Dinâmica da Vida – Importância da Evangelização Cristã

19 03 2014

roda

Essa última semana tive uma experiência nova, pois mais um ano se foi e alguns alunos com idade limite do Ciclo dirigiram-se para outra turma. Nesse momento um filme passa na cabeça do evangelizador, tudo o que passamos com aquelas crianças, as dificuldades, os esforços para que pudessem registrar os ensinamentos de Jesus. E por mais que tenhamos nos esforçado sempre fica um sentimento de querer mais, ensinar mais. Contudo agora a missão continua no Ciclo seguinte e a certeza do sucesso é canalizada para os alunos que ficaram.

Nesse momento um pensamento me veio para tentar mostrar as crianças que ficaram a importância daquela hora de estudo cristã. O tema atual era sobre a parábola da ovelha perdida, mas já tinha terminado a atividade alguns minutos antes. Foi o tempo necessário para fazer essa dinâmica improvisada na hora, mas que tenho certeza do bom resultado.

Dinâmica – Roda da Vida

Objetivo – Mostrar a importância da evangelização às crianças.

Material – Um cartão com algum ensinamento de Jesus. Pode estar preso a um pirulito ou lápis como lembrança.

Prática – O evangelizador dá a mão para uma criança e pede que ela faça o mesmo com as outras, uma dando as mãos às outras. Se tiver número suficiente de crianças – faça uma roda. Informe que elas terão que fazer tudo o que o evangelizador fizer, pois estarão representando situações da vida.

O evangelizador começa a rodar puxando levemente a criança começando a girar a roda na sala. Nesse momento informar as crianças que o giro é o tempo que está passando, a roda da vida nunca para, mesmo se estivermos parados em casa vendo TV, o tempo está passando.

Em seguida sorrimos para representar bons momentos da juventude.

Em seguida informamos que não estamos querendo estudar, e nesse momento o evangelizador começa a abaixar gradualmente até ficar andando ajoelhado no chão representando a ignorância. Logo depois informa que mudamos de ideia e começamos a estudar com vontade. Nesse momento começam a levantar novamente e seguindo girando.

Depois começa a abaixar novamente informando que não estamos querendo trabalhar. Quando ficar andando ajoelhado, informar que mudamos de ideia e procuramos uma atividade para trabalhar. Levantamos e continuamos andando na roda.

Nesse próximo momento o evangelizador fica olhando para o lado e para o outro informando que resolvemos ficar viajando e passeando na maioria dos fins de semana livres sem nos dedicarmos à caridade ao próximo. Começamos a rodar mais rápido informando que o tempo está sendo desperdiçado.

Num próximo momento ficamos tristes olhando para baixo e o evangelizador faz cara de tristeza andando agora bem lentamente. Informa às crianças que todos nós temos momentos tristes na vida. Seja uma perda, saudades, decepções… Relatar então que nesse momento devemos olhar para os ensinamentos da Evangelização. Lembrar que Jesus está sempre procurando a ovelha perdida, e temos sempre a disposição de nós a Casa Espírita que frequentamos para nos ajudar.

Nesse momento o evangelizador informa que está frequentando a evangelização da Casa Espírita e começa a sorrir novamente andando com alegria, pois o caminho de nossas vidas agora estão iluminados por Jesus.

Finalizando convidamos as crianças a cantar uma canção como agradecimento a nosso Pai Celeste.

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Com essa atividade os alunos se aproximam mais dos evangelizadores e acabam percebendo a importância da conduta moral cristã e a importância da Evangelização Espírita, que será um apoio para toda sua vida.

Abaixo uma palestra sobre a Importância da Evangelização Espírita.

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A rebeldia já não é mais a mesma

16 11 2012

Antigamente o carinha pra ser rebelde ouvia punk-rock, cortava a manga da camisa, enchia a cara de cachaça com sprite e fumava uns cigarros curtindo as baladas.

Os mais revoltados aderiam ao movimento “anarquia” quebrando coisas e fumando um bagulho.

Depois de passar a fase da rebeldia juvenil, encontrando-se a si mesmo em uma das esquinas da vida, com o tempo facilmente uma mudança era alcançada –  após a exigência de horários de trabalho e outras responsabilidades adquiridas.

