo mais de doze legiões de anjos?
(…)

Portanto não devemos em hipótese nenhuma retribuir violência com violência. Todo e qualquer ato de violência que produzimos, seja para quem for, até mesmo um bandido – estaremos nos comprometendo na lei da ação e reação. Por isso Jesus diz com tanta clareza nesse momento de conflito em sua prisão – todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão. É a lei da ação e reação. Quem mata grava na lei do universo um ação nessa vida onde a reação será sua morte numa vida futura. Mais clareza nas palavras de Jesus do que isso, para aquela época onde não existia conhecimentos sobre as leis da física, é impossível.

Que possamos refletir sempre em nossas ações do passado, buscar corrigi-las com ações produtivas no futuro para o bem comum e assim subir mais um pequeno degrau em nossa evolução Espiritual.

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” Chico Xavier em psicografia.

Talvez quem não tenha contato com o Espiritismo possa entrar em conflito com ideias enraizadas. Nesse caso sugiro a leitura do “Livro dos Espíritos” onde foi codificado a base da Doutrina para poder analisar com mais cautela todas as revelações que o Espírito da Verdade nos trouxe. Afinal o Espiritismo é uma mensagem de Jesus para todos.

Bons pensamentos e ações para o bem !

Referências:

– “Livro dos Espíritos”. codificado por Allan Kardec.

– “Bíblia”. Livro do apóstolo Mateus.

– “Lindos Casos de Chico Xavier” de Ramiro Gama.

– Wikipedia. Terceira Lei de Isaac Newton.

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Relatório Final de Estágio para professor

21 02 2008

Finalmente concluí meu curso de Formação Docente. Todo o curso é muito interessante e acrescenta muito para que o profissional possa desempenhar muito bem a função de professor.

Pelas normas do MEC e repassado a nós pela Faculdade Universo, que atuou com muita seriedade e fidelidade as normas, temos abaixo um roteiro do estágio:

ETAPAS PARA A ORGANIZAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO

1. CAPA
2. FOLHA DE ROSTO
3. FOLHA DE APROVAÇÃO
4. AGRADECIMENTOS ( OPCIONAL )
5. DEDICATÓRIA ( OPCIONAL )
6. MENSAGEM ( OPCIONAL )
7. SUMÁRIO
8. INTRODUÇÃO
– IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA ( Endereço, níveis escolares, número de salas de aula, números de salas especiais, número de professores, número de alunos, número de diretores e coordenadores , organograma, etc. );
– HISTÓRICO ( Princípios filosóficos e projetos em andamento);

9. DESENVOLVIMENTO

– Plano de Curso (solicitar na coordenação da escola com carimbo)
– Ficha de Acompanhamento (os relatórios)
– Ficha de Avaliação (pelo professor e diretor da escola)
– Ficha de conclusão do estágio (pelo diretor da escola)

10. CONCLUSÃO
– Parecer do Aluno
– Críticas e Sugestões

11. BIBLIOGRAFIA

12. ANEXOS

São 150 horas para o ensino fundamental e 150 horas de estágio para ensino médio. Pessoalmente acredito ser um exagero, principalmente por estar trabalhando, o que fez sobrar somente o período noturno para a prática do estágio. Contudo possibilidade de alternar dias e fazer o próprio horário ajuda para essa prática.

O importante é tentar começar a fazer o estágio o quanto antes para poder ir poucas vezes por semana e ter mais flexibilidade. Muitos colegas conseguiram “montar” o estágio com diretores e professores amigos, contudo acho importante a visitação na escola, o contato com a vida do professor e observação do nível e comportamento dos alunos para sentir realmente qual o nosso nível de vocação para a prática docente.

Um professor sem vocação é terrível, pois lida com a formação de novos seres humanos, contribuindo para o despertar do ser, sua a visão crítica e sua autonomia do pensar.

Abaixo segue a conclusão do meu relatório que reflete todos os esforços da produção e conseqüente efeito de sucesso.

CONCLUSÃO
1) PARECER DO ALUNO
1.1) ESTÁGIO

A vivência de estágio é de grande importância para o futuro docente no sentido de não somente observar o comportamento e rotina dos profissionais de ensino, mas também detectar em si mesmo pontos fracos que devem ser trabalhados tanto no quesito domínio de conteúdo quanto no âmbito pessoal e interpessoal.