O ex-revoltado conseguia parar de fumar, passava a beber socialmente um chopinho-pizza-namorada, e drogas jamais. O organismo prejudicado com os excessos do passado conseguia se recompor.

Assim a rebeldia era algo difícil de se vivenciar, pois muitos problemas surgem na juventude, questões afloraram, problemas, novidades afetivas, tudo se mistura num turbilhão de emoções, ideias e ações. Contudo a reversão era fácil.

Nos dias atuais a situação não é mais a mesma. As facilidades estão por todo lado. As bebidas são de acesso muito mais fácil, oferecidas e adquiridas por crianças em qualquer mercearia. As drogas são muito mais potentes e de dependência orgânica quase que imediata causando um grande dano mental.

Essa combinação leva os jovens facilmente a promiscuidade e doenças incuráveis. O mal está de imediato consumindo o futuro ser humano.

As festas, independente de qual classe social, são verdadeiros bordeis onde presenciamos cenas obscenas numa multidão de seres jovens se movimentando como verdadeiros fantoches de espíritos obsessores vampirizando suas energias.

Diante de tudo isso tenho uma revelação bombástica. Percebo que os valores mudaram de tal maneira que a rebeldia de hoje já não é mais a mesma…

Na realidade o verdadeiro rebelde de hoje em dia não é mais aquele carinha agressivo, bebendo horrores em todas as baladas noturnas, não mesmo. Essa figura no estilo “curtindo a vida a doidado” pregando anarquia e falsa liberdade na realidade é o jovem comum.

Revoltado mesmo, doidaço mesmo é aquele jovem tranquilo, com alguns livros debaixo do braço, sem olheiras ao redor dos olhos, tomando um suco e cantarolando uma musiquinha enquanto anda na busca de sua independência financeira através de seus próprios méritos vocacionais…

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Dessa forma acredito que o jovem precisa a cada dia mais do conhecimento espiritual para saber onde ele está pisando a cada etapa de sua vida. Sabendo questões básicas como “quem somos”, “de onde vimos” e “para onde vamos” o jovem terá meios de avaliar melhor suas ações e as reações delas.

No mundo atual, já não temos mais condições de errar. E toda a obra da Doutrina Espírita está a nosso dispor, composta de livros psicografados e codificados por Allan Kardec em uma ordem brilhante.

Ter construído no interior de cada criança informações de amor próprio e ao próximo é essencial para que no futuro ela saiba mesmo sob influências negativas sobrepor sua vontade a dizer não as drogas, não aos modismos fúteis, não ao mundo e sim para a vida.

Abaixo um vídeo sobre Espiritismo, a terceira revelação – ferramenta maior de autoconhecimento.

Artigo relacionado:

https://joanadarc.wordpress.com/2009/12/25/a-certeza-de-galileu-e-o-espiritismo/





Perseguições x Conforto Tecnológico

11 11 2012

Na época que o Messias esteve na Terra para divulgar sua mensagem de amor ao próximo incondicionalmente, muitos dos primeiros cristãos foram perseguidos, presos e mortos. Dedicar um tempo de suas vidas para a caridade cristã era tarefa perigosa. Mas muitos pela fé viva em Jesus corriam o risco.

As primeiras Igrejas eram as casas das pessoas que se ofereciam a causa cristã. Os estudos do Evangelho – em pergaminhos copiados de mão em mão – eram feitos por pessoas que arriscavam suas vidas em nome de Jesus.

Nos dias atuais as perseguições já não existem, a liberdade e democracia garantem a prática de religiões diversas. Contudo existe algo terrível que nos prendem ao nosso egoísmo nos cáreceres privados:  o conforto do lar.

Sim o conforto do lar, a televisão com sua programação de fim de semana, a diversão nos bares entre conversas fúteis, os passeios nos shopping centers em horas intermináveis chegando a dedicação exclusiva.

Sem falar no video-game que desde cedo já conquista crianças e jovens para a vivência em um mundo de faz de conta.

A ação na caridade ou na divulgação das Leis da Vida, revelada por Jesus, são em muito dificultadas pelas facilidades da vida.

Devemos assim refletir um pouco em nossa própria vida, em nossas próprias ações diárias e hábitos para saber para onde estamos nos dirigindo. O destino está em nossas mãos. Matar o tempo é algo simples e muitas vezes divertido, mas a pergunta diária que devemos nos questionar é justamente o que estamos produzindo com nossas ações presentes…

Dessa forma podemos acender uma luz no futuro e criar cenários com as ações que estamos produzindo habitualmente.

A vida por mais que parece longa e entediante muitas vezes, na realidade é bem curta e passageira. Curtir a vida pode ser um grande equivoco espiritulamente falando.

Uma das piores atitudes que o homem pode ter é ficar em cima do muro, esperando o tempo passar. Estacionado o espírito transforma-se em frágil vítima de mentores infelizes no convite a derrota e sofrimento fantasiadas de sensações, viagens e diversões passageiras.

Nosso mestre Jesus a todo instante nos convida a não nos prendermos aos bens materiais e sensações efêmeras, mas buscar sim o verdadeiro tesouro que devemos construir no Céu, ou seja, que está na ação com a caridade, estudo no conhecimento da vida e amor ao próximo.

Amai-vos ! Jesus já nos disse, contudo devemos nos instruir para alcançar um mínimo de consciência crítica para vencermos a nós mesmos em dias tão difíceis.

E com essa missão de instrução, temos a nossa disposição a codificação Espírita, o consolador prometido por Jesus para nossa reforma íntima.

Bons estudos.





Avanço na comunicação entre os dois mundos

22 12 2011

Os meios de comunicação evoluem a cada dia. E prova disso é a chegada da Tv Digital. A HDTV está avançando em todo o Brasil, contudo muitos ainda não possuem um conhecimento básico sobre essa nova tecnologia.

Para quem já possui o sinal em sua cidade, basta saber se possui o equipamento correto.

O kit básico para se conectar seria um Conversor e uma antena tipo UHF. Muitas televisões novas já possuem o conversor internamente, estando assim, praticamente pronta para ajustar os canais bastando uma antena.

Podemos verificar na imagem acima que a qualidade é muito superior alcançando 1920 x 1080 pontos de resolução.

Basicamente, a TV digital funciona de uma forma totalmente diferente de como a televisão analógica funcionava até agora. Enquanto o sistema analógico funciona com a transmissão de cada pixel de imagem através de ondas de rádio, recebidos pela televisão e decodificados para formar as imagens, a TV digital possui uma transmissão semelhante ao trânsito dos dados em computadores.

Para alcançar todos os benefícios de qualidade desse novo sistema deve-se adquirir um aparelho de televisão com HDTV já com sintonizador integrado de preferência.

Interessante observar que essa evolução tecnológica dos meios de comunicação vão muito além do imaginado. Ela também ocorre no próprio ser humano.

Temos distintamente duas comunidades de inteligências com uma interseção evidente formando dois mundos em constante comunicação – o mundo material e o mundo espiritual. E desde o começo da humanidade já existia uma comunicação precária com o mundo invisível.
As pessoas sensíveis a essa comunicação já foram muitas vezes perseguidos e rotulados como bruxos na antiguidade. Nos dias atuais apesar do preconceito pela falta de informação, chama-se de médium a pessoa que mantém contato com o mundo dos espíritos. Felizmente essa pessoa com essa vocação não corre mais risco de ser queimado em praça pública.
Esse tipo de comunicação evoluiu bastante com a Codificação da Doutrina Espírita, onde de forma científica Allan Kardec observou os fatos e fenômenos da época das mesas girantes e passou a investigar a existência de uma inteligência por trás daqueles efeitos. Até finalmente constatar que eram espíritos. Pessoas como todos nós, mas agora sem o corpo físico, pois já tinham falecido. A alma que estava no corpo se desprende em espírito livre nesse plano invisível.
Dessa investigação das mesas girantes em París na época de 1856, a comunicação com espíritos evoluíram de toques e batidas do tipo sim (uma batida) e não (duas batidas) para finalmente a escrita psicografada.
A psicografia é a comunicação com o mundo espiritual, onde um espírito através do corpo de uma pessoa com capacidade para tal escreve mensagens. Não foi fácil chegar a esse tipo de comunicação, anos e mais anos de pesquisas, observações, comprovações foram realizadas. Apesar de ser um fato bastante comum no Brasil, com Chico Xavier atendendo e piscografando para centenas de famílias que perderam entes queridos, ainda existem muitas pessoas que não admitem essa realidade.
E não discordo dessas pessoas, realmente é muito difícil acreditar em uma situação dessas sem uma leitura mais profundo no assunto. Uma pessoa falecida – espírito – utilizar da mão de um médium para escrever mensagens ? Felizes aqueles que acreditam nem nunca terem visto nos disse Jesus. Mas ainda nos dias atuais presencio pessoas mais críticas a terem seus paradigmas quebrados por mensagens de espíritos de antepassados direcionados a elas.
E não para por ai essa evolução, já existe uma previsão do plano espiritual de que futuramente poderemos nos comunicar com espíritos através da tecnologia. Algo impensável por muitos já está sendo estudado de maneira técnica como podemos ver no link abaixo no assunto Transcomunicação.
Ainda deixo alguns outros links para aprofundar conhecimentos. Boa diversão.