Alem disso o evento de maior importância ocorre logo nas primeiras horas de estágio: o pretendente a futuro docente percebe logo na primeira aula se tem vocação ou não para ser professor. E talvez esse seja o melhor momento para refletir se devemos continuar o caminho da magistratura para benefício não somente do docente, mas principalmente dos futuros dicentes.

Refletindo e seguindo o rumo do ensino, analiso no meu caso pelo desempenho da função de economista, que a prática em cálculos financeiros abre uma especialização nessa área do ensino, porém inevitavelmente a necessidade revisão e planejamento inicial de conteúdos é real para todos. Antes de começar a atuar, cabe então o futuro profissional além do estágio, buscar um maior aprofundamento dos conteúdos do currículo independente do nível dos discentes, recordando alguns tópicos onde somente com o pleno domínio curricular o profissional de ensino poderá criar mecanismos facilitadores de aprendizagem.

Outro observação revela-se em pessoal preferência ao ensino inclusivo ao escolher cursar todo o estágio em Escolas Públicas e inclusive o Ensino Médio noturno para Jovens e Adultos. Detecta-se assim que chegam alunos nas escolas com muitos tipos de carências. O que me remeteu a professora Auxiliadora, ex-Secretária de Educação de Campos, em uma de nossas aulas no sentido de que o professor deve acabar com todos os tipos de preconceitos referentes à aprendizagem, pois todos aprendem – carentes ou não – em tempos e maneiras diferentes. Cabe o professor trabalhar com as diferenças e características de cada um. Palavras essas, dentre outras, que derrubaram muitos paradigmas durante nosso período de curso teórico na Universo.

Nesse sentido foi comprovado a excelência de todo corpo docente da Universo relativo ao curso de Formação de Docentes e dos professores do estágio por mim acompanhado nesse período, pois muitos fatos teóricos abordados tiveram sua comprovação durante a prática do estágio. Como na observação comportamental dos alunos, suas diferenças e individualidades desafiadoras de qualquer pedagogia, a pesquisa do conhecimento anterior dos alunos, os exemplos colocados no dia-a-dia – vinculando cotidiano com os ensinamentos matemáticos, dentre outros.

A democracia na sala de aula também foi verificada como a melhor alternativa para caminhar junto com os dicentes no caminho da aprendizagem emotiva e verdadeira. Desde a criação de regras de comportamento para todos até mesmo na seleção de métodos de ensino e conteúdo. O ensino participativo faz com que o aluno tenha sentimentos e emoções envolvidas no processo de aprendizagem. A abstração, a falta de atenção, desinteresse e outros problemas são reduzidos em prol da participação, crítica, compreensão mútua e conseqüentemente de laços de amizade comum.

“Não podes ensinar nada a um homem; podes apenas ajudá-lo a encontrar a resposta dentro dele mesmo.” (Galileu Galilei)

A mediação do conhecimento é o termo atual de uma frase descrita há centenas de anos atrás por Galileu Galilei. O papel do professor comprovadamente é fazer o aluno se conhecer, buscando dentro de si seus talentos e tipos de inteligências, desenvolvendo avaliações considerando as habilidades e esforço de cada aluno, reconstruindo o conhecimento a cada fracasso e buscando construir não apenas pessoas de sucesso, mas cidadãos de valor na sociedade.

Todo docente deve-se armar de conteúdos transversais motivadores da auto-estima e exemplificadores da moral e ética. A sociedade brasileira como um todo se encontra muito atrasada moralmente e o professor deve ser um grande agente de boas atitudes, motivação, persistência, caráter e amor ao que se faz para que possamos provar a cada escola, cada turma, cada aluno que viver com respeito e vontade vale a pena. Como nos diz Isaac Newton – “Para cada ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade.” – e, portanto, produzindo ações construtivas hoje as reações produtivas no futuro será lei.