Psicografia na Justiça: http://jus.com.br/revista/texto/8941/a-psicografia-como-meio-de-prova

Transcomunicação :

http://casadeemmanuel.org.br/entrevista_pedro_vieira.html

http://www.amebrasil.org.br/html/outras_exp.htm





O Diabo

21 06 2010

– Imaginem – dizia-nos um amigo, em agradável tertúlia, no Plano Espiritual – se alguns desencarnados (falecidos), em desespero, aparecessem, de improviso, entre as criaturas humanas, reclamando supostos direitos deixados na Terra.

Gritando os tormentos que lhes dilaceram a alma, vomitando impropérios e blasfêmias, não seriam considerados um bando de demônios? Irreconhecíveis, urrando de dor selvagem, humilhados e vencidos, tentando, debalde, retomar as expressões físicas que ficaram nos cadáveres, seriam tomados por monstros infernais, repentinamente soltos na via pública.

– É verdade! – considerou um companheiro, melancolicamente – ninguém no mundo teria dificuldades em identificá-los como os velhos demônios da antiguidade. Os infelizes desse jaez, personificam perfeitamente, ante a observação popular, os Lucíferes, os Belcelins e os Astarots de recuados tempos. Os fantoches da dor sempre surgem ao entendimento infantil como gênios do mal.

Fez pequeno intervalo, sorriu e acentuou:

– Bastaria, porém, leve exame para que atingissem o conhecimento real; os diabos seriam, de fato, seres horrendos, mas não repugnantes, nem espantosos.

Ouvindo-lhe as referências, lembrava a personagem satânica do livro de La Sage, a perturbar as casas madrilenhas, levantando-lhes os telhados; e, demonstrando que me percebia os pensamentos mais íntimos, outro amigo acrescentou:

– As lendas de Asmodeu e Mefistófeles, no fundo, não terão origem diferente. Certo, a visão mediúnica favoreceu, entre os homens, a notícia dos tipos deploráveis que hoje conhecemos e dos quais Dante, em outro tempo, recebeu leves informes que enfeixou em seu poema célebre, de acordo com as suas tendências, conceitos e predileções de homem.

Nesse instante, um companheiro, ancião de muitas jornadas terrestres, fixou em nós um olhar percuciente e calmo e, valendo-se, talvez, da pausa mais longa, observou sensatamente:

-Todos sabemos que a criação inteira é obra infinita de Deus e não podemos ignorar que todos os seres do Universo, desde as notas mais baixas aos cânticos mais altos da Natureza, no campo ilimitado da vida, são portadores da Centelha Imortal da Divindade. Em todos os departamentos sem número dos mundos inumeráveis palpita o amor, existe a ordem, permanece o sinal da prodigiosa herança da vida. Por isso mesmo, irmãos, toda expressão diabólica é perversão da bênção divina. Onde esteja a perturbação da harmonia universal, aí se encontra o adversário do Senhor.

Vocês aludem, com muita oportunidade, aos mortos que se congregam em desespero, formando monstruosas paisagens, em que duendes, sem rumo, procuram em vão insinuar-se na existência dos homens da Terra. Se o olho humano pudesse identificá-los, possivelmente cessaria a continuação da vida na carne. Coletividades inteiras abandonariam o templo do corpo físico, tomadas de infinito e indomável pavor.

Escutávamos a palavra sábia em silêncio. E porque o intervalo se fizesse mais longo, o bondoso ancião, à maneira dos antigos filósofos gregos, rodeados de ouvintes atentos, continuou, com expressão significativa:

– Assistia pessoalmente a uma aula de sabedoria, numa das cidades espirituais dos círculos de Marte, quando surpreendi uma lição interessante. Velho orientador de entidades inexperientes e juvenis comentava a existência dos inimigos da Obra Divina e explicava-se:

– O diabo existe como personificação do desequilíbrio.

– Como poderíamos caracterizá-lo? – interrogou um dos presentes.

– É o protótipo da ingratidão para Deus – respondeu o venerável instrutor. O diabo é do Eterno o filho que menospreza a celeste herança. Recebe os tesouros divinos e converte-os em misérias letais. Das bênçãos que lhe felicita o caminho, faz maldições que estende aos semelhantes. Cego às belezas universais que o cercam, vive afirmando sua permanência no inferno, criação dele mesmo, em seu plano interior. É alma repleta de atributos sublimes que permanece, entretanto, na Obra do Pai, como gênio destruidor. É sábio de raciocínio, mas pérfido de sentimento. Seu cérebro elabora rapidamente as mais complicadas operações para a ofensiva do mal, todavia, seu coração é paralítico para o bem. Sua cabeça é fogo para a mentira, contudo, o seu peito é de gelo para a verdade. Escarra nas mãos que o acariciam, está sempre disposto a condenar, perverter e confundir os demais filhos de Deus, lançando a perturbação em geral, para que seus interesses isolados prevaleçam. Pela ciência e perversidade de que oferece testemunho, é um misto de anjo e monstro, no qual se confundem a santidade e a bestialidade, a luz e a treva, o céu e o abismo. Criatura desventurada pelo desvio a que se entregou voluntariamente é, de fato, mais infeliz que infame, merecendo, antes de qualquer consideração, nosso entendimento e piedade.

Nesse instante, em face da pausa do orientador, exclamou uma jovem do círculo, satisfeito pela possibilidade de cooperar no esclarecimento da tese em estudo:

– Conheço-o! Eu conheço o diabo!

– Você? – pergunta o instrutor, admirado. – Será possível?

– E ela, radiante, respondeu:

– Sim, já estive na Terra: Chama-se Homem!

pelo Espírito Irmão X – Do livro: Lázaro Redivivo, Médium: Francisco Cândido Xavier.

Fica até difícil comentar esse trecho da obra “Lázaro Redivivo” em psicografia de Chico Xavier devido a sua clareza e precisão em relatar o que é um demônio ou satanás pelos conhecimentos da Doutrina Espírita.

Pra quem está no plano espiritual facilmente verifica-se a existência desses seres que nada mais são do que espíritos em desequilíbrio. Por ignorância das leis da vida e da reencarnação essas “pessoas falecidas” persistem na prática da busca por sensações, por influências negativas e praticas errôneas transformando-se em verdadeiras criaturas do mal.

Como todas as ações praticadas produzem reações em igual intensidade em sentido oposto (contra) quem praticou – essas atitudes danosas irão ser revertidas para o próprio predador em uma próxima reencarnação – para assim sentir literalmente “na pele” tudo o que praticou, seja de bom, seja do mal.

Portanto as leis naturais que regem a harmonia do universo levam perante o indivíduo o recebimento da colheita obrigatória do que se plantou no passado.

Como verificamos que existem pessoas más, que influenciam, maltratam e buscam puxar pessoas com eles para a prática do mal; no plano espiritual ocorre da mesma forma, pois são espíritos desencarnados de pessoas más que continuam atormentados – buscando a prática do mal e persuadindo pessoas e espíritos para a prática do mal.

Todos podemos escolher entre o bem e o mal, entre prazeres mundanos e atividades de caridade ao próximo, entre desperdiçar o tempo ou aprender e trabalhar, resta essa decisão que somente nós podemos tomar e esperar pelas suas reações no futuro. Sejam elas boas ou más.