1.2) PROJETO SEXUALIDADE DA ESCOLA MUNICIPAL JOSÉ ALVES BARRETO

Apesar de entrar no estágio com o projeto Sexualidade já em andamento, perdendo sua abertura e reunião com direção e professores, pude notar a grande importância desse tipo de projeto não apenas para os alunos, mas para toda a comunidade.
Através de pequenas brincadeiras e vídeos com discussão foram trabalhados de forma amena e marcante assunto tão conturbado na vida de qualquer adolescente. Enriquece a aula, cria um laço maior entre professor – aluno, além de se ter a possibilidade da multiplicação do conhecimento para a comunidade.

O filme “Cazuza” foi de grande valia na questão não apenas da sexualidade, trabalhando o caso das doenças sexualmente transmissíveis mas quanto ao uso de drogas e conseqüências que podem trazer para quem está vivenciando grupos de riscos e atitudes impensadas. Além disso a própria trilha sonora ajuda na dinamização e fixação das lições morais, sendo amplamente trabalhada na triste fim de vida do poeta Cazuza.
Ainda assim, sempre existe a correlação com a higiene pessoal – procedimento básico que necessita de muita ênfase e exemplos concretos para todos os alunos de todas as idades, e mesmo com a especificidade do tema do Projeto Sexualidade, o professor teve possibilidade de englobar assuntos variados ligados ao tema no campo da saúde.

Contribui-se assim concretamente para a educação moral do aluno, levando de forma preciosa o conhecimento de vida na formação do cidadão e difusão do mesmo na comunidade.

1.3) EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
1.3.1) HISTÓRICO

O descaso do ensino público para a grande massa populacional é uma constante desde a colonização do Brasil, pois sempre esteve voltada para o beneficio da aristocracia rural e burguesia emergente. Assim sendo, uma incrível quantidade da população adulta analfabeta assumiu os postos de trabalho. A situação era dramática com mais de 80% da população analfabeta.

Já na segunda metade do século XX, por crescente pressões sociais e maior necessidade de incorporar essa massa no sistema produtivo houve uma intensa mobilização com o aumento da responsabilidade educacional por parte do governo. Porém sem sucesso até a década de 60 onde a filosofia do educador Paulo Freire inicia a instrumentalizar a educação básica de jovens e adultos para o exercício da cidadania.

Contudo com o golpe de Estado de 1964 a Educação sofre profunda intervenção e perseguições. Em 1970 surge o Mobral com péssimos resultados, sendo substituído pela Fundação Educar em 1985, sobrevivendo até 1990 igualmente sem resultados esperados.

Na era Collor idéias renovadoras em relação ao EJA surgiram, porém mais uma vez castrada pela escassez de recursos motivada pelos seguidos planos de ajustes fiscais governamentais, sendo praticado apenas para atender a pressões internacionais.

1.3.2) PARECER

Notamos assim que historicamente a educação sempre foi tratada em segundo plano, sem políticas duradouras que provocassem resultados. Não apenas a massa pertencente de “pobres” foram atingidos, mas sim toda uma faixa da classe baixa até a média foram massacradas pela falta de educação básica qualitativa.

Forma-se assim um grande espiral de baixa qualidade educativa, pois muitos professores cresceram e se formaram nessa política de descaso e baixa qualidade. Assim sendo, dobra-se a responsabilidade do professor em se auto-avaliar constantemente para estar sempre crescendo a nível de conhecimentos formais e morais, contribuindo assim para o real crescimento pessoal do cidadão.

O primeiro a acreditar no aluno deve ser o professor, e assim sendo, se o próprio aluno passar a acreditar em si – com certeza um futuro cidadão de bem estará sendo formado.
Portanto, torna-se mais importante ainda o papel do professor nesse tipo de alunos, sendo a auto-reflexão uma ferramenta imprescindível para o profissional atuante na educação de jovens nos moldes exemplificados abaixo:

– Consegui identificar os tipos de inteligências predominantes dos meus alunos em minha prática educativa?

– Qual a importância do conteúdo dado para o cotidiano e futuro profissional dos alunos?

– Qual o nível de clareza do que foi discutido em aula, há necessidade de retomar e rever alguns pontos? Caso positivo, de que outras formas poderia expor os conteúdos?

– Nessa aula foi utilizado dos os recursos e observações disponíveis?