Nos transformar em Diabo por diversão e prazer para sofrer no futuro  ou buscar luz angelical para colher os bons frutos –  essa decisão depende inteiramente de nossa vontade e ação diária.





VINTE MODOS DE PERTUBAR…

21 05 2010

Ao receber essa cartilha talvez possamos refletir nosso comportamento não apenas no Grupo Espírita, mas em toda atividade em grupo a qual participamos.

E para comprovar isso deixo abaixo o original do excelente texto de recomendação do Espírito do André Luiz que foi psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira. Após o original fiz uma adaptação para o campo profissional. Dessa forma podemos buscar evitar esses tipos de atitudes que tanto pertubam e atrapalham o bom desenvolvimento da rotina produtiva.

TEXTO ORIGINAL

Modos com que nós, espíritas, perturbamos a marcha do Espiritismo:

  1. Esquecer a reforma íntima.
  2. Desprezar os deveres profissionais.
  3. Ausentar-se das obras de caridade.
  4. Negar-se ao estudo.
  5. Faltar aos compromissos sem justo motivo.
  6. Rogar privilégios.
  7. Escapar deliberadamente dos sofredores para não prestar-lhes pequeninos serviços.
  8. Colocar os princípios espíritas à disposição de fachadas sociais.
  9. Especular com a Doutrina em matéria política.
  10. Sacrificar a família aos trabalhos da fé.
  11. Açambarcar muitas obrigações, recusando distribuir a tarefa com os demais companheiros ou não abraçar incumbência alguma, isolando-se na preguiça.
  12. Afligir-se pela conquista de aplausos.
  13. Julgar-se indispensável.
  14. Fugir ao exame imparcial e sereno das questões que concernem à clareza do Espiritismo, acima dos interesses e das pessoas.
  15. Abdicar do raciocínio, deixando-se manobrar por movimentos ou criaturas que tenham sutilmente ensombrar a área do esclarecimento espírita com preconceitos e ilusões.
  16. Ferir os outros com palavras agressivas ou deixar de auxiliá-los com palavras equilibradas no momento preciso.
  17. Guardar melindres.
  18. Olvidar o encargo natural de cooperar respeitosamente com os dirigentes das instituições doutrinárias.
  19. Lisonjear médiuns e tarefeiros da causa espírita.
  20. Largar aos outros responsabilidade que nos competem.

pelo Espírito André Luiz – Do livro: Opinião Espírita, Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

TEXTO COM APLICAÇÃO EMPRESARIAL

  1. Esquecer a busca contínua pela educação
  2. Desprezar os deveres familiares.
  3. Ausentar-se do apoio aos colegas e compartilhamento das informações.
  4. Negar-se ao estudo contínuo.
  5. Faltar aos compromissos sem justo motivo.
  6. Rogar privilégios.
    Escapar deliberadamente dos estagiários e colegas em dificuldades para não prestar-lhes pequeninos serviços.
  7. Colocar os princípios pessoais à disposição de fachadas sociais e querer impor opiniões (religião e futebol…)
  8. Especular em matéria política e aceitar favores.
  9. Sacrificar o desempenho do trabalho aos trabalhos particulares rotineiramente
  10. Açambarcar muitas obrigações, recusando distribuir a tarefa com os demais companheiros ou não abraçar incumbência alguma, isolando-se na preguiça.
  11. Afligir-se pela conquista de aplausos.
  12. Julgar-se indispensável.
    Fugir ao exame imparcial e sereno das questões que concernem à clareza dos objetivos de asceção profissional, acima dos interesses e das pessoas.
  13. Abdicar do raciocínio, deixando-se manobrar por movimentos ou criaturas que tenham sutilmente ensombrar a área do esclarecimento da ética e boa vontade com preconceitos e ilusões.
  14. Ferir os outros com palavras agressivas ou deixar de auxiliá-los com palavras equilibradas no momento preciso.
  15. Guardar melindres.
  16. Esquecer o encargo natural de cooperar com supervisores e políticas da empresa
  17. Lisonjear Gerentes e Diretores em troca de favores.
  18. Largar aos outros responsabilidade que nos competem.