– Há necessidade de maior aprofundamento? Que tipos de fontes poderia complementar o tema?

O bom resultado, portanto, está mais uma vez nas mãos do professor. Um trabalho com compromisso, atenção e reflexão com certeza provocará resultados positivos a esses jovens e adultos que já foram por tanto tempo excluídos em nossa sociedade.

2) CRÍTICAS

Na vivência do estágio, percebem-se as dificuldades do cotidiano escolar: atrasos de alunos, faltas generalizadas, rotina, máquinas com defeitos, horários noturnos cansativos, política educativa, baixos salários. Contudo o professor com vocação está acima de todas as dificuldades, pois elas são degraus na ascensão da aprendizagem, convivência escolar e realização pessoal.

É certo que através do professor pode existir uma total mudança de direção e foque na real aprendizagem.

3) SUGESTÕES

Logo, como aumentar a freqüência dos alunos? Como superar o desânimo frente aos baixos salários? Como conviver com políticas educacionais alienadas e duvidosas?
Pessoalmente, a resposta é trabalho com boa vontade e criatividade, independente de tudo, fazer o melhor sem pensar em nossa infinita pequenez. Por isso, através da criatividade, pode-se inicialmente reservar um pequeno período antes das aulas para prática de um jogo, uma história, um conto ligados com a matéria, algo divertido para atrair os alunos a chegarem pontualmente.

Período esse que pode estar ligado a assuntos motivacionais e éticos para cativar e envolver os alunos numa constante busca ao crescimento pessoal.

Outra possibilidade seria a utilização de porfolio – uma pasta individual tipo fichário contendo tudo que o aluno realizou. Pode ser inviável o custo de um fichário com divisões, mas nada impede a criação de pastas comuns daquelas mais baratas de papelão e elástico dividindo os conteúdos em envelopes ou plásticos etiquetados e corretamente organizados.

É uma técnica que inicialmente gera um pouco de trabalho, mas consequentemente trás ao professor e aluno uma possibilidade de avaliação mútua de todo o processo de aprendizagem decorrente do curso e possíveis reconstruções e correções levando todos a uma eficiente retenção de conteúdos além de transversalmente criar bons hábitos organizacionais.

Ainda como sugestão aplica-se ao uso da informática. Reservar um período no mês para aulas dentro de laboratórios de informática. Mesmo não conseguindo um enfoque direto na matéria do bimestre é de grande valia uma quebra de rotina e manutenção do contato com a informática, principalmente de alunos da rede pública.

Alguns exemplos de programas gratuitos de matemática disponível para download na internet que poder ser utilizados:

• JAVA – Por que utilizar linguagem sem aplicabilidade como o LOGO podendo utilizar uma linguagem poderosa como o Java? Com grande utilidade na internet e para aplicativos de todos os tipos o Java pode ser uma poderosa ferramenta, mas também pode servir para pequenos aplicativos e jogos se o professor tiver um conhecimento maior em informática. Será um conhecimento altamente produtivo, pois abre infinitas possibilidades. Maiores detalhes em < http://www.java.com/pt_BR/about/ >

• Desafios Matemáticos – Bom programa com 25 avaliações interativas totalmente configuráveis na forma de um formulário em HTML. Com algum conhecimento de outros softwares é possível também acrescentar nessas avaliações tabelas, gráficos e imagens. Basta que o usuário possua em seu computador o pacote de softwares Office 97 ou superior. Após a abertura do programa, surgirá uma janela dividida em quatro partes: Desafios Matemáticos (com 30 desafios configurados), Desafios Configuráveis (que permitem até 250 questões), Exemplos de Configuração e Instruções. Cada uma dessas subdivisões apresentam botões específicos que acionam páginas em HTML contendo scripts (instruções lógicas) que permitem a exibição dos textos e dos arquivos configurados pelo professor ou por seus alunos. Como prêmio aos alunos que conseguirem atingir a resolução total das questões, o script liberará o botão de acesso a página bônus contento jogos em JAVA! Olha ele ai novamente… e das 25 avaliações configuráveis apenas uma está previamente alterada para servirem de exemplo. Trata-se de uma avaliação baseada em questões de vestibular. < http://www.professorinterativo.com.br/ >

• WinPlot – é um programa sério para gerar gráficos de 2D e 3D a partir de funções ou equações matemáticas. É necessário conhecimentos de equações. Os menus do sistema são simples, sendo que existe uma opção de Ajuda em todas as partes. Aceita funções matemáticas de modo natural. Na janela principal pode-se encontrar as opções Adivinhar, que é um jogo para que você tente descobrir qual é a função de que o gráfico faz parte. Para obter a resposta do programa, basta apertar a tecla F5. <http://www.mat.ufpb.br/~sergio/winplot/winplot.html >

• Timez Attack – é um jogo educativo inovador e muito divertido. No jogo, o aluno comanda um etzinho que precisa escapar de uma masmorra assustadora, e para isso deverá resolver multiplicações antes que o monstro se irrite e ataque você. As soluções também abrem portas lacradas e entregam chaves para abrir a porta maior. É um jogo envolvente que cria uma atmosfera parecida com a de jogos comuns, e inseriram nesse contexto desafios matemáticos que impulsionam o jogador a criar um raciocínio rápido. < http://www.bigbrainz.com/index.php >

• Além desses ainda merece destaque o programa de planilha eletrônica CALC incluso no pacote BrOffice – um software gratuito composto do Calc – planilha de cálculos, Writer – editor de textos, Impress – apresentação multimídia, Draw – produtor de diagramas e desenhos, Math – um editor de formulas e o Base – para manipular banco de dados.
E ainda no campo da informática poderia utilizar de um Blog na internet para que todos – alunos, professores e direção – possam estar interagindo de forma local e on-line, informações, sugestões, críticas, e principalmente criando atividades em que todos possam contribuir para sua produção (escrita coletiva). Um Blog pode ser utilizado pelo ambiente educacional para muitas finalidades:

1) Criar e gerenciar projetos com temas ligados ao conteúdo para que os alunos possam pesquisar e alimentar o banco de dados – servindo como um portfolio comunitário onde centralizaria todas as informações obtidas pelos alunos;

2) Criar um elo de comunicação por escrito entre aluno-professor-coordenador-direção-comunidade;

3) Criar projetos de sugestões e reivindicações para serem enviados e consultados pela Direção e até mesmo a Secretaria de Educação, visto ter possibilidades de acesso on-line.

4) Recursos de agenda, programação, horários on-line.

5) Ainda servir como avaliação não apenas de uma turma, mas avaliar se o professor está engajado na era da informática – sendo ponto de referência para a Direção poder verificar e investir na capacitação dos professores excluídos digitalmente.

6) Incluir os alunos na prática da informática, digitação, operação e processos gerenciais modernos, contribuindo-o para sua inclusão efetiva no mercado de trabalho.
Outras inúmeras oportunidades podem ser traçadas dependendo da criatividade e capacidade de lidar com a informática dos profissionais envolvidos no processo. Ainda é recurso muito pouco utilizado, visto pela dificuldade em se localizar um blog como os abaixo indicados:

http://oblogdanossaturma.blogspot.com/
http://aturmadivertida.blogspot.com/

Vale ressaltar que serviços de Blog desse tipo estão oferecidos de forma gratuita, bastando um conhecimento operacional de informática na internet para a criação da conta – independente de sistema operacional – com acesso a internet para fazer o cadastro em um serviço de Blog existente como Blogger <https://www.blogger.com /start > ou o Terra Blog <http://blog.terra.com.br/&gt; por exemplo.
Por final acredito que devemos estar nos avaliando constantemente sobre a qualidade de nossas aulas e principalmente utilizando da seguinte máxima nos transmitida há 2007 anos atrás:

“Assim como quereis que os homens vos façam, do mesmo modo lhes fazei vós também.” (Lucas 6, 31)

Ou seja, devemos nós professores nos colocar no lugar do próximo, que é o aluno, e questionarmos se estaríamos interessados, motivados e aprendendo se estivéssemos sendo alunos de nossas próprias aulas.

FIM.

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Sugestão de Leitura para os Profissionais da Educação: Pedagogia Espírita

Como, não apenas teoria, mas uma verdadeira filosofia de vida servindo de base filosófica para a busca da moral e ética pelo docente – O Espiritismo nos revela verdades que dão um real entendimento dos motivos de não se fazer o mal. Talvez seja esse um dos pontos principais onde a Pedagogia Espírita acrescenta – as explicações. Saber o que está por trás da moral e da ética, suas conseqüências e visão do ser espiritual como um todo.

Assim acrescento nessa publicação uma sugestão para todos os profissionais da Educação, pois a promoção do auto-conhecimento para correção pessoal, promoção do bem estar comum, integração social harmônica, autonomia reflexiva, desenvolvimento moral, dentre outras reações positivas, são reais reações da aplicação da Pedagogia Espírita!

“A pedagogia espírita tem origem na tradição ocidental, que vem desde Sócrates e Platão, passando por Comenius, Rousseau, Pestalozzi, antecessores diretos de seu sistematizador, o pedagogo francês Allan Kardec, que solidificou esses princípios, evidenciando a existência do espírito e as suas múltiplas vidas.” Wikipedia.

Assim com nosso Chico Xavier é inquestionável com suas mais de 400 obras publicadas, também são os resultados da aplicação da Pedagogia Espírita e do Espiritismo no ser. Mas depende de cada um de nós, buscarmos contato sério, independente de religião, com a obra Espírita – iniciando pelo “Livro dos Espíritos” codificado por Allan Kardec. Esse é o primeiro passo.

No link abaixo temos uma capacitação gratuita on-line em:

http://www.pedagogiaespirita.org/escolavirtual/escolavirtual.htm

Pode-se reunir numa tríade os princípios da Pedagogia Espírita:

  • A pedagogia da liberdade: em qualquer processo pedagógico, estamos lidando com um ser livre, que deve aderir voluntariamente ao convite de evolução que lhe propomos.
  • A pedagogia da ação: o indivíduo só aprende, agindo, experimentando, ensaiando (inclusive errando). É na ação que o ser desenvolve suas potencialidades.
  • A pedagogia do amor: o que deflagra o processo evolutivo é a lei do amor, presente em todas as criaturas. A relação pedagógica deve ser de amor, pois só o amor toca as fibras divinas da alma e desperta a vontade de evolução.
  • (Wikipedia)

A revelação prometida por Jesus vinda a tona pelo Espírito da Verdade – através de pessoas com a capacidade de se comunicarem com espíritos – foi cuidadosamente codificada por Allan Kardec. Essa obra consoladora prometida, mesmo para os que duvidam da mediunidade e do Espiritismo, deve ser analisada primeiro com carinho.

“A mente que se abre a uma nova idéia, jamais voltará ao seu tamanho original.” – Albert Einstein

Contudo a Pedagogia Espírita não é evangelização Espírita, nem muito menos uma religião ou extensão obrigatória da mesma. Se trata de uma pedagogia aplicável a qualquer ser humano, de qualquer tendência filosófica e religiosa.

“A Pedagogia Espírita não é um movimento sectário, autoritário e centralizado numa pessoa ou instituição. Todos podem se embeber de seus princípios e praticá-los livremente. Ninguém tem o monopólio da idéia.” (Wikipédia)

Portanto fica o convite para entrarmos em contato com o Espiritismo e com a Pedagogia Espírita mesmo que seja para criticá-los. Bons estudo para todos !

REFERÊNCIAS E LINKS RECOMENDADOS :

Download gratuito do Livro dos Espíritos:

http://www.espirito.org.br/portal/download/pdf/les/index.html

Site Pedagogia Espírita:

http://www.pedagogiaespirita.org/

Pedagogia Espírita na Wikipédia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedagogia_esp%C3%ADrita

Artigos ligados ao tema:

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/celuz/textos/as-tres-revelacoes-1.html

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/verdade-e-luz/a-pedagogia-de-jesus.html

http://www.espirito.org.br/PORTAL/ARTIGOS/mundo-espirita/a-filosofia-espirita.html

Notícia de abertura de Lato-sensu em Pedagogia Espírita

http://www.universia.com.br/html/noticia/noticia_dentrodocampus_dagie.html

http://www.pedagogiaespirita.com.br/