Dessa forma podemos em refletir melhor quando estivermos participando de uma atividade em grupo, como numa comunidade de caridade, no ambiente profissional e pessoal.





Carlos Juliano Torres Pastorino e sua obra prima proibida

13 05 2010

Quem nunca entrou em contato com alguma obra do Pastorino, como a série “Minutos de Sabedoria” ?Abaixo uma pequena biografia desse grande Espírito:

“Filho de José Pastorino e sua esposa, Eugênia Torres Pastorino, estudou no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro onde, em 1924, recebeu os diplomas de Geografia, Corografia e Cosmografia, e pouco depois, o de bacharel em Português.

Foi para Roma a fim de cursar o Seminário, vindo a diplomar-se, em 1929, pelo cardeal Basilio Pompili, para a Ordem Menor de Tonsura. Ordenou-se em 1934. Em 1937 ante a recusa do Papa Pio XII em receber o Mahatma Gandhi em seu traje habitual decidiu abandonar a batina, raciocinando que o célebre pacifista indiano vestia-se como Jesus, e que, como este jamais se sujeitaria ao rigor formalista da Igreja Católica.

De volta ao Brasil, lecionou Latim e Grego no Instituto Ítalo-Brasileiro de Alta Cultura. Lecionou ainda Espanhol. Nesse período começou a exercer atividades jornalísticas, como correspondente dos Diários Associados. Foi adido cultural e jornalístico da Academia Brasileira de Belas Artes.

Sócio de inúmeras sociedades esperantistas, no país e no exterior, foi delegado especializado (“Faka Delegito”) da Universidade Esperanto Asocio, com sede nos Países Baixos. Nessa militância, foi fundador da Sociedade Brasileira de Esperanto, no Rio de Janeiro.

No dia 31 de maio de 1950, concluiu a leitura de “O Livro dos Espíritos”, que recebera por empréstimo de um colega do Colégio Pedro II. Nessa data declarou-se espírita, e guardava-a com muito carinho. Passou a freqüentar o “Centro Espírita Júlio César”, no bairro do Grajaú, que foi a sua escola inicial de Espiritismo.

Em 8 de janeiro de 1951, com um grupo de amigos, fundou o “Grupo Espírita Boa Vontade”, posteriormente renomeado como “Grupo de Estudos Spiritus” que, com a ajuda do coronel Jaime Rolemberg de Lima, deu origem ao Lar Fabiano de Cristo, à CAPEMI e ao boletim espírita SEI (Serviço Espírita de Informações). Fundou a Livraria e Editora Sabedoria e a revista com o mesmo nome. Realizou palestras sobre a doutrina não apenas no estado do Rio de Janeiro como em outros no país.

Chegou a projetar a construção de uma Universidade Livre, em Brasília, para onde se mudou em 1973 mas faleceu antes de ver concretizado esse sonho.

Pastorino teve cinco filhos, de dois casamentos.” Fonte: Wikipédia

O mais interessante contudo, com os anos de estudos espíritas, foi a publicação da obra “Técnicas da Mediunidade” – uma semente plantada – para que “a capacidade do ser humano entrar em contato com os espíritos” seja estudada de forma científica. Tratando de uma verdadeira obra prima de estudos sobre a natureza humana ainda desconhecida por muitos com bases em conteúdos da teoria física e biológica atual.

Uma obra de tamanha importância que não poderia tão facilmente ganhar público – publicada em 1968 teve as edições póstumas proíbidas por forças naturais negativas que acham alimento nas portas abertas do preconceito que todos temos.

Contudo sua obra é facilmente acessível via download na internet, no link abaixo, por exemplo, e em milhares de outras fontes de troca de dados. Já se foi o tempo em que os livros eram queimados em praças públicas, a internet é democrática bastante para nos ajudar e eternizar fontes importantes como essa:

http://autoresespiritasclassicos.com/Pastorinho/Tecnicas%20da%20Mediunidade/Torres%20Pastorino%20-%20A%20Obra%20-%20T%C3%A9cnica-da%20Mediunidade.htm

Certamente o Autor aguarda os estudos mais profundos de ordem científico – técnico que devem ser trilhados em suas bases sugestivas dessa grande obra.

Abaixo uma passagem em audio dos “Minutos de Sabedoria”